Barreto, António.

Zona de identificação

tipo de entidade

Pessoa singular

Forma autorizada do nome

Barreto, António.

Forma(s) paralela(s) de nome

Forma normalizada do nome de acordo com outras regras

Outra(s) forma(s) do nome

identificadores para entidades coletivas

área de descrição

datas de existência

1942 -

história

Percurso académico e profissional
Embora nascido no Porto, mudou-se em criança para Vila Real, onde viveu até finalizar os estudos liceais.

Admitido na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, permaneceu nesta cidade até 1963. No mesmo período foi ator do CITAC - Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra.

Em princípio da década de 1960, deixou os estudos de Direito e partiu para a Suíça, onde se estabeleceu em 1963. Neste país, viria a licenciar-se em Economia Social, pela Universidade de Genebra, no ano de 1968.

Findo o curso, foi assistente da mesma universidade, até 1970, ano em que passou a dedicar-se exclusivamente à investigação, integrando o Instituto de Pesquisas das Nações Unidas para o Desenvolvimento Social. Fez parte desse Instituto desde 1969 até 1974.

Em 1985 voltaria à Universidade de Genebra para realizar o doutoramento em Sociologia. A sua tese intitula-se L’État et la société civile au Portugal: révolution et réforme agraire en Alentejo, 1974-1976, e encontra-se publicada em Portugal desde 1986.

Regressado a Portugal no período da Revolução de 25 de Abril de 1974, tornou-se investigador no Gabinete de Estudos Rurais da Universidade Católica Portuguesa, função que desempenhou até 1982. Nesse ano, ingressou no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, onde se manteve até à jubilação, em 2009[1].

Concomitantemente, foi professor de disciplinas de Sociologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas e na Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, tendo feito parte da Comissão Instaladora desta última.
Foi vogal do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Estatística.
Autor de vasta bibliografia, dedicou a sua investigação aos temas da emigração, do socialismo e da reforma agrária, evolução da sociedade portuguesa, indicadores sociais, justiça, regionalização, Estado e Administração Pública, Estado Providência, comportamentos políticos e retrato da região do Entre Douro e Minho[1].

Na televisão, assinou a série de documentários Portugal, um retrato social, realizada por Joana Pontes (RTP, 2006), e dedicou-se ao comentário político em Regra do Jogo, com José Miguel Júdice (SIC Notícias, 2006-2008).
Foi cronista do jornal Público a partir de 1991. Atualmente, escreve no Diário de Notícias uma coluna semanal ao domingo.

Percurso político
Foi militante do Partido Comunista Português entre 1963 e 1970, aderindo, após o 25 de abril de 1974, mais precisamente em dezembro desse ano, ao Partido Socialista.
Eleito deputado à Assembleia Constituinte, no ano seguinte, em 1975, seria membro do VI Governo Provisório (Pinheiro de Azevedo), como Secretário de Estado do Comércio Externo, e do I Governo Constitucional (Mário Soares), como Ministro do Comércio e Turismo, primeiro, e da Agricultura e Pescas, depois.
Fruto da sua passagem governativa como Ministro da Agricultura ficaria com o seu nome associado à alteração legislativa preparada no seu gabinete — a «Lei Barreto». Essa alteração pretendia redefinir o caminho da Reforma Agrária, procurando contrariar o modelo de expropriação e concentração que vinha sendo seguido pela extrema esquerda e pelo PCP, desde o 25 de abril[2].
Afastou-se do PS para apoiar o projeto da Aliança Democrática, liderado por Francisco Sá Carneiro, com o efémero Movimento dos Reformadores, criado com José Medeiros Ferreira e Francisco Sousa Tavares, em 1978.
Em 1985, apoiou Mário Soares, no MASP I (Primeiro Movimento de Apoio Soares à Presidência) para as eleições presidenciais portuguesas de 1986.
Na legislatura de 1987 a 1991, foi de novo deputado à Assembleia da República, pelo PS, estrutura da qual se afastou definitivamente na década de 1990.

Distinções honoríficas e prémios
A 8 de junho de 2012, foi agraciado pelo Presidente Aníbal Cavaco Silva com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo. A 5 de outubro de 2017, foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade pelo Presidente Marcelo Rebelo de Sousa.[3]
Recebeu o Prémio Montaigne, atribuído pela Fundação Alfred Toepfer e pela Universidade de Tübingen, em 2004.
Foi eleito membro Academia das Ciências de Lisboa em 2008.

Família
É o terceiro de sete filhos de Manuel da Costa Pinto Barreto (Peso da Régua, 17 de dezembro de 1907 – Porto, 21 de dezembro de 1981) e de sua mulher (Vila Real, Folhadela, 15 de setembro de 1938) Maria do Céu de Morais Taborda (Porto, 7 de maio de 1912 – Porto, 5 de março de 1980), neta materna do 1.º Barão de Gouvinhas e sobrinha-neta materna do 1.º Visconde de Morais, que recusou o título de Conde de Morais, uma família com reminiscências fidalgas, católica e apoiante da monarquia[4]

Vida pessoal
É casado, em segundas núpcias, com a socióloga Maria Filomena Mónica.

Bibliografia
L’Émigration Portugaise (1957-1966) (com Carlos Almeida, Line Krieger e André Petitat), texto dactilografado. Mémoire d’Économie Sociale sous la direction de M. Le Prof. J. I. Bergier, Université de Genève, jan. 1968.
Capitalismo e Emigração em Portugal (com Carlos Almeida), Prelo, 1970.
Independência para o Socialismo, Iniciativas Editoriais, 1975.
L’État et la société civile au Portugal: révolution et réforme agraire en Alentejo, 1974-1976, Lisboa, Gradiva, 1986.
Os silêncios do regime: ensaios, Lisboa: Estampa, 1992
A situação social em Portugal (org.), Lisboa: Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, 1996-2000. (2 Vols. Vol 1: 1960-1995. Vol 2: 1960-1999: indicadores sociais em Portugal e na União Europeia)
Tempo de mudança, Lisboa: Relógio d'Água, 1996
Sem emenda, Lisboa: Relógio d'Água, 1997
Regionalização: sim ou não (org.), Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1998
Uma década: retratos da semana 1991-99, Lisboa: Relógio d'Água, 1999
Crises da justiça? A justiça em crise (org.), Lisboa: Publicações Dom Quixote, 2000
Douro: Napa, 2001
Tempo de incerteza, Lisboa: Relógio d'Água, 2002
Novos retratos do meu país: 1999-2003, Lisboa: Relógio d'Água, 2003
Globalização e migrações (org.), Lisboa: Instituto de Ciências Sociais, 2005
Anos difíceis, Relógio d’Água, 2009
Fotografias, Relógio d’Água, 2010
Pátria Utópica, Bizâncio, 2011 (em coautoria)
Sentir, Lugar da Palavra, 2012
Nambuangongo, Lugar da Palavra, 2013
Douro – rio, gente e vinho, Relógio d’Água, 2014
O 25 de Novembro e a Democratização Portuguesa, Gradiva, 2016 (em coautoria)
Anatomia de uma Revolução, Publicações Dom Quixote, 2017
Tempo de Escolha, Relógio d’Água, 2017

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_Barreto

Locais

status legal

funções, ocupações e atividades

Ministro do Comércio e Turismo do I Governo Constitucional
Ministro da Agricultura e Pescas do I Governo Constitucional

2009 - 2014 - Presidente do Conselho de Administração da Fundação Francisco Manuel dos Santos, onde criou o portal de informação estatística Pordata.

Mandatos/Fontes de autoridade

Estruturas internas/genealogia

contexto geral

Área de relacionamento

Área de pontos de acesso

Ocupações

Zona do controlo

Identificador do registo de autoridade

PT AHS-ICS AB

Identificador da instituição

Regras ou convenções utilizadas

Estatuto

Nível de detalhe

Datas de criação, revisão ou eliminação

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Script(s)

Fontes

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