Série OCMLP - O Grito do Povo/O Comunista/Organização Comunista Marxista-Leninista Portuguesa

Zona de identificação

Código de referência

PT-AHS-ICS-JB-EE-OCMLP

Título

O Grito do Povo/O Comunista/Organização Comunista Marxista-Leninista Portuguesa

Data(s)

  • 1968-1973 (Produção)

Nível de descrição

Série

Dimensão e suporte

11 doc.(jornal); papel

Zona do contexto

Nome do produtor

(1973 -1976)

História administrativa

A Organização Comunista Marxista-Leninista Portuguesa resultou da fusão, no final de 1972, de O Comunista e de O Grito do Povo, grupos que se organizavam em torno de publicações com o mesmo nome.
O Grito do Povo surge no Porto em finais de 1969 a partir de sectores ligados ao meio estudantil, aos chamados Comités de Base, e a zonas do operariado local. Reflecte a ambiência cultural e juvenil portuense e a influência do Maio de 68, bem como marcas difusas de trotskismo, maoismo e socialismo radical. Apesar da base estudantil, O Grito do Povo procura penetrar nos meios fabris criando os Comités Operários, organização sindical clandestina. Em 1971 começa a publicação do jornal o “O Grito do Povo” e são lançados os Comités Revolucionários de Estudantes Comunistas (CRECs), que editam “Viva a Revolução”, e a estrutura frentista Núcleos Sindicais de Base. Implantado no Porto, estenderá a sua influência também a Coimbra.
O Comunista foi criado em Paris em 1968 por Hélder Costa e elementos vindos do Comité Marxista-leninista Português (CMLP) e do Partido Comunista Português (PCP). A partir de Dezembro de 1968 edita o jornal “O Comunista”. Revelando inicialmente alguma sedução pelo guerrilheirismo e rejeitando o centralismo democrático, o grupo não se via como vanguarda e apresentava uma estrutura federalista, dispondo os núcleos de considerável autonomia. Defendendo a luta armada, O Comunista assume alguma continuidade relativamente à Frente Acção Popular (FAP).
O Grito do Povo estabeleceu desde 1969/1970 contactos com O Comunista, que se consolidam entre 1970 e 1972. Este processo de aproximação, reflectindo-se em debates ideológicos em torno do federalismo e do centralismo democrático, levou a cisões, como o abandono do Núcleo Maria Albertina e do Núcleo José de Sousa.
A OCMLP desenvolverá importante actividade através dos núcleos no estrangeiro, nomeadamente em França junto da emigração, com imprensa própria e actividades culturais. O activismo anticolonial era uma dos vectores principais da actividade da organização. Para desenvolver trabalho nas Forças Armadas foram criados os Comités de Soldados e Marinheiros Vermelhos e foram ainda dinamizados Comités de Desertores em França, Holanda, Dinamarca e Suécia.
A partir de 1973/1974 a organização viu-se fragilizada por algumas prisões, disputa acesa pelo poder e violentas dissidências internas. Depois de 25 de Abril de 1974 estimula a criação da Frente Eleitoral de Comunistas (Marxistas-leninistas) [FEC (ml)] que participou nas eleições para a Assembleia Constituinte. Em 1976, juntamente com o CMLP e a Organização Revolucionária Portuguesa Comunista (marxista-leninista) [ORPC (ml)], está na criação do Partido Comunista Português (Revolucionário) [PCP (R)].

Nome do produtor

História administrativa

Entidade detentora

História do arquivo

Fonte imediata de aquisição ou transferência

Zona do conteúdo e estrutura

Âmbito e conteúdo

Avaliação, seleção e eliminação

Incorporações

Sistema de organização

Zona de condições de acesso e utilização

Condições de acesso

Condiçoes de reprodução

Idioma do material

    Sistema de escrita do material

      Notas ao idioma e script

      Características físicas e requisitos técnicos

      Instrumentos de descrição

      Zona de documentação associada

      Existência e localização de originais

      Existência e localização de cópias

      Unidades de descrição relacionadas

      Descrições relacionadas

      Zona das notas

      Nota

      "A OCMLP (Organização Comunista Marxista-Leninista Portuguesa) foi
      constituída no final de 1972 através da fusão de dois grupos distintos, ambos
      estruturados em torno de publicações com o mesmo nome: O Comunista, criado em
      1968, em Paris, e O Grito do Povo, aparecido no Porto em finais de 1969, ainda sem
      essa denominação.", in: CARDINA, Miguel, "Margem de Certa Maneira. O maoísmo em Portugal: 1964-1974", Tese apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra para a obtenção do Grau de Doutor em História, na especialidade de História Contemporânea, orientada pelo Professor Doutor Rui Manuel Bebiano do Nascimento. Coimbra, 2010

      Identificador(es) alternativo(s)

      Pontos de acesso

      Pontos de acesso - Assunto

      Pontos de acesso - Local

      Pontos de acesso - Nomes

      Pontos de acesso de género (tipologias documentais)

      Identificador da descrição

      Identificador da instituição

      Regras ou convenções utilizadas

      Estatuto

      Nível de detalhe

      Datas de criação, revisão, eliminação

      Línguas e escritas

        Script(s)

          Fontes

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