Partido Revolucionário do Proletariado/Brigadas Revolucionárias (PRP/BR)

Zona de identificação

Tipo de entidade

Pessoa coletiva

Forma autorizada do nome

Partido Revolucionário do Proletariado/Brigadas Revolucionárias (PRP/BR)

Forma(s) paralela(s) de nome

    Formas normalizadas do nome de acordo com outras regras

      Outra(s) forma(s) de nome

        identificadores para entidades coletivas

        Área de descrição

        Datas de existência

        1970-1978

        Histórico

        As Brigadas Revolucionárias (BR), organização armada que se propõe a formar um exército revolucionário e a fazer a revolução socialista em Portugal, surgem em 1970 à luz de uma concepção da luta armada como forma de derrubar o Estado Novo, algo que já vinha sendo preconizado, entre outros, pela Liga de Acção e União Revolucionária (LUAR) e a Acção Revolucionária Armada (ARA), do Partido Comunista Português .
        As BR surgem a partir de sectores oposicionistas em Argel, ligados à Frente Patriótica de Libertação Nacional (FPLN), e em Paris, com forte presença de dissidentes do PCP e com ligações aos chamados católicos progressistas e elementos que haviam rompido à esquerda com a Comissão Democrática Eleitora (CDE). Corporizando um debate sobre a necessidade de criação de um partido da classe operária e de acção legal capaz de fomentar a mobilização popular, salvaguardando a autonomia orgânica, em Setembro 1973 seria criado em Argel o Partido Revolucionário do Proletariado (PRP).
        As BR realizam a primeira acção armada em Novembro de 1971, com uma explosão na base da NATO na Fonte da Telha. Refletindo o peso do anticolonialismo e do combate à guerra colonial, muitas acções terão como alvo estruturas militares das Forças Armadas. Em 1972, destacam-se, por exemplo, o roubo de mapas militares dos Serviços Cartográficos do Exército entregues, depois, aos movimentos de libertação africanos, ou ainda, noutro plano, a largada de porcos em Lisboa vestidos de almirante, satirizando o Presidente da República, Américo Tomás.
        Os assaltos a instituições bancárias, ou “recuperações de fundos”, eram a forma de financiar as BR e o próprio PRP, bem como os seus órgãos de informação, “Página Um” e “Revolução”.
        Defendendo a criação de organizações autónomas, independentes organicamente do partido e criadas pelos próprios trabalhadores, o PRP vai implantar-se entre a juventude dos centros urbanos e zonas industriais de Lisboa, do Porto, na margem sul do Tejo ou na Marinha Grande.
        Com o 25 de Abril de 1974, o PRP renuncia às acções armadas para se dedicar à luta política legal, nomeadamente a acção e agitação junto das massas e dos trabalhadores, sendo suspensa a actividade das BR, ainda que se mantenha um horizonte de eventual organização e insurreição militar, traduzido no desvio e distribuição de armas.
        O PRP está presente nos grandes enfrentamentos do ano de 1975, assumindo-se como uma força política a ter em conta, sobretudo pela ligação que estabelece com o COPCON e Otelo Saraiva de Carvalho, desenvolvendo grande actividade no mundo operário, no terreno das lutas sociais, na reforma agrária e nos próprios quartéis, numa óptica de auto-organização popular. Durante o processo revolucionário o PRP esteve ligado ou estimulou a criação de várias organizações como os Conselhos Revolucionários de Trabalhadores, Soldados e Marinheiros (CRTSM), a Frente de Unidade Revolucionária (FUR), os Soldados Unidos Vencerão (SUV) e, mais tarde, os Grupos Dinamizadores de Unidade Popular (GDUP), no quadro da campanha presidencial de Otelo.
        Com o radicalizar da situação e a aproximação do 25 de Novembro, as BR são reactivadas, entram de imediato na clandestinidade e dá-se o regresso à luta armada.
        Seguir-se-á um período de refluxo em função das mudanças político-militares, não obstante a continuação de assinalável actividade política, de assaltos a bancos e, alegadamente, de acções bombistas. A prisão dos líderes históricos, Carlos Antunes e Isabel do Carmo, em 1978, e o culminar violento de graves tensões internas, levarão a que o PRP seja extinto depois de integrar a Organização Unitária dos Trabalhadores (OUT) e a Força de Unidade Popular (FUP), frente legal das Forças Populares 25 de Abril (FP25) que serão constituídas, na esmagadora maioria, por elementos vindos do PRP e ex-operacionais das BR.

        Locais

        Estado Legal

        Funções, ocupações e atividades

        Mandatos/fontes de autoridade

        Estruturas internas/genealogia

        Contexto geral

        Área de relacionamentos

        Entidade relacionada

        Comité para a Libertação dos Antifascistas e Revolucionários Presos (CLARP) (1975-1976)

        Identificador de entidade relacionada

        PT-AHS-ICS-CLARP

        Categoria da relação

        associativa

        Datas da relação

        Descrição da relação

        Entidade relacionada

        Soldados Unidos Vencerão (SUV) (1975 -)

        Identificador de entidade relacionada

        PT-AHS-ICS-SUV

        Categoria da relação

        hierárquica

        Tipo de relação

        Soldados Unidos Vencerão (SUV) é controlado por Partido Revolucionário do Proletariado/Brigadas Revolucionárias (PRP/BR)

        Datas da relação

        Descrição da relação

        Área de pontos de acesso

        Pontos de acesso - Assunto

        Pontos de acesso - Local

        Ocupações

        Zona do controlo

        Identificador de autoridade arquivística de documentos

        Identificador da instituição

        Regras ou convenções utilizadas

        Estatuto

        Nível de detalhe

        Datas de criação, revisão ou eliminação

        Línguas e escritas

          Script(s)

            Fontes

            Notas de manutenção