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Pessoas, Entidades
Ardigò, Roberto
Pessoa singular · 1828-1920

Roberto Ardigò, filósofo italiano, nasceu em Casteldidone (Cremona) a 28 de janeiro de 1828 e morreu em Mântua a 15 de setembro de 1920.

A sua família mudou-se para Mântua em 1836 devido a dificuldades económicas. Frequentou o seminário e foi ordenado sacerdote em 1851. Foi hóspede do monsenhor Luigi Martini, reitor do seminário e "confortador" dos mártires de Belfiore. Em 1863, foi nomeado cónego da catedral. Tornou-se docente liceal em 1876, ensinando filosofia.

Os estudos levaram-no a uma crise religiosa e à apostasia - processo que se iniciou com o seu discurso sobre Pietro Pomponazzi (esse discurso foi colocado no Índice e levou à sua suspensão a divinis), passando pelas suas pronunciações contra a infalibilidade do papa, e terminando com a publicação de 'La psicologia come scienza positiva' (1870).

Abandonou então a vida religiosa, o que levou a que se aproximasse do do movimento positivista, nomeadamente com Pasquale Villari. Participou na política, sendo membro do círculo democrático Benedetto Cairoli (Pádua).

Foi promovido à cátedra de história e filosofia da Universidade de Pádua pelo ministro Guido Baccelli, na qual lecionou desde 1881 a 1920, chegando a ensinar também língua e literatura alemã e pedagogia.

É o 'máximo representante do positivismo italiano'. O seu pensamento passou por uma tentativa de criar metafísica 'monistica'. Considerava tanto a realidade física como a psíquica como aspetos de uma realidade objetiva substancialmente única (materialismo).

Camus, Albert
Pessoa singular · 1913-1960

Albert Camus - escritor francês - nasceu a 7 de novembro de 1913, em Mondovi (Argélia), e faleceu a 4 de janeiro de 1960 perto de Sens (França). Insere-se na corrente filosófica do absurdismo.

Filho de pieds-noirs na Argélia, teve um papel proeminente entre os intelectuais de esquerda nesse país. Juntou-se ao Partido Comunista Francês em 1935, embora não fosse marxista. Deixou o partido um ano depois e juntou-se Partido Comunista Argelino. Foi expulso do partido por se opor à linha estalinista.

Em 1938 começou a trabalhar no jornal de esquerda Alger républicain, tomando uma posição anti-fascista e opondo-se ao autoritarismo colonialista. O jornal foi banido em 1940 e Camus fugiu para Paris. Quando os alemães invadiram a França na 2ª Guerra, Camus juntou-se à Resistência francesa e foi editor do jornal Combat.

O seu primeiro romance L'Étranger (O Estrangeiro) foi publicado em 1942. Nesse mesmo ano publicou o Mito de Sísifo, analisando o niilismo contemporâneo. Tema que transporta também para o seu segundo romance, La Peste (1947).

Na sua obra L’homme révolté, Camus atacou o totalitarismo comunista, defendendo o socialismo libertário e o anarco-sindicalismo, o que levou a uma ruptura com Sartre.

Recebeu o Prémio Nobel da Literatura em 1957, com quarenta e quatro anos, notícia que ele recebeu com surpresa porque antecipava a vitória de André Malraux.

Condorcet, Nicolas de
Pessoa singular · 1743-1794

Marie-Jean-Antoine-Nicolas de Caritat, marquês de Condorcet (17 de setembro de 1743, Ribemont, France— 29 de março de 1794, Bourg-la-Reine) foi um filósofo, político, economista e matemático francês do Iluminismo. Defendia o mercado livre, a educação pública, o governo constitucional, direitos iguais para mulheres e pessoas de todas as raças e um estado de apoio social.

Groos, Karl
Pessoa singular · 1861-1946

Karl Groos (10 de dezembro de 1861, Heidelberg – 27 de março de 1946, Tübingen) foi um filósofo e psicólogo alemão que propôs uma teoria instrumentalista do jogo. No seu livro de 1898 "Os jogos dos animais" propõe que a brincadeira/jogo consiste numa preparação para os desafios da vida.

Ribot, Théodule-Armand
Pessoa singular · 1839-1916

Théodule Armand Ferdinand Constant Ribot (Guingamp, 18 dezembro de 1839 - Paris, 9 dezembro de 1916) foi um filósofo e professor no Collège de France. Considerado o fundador da psicologia enquanto ciência autónoma em França. Criou em 1876 a Revue philosophique, da qual se tornou diretor.

Ele postulou a Lei de Ribot - de que os pacientes com amnésia retrógrada têm maior probabilidade de perder as memórias mais recentes do que as mais antigas. A sua tese de doutoramento Hérédité: étude psychologique é considerada como tendo introduzido ideias evolutivas Darwinianas e Spencerianas em França.

In 1896 introduziu o termo anedonia para descrever a incapacidade de sentir prazer.

Schopenhauer, Arthur.
Pessoa singular · 1788 - 1860

Arthur Schopenhauer (Gdansk, 22 de fevereiro de 1788 – Frankfurt, 21 de setembro de 1860) foi um filósofo alemão. Conhecida pela sua obra O Mundo como Vontade e Representação, de 1818 (expandida em 1844), que caracteriza o mundo fenomenal como a manifestação de uma vontade numenal cega e irracional. Com base no idealismo transcendental de Immanuel Kant, Schopenhauer desenvolveu um sistema metafísico e ético ateísta que rejeitava as ideias contemporâneas do idealismo alemão. Foi também um dos primeiros filósofos ocidentais a afirmar princípios da filosofia indiana, como o ascetismo, a negação do eu, e a noção do mundo como aparência. Normalmente é integrado no pessimismo.

Silva, Agostinho da
Pessoa singular · 1906-1994

George Agostinho Baptista da Silva (Porto, Bonfim, 13 de fevereiro de 1906 – Lisboa, São Francisco Xavier, 3 de abril de 1994) foi um filósofo, poeta, ensaísta, professor, filólogo, pedagogo e tradutor português.

Frequentou o curso de Filologia Românica e, mais tarde, o de Filologia Clássica na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, que concluiu com a classificação final de 20 valores,

Participou e dirigiu a A Acção Académica, uma publicação monárquica da Associação de Estudantes (1925), colaborou na Revista Águia (1926-1929) com artigos sobre Filosofia e Literatura, escreveu na revista Seara Nova (1928-1938), publicou no Porto Académico (1925-1926), Ideia Nacional e Comércio, proferiu conferências e foi líder estudantil.

Em 1929 doutorou-se em Filologia Clássica com a classificação de 20 valores, defendendo a tese Sentido Histórico das Civilizações Clássicas e assim tornando-se o primeiro doutor da Faculdade de Letras. Em 1931 partiu como bolseiro para Paris, onde estudou na Sorbonne e no Collège de France.

Após o regresso ao país foi nomeado professor do Liceu José Estêvão, em Aveiro. Entretanto, em 1932, havia fundado em Lisboa o Centro de Estudos Filológicos da Universidade Clássica de Lisboa.

Em 1935 foi demitido da Função Pública por não ter assinado a Lei Cabral (Decreto 27. 003), que obrigava os funcionários públicos a declarar que não pertenciam a nenhuma sociedade secreta.

Criou o Núcleo Pedagógico Antero de Quental em 1939, e em 1940 publicou Iniciação: cadernos de informação cultural. Foi preso pela polícia política em 1943, abandonou o país no ano seguinte em direção à América do Sul, passando pelo Brasil, Uruguai e Argentina, Em 1947, instalou-se definitivamente no Brasil, onde viveu até 1969.

Um dos fundadores da Universidade Federal de Santa Catarina em Florianópolis, criou o Centro de Estudos Afro-Orientais e ensinou Filosofia do Teatro na Universidade Federal da Bahia, tornando-se em 1961 assessor para a política externa do presidente Jânio Quadros. Participou na criação da Universidade de Brasília e do seu Centro Brasileiro de Estudos Portugueses no ano de 1962 e, dois anos mais tarde, criou a Casa Paulo Dias Adorno em Cachoeira e idealizou o Museu do Atlântico Sul em Salvador da Bahia

Regressou a Portugal em 1969, após a doença e morte de Salazar. Dirigiu o Centro de Estudos Latino-Americanos da Universidade Técnica de Lisboa, e foi consultor do Instituto de Cultura e Língua Portuguesa (atual Instituto Camões).

A sua primeira mulher foi Berta David e Silva. A sua segunda companheira foi Maria Judith Zuzarte Cortesão, filha de Jaime Cortesão.

Ziegler, Theobald
Pessoa singular · 1846-1918

Theobald Ziegler (Göppingen, 9 de fevereiro de 1846 – 1 de setembro de 1918) foi um filósofo e educador alemão.

Ziegler estudou teologia e filosofia na universidade de Tübingen, e foi professor universitário em várias cidades. Em 1882 ele tornou-se reitor de uma escola secundária em Estrasburgo, e depois tornou-se professor de filosofia na Universidade dessa cidade.

Entre as suas obras conta-se uma biografia de David Friedrich Strauss e uma obra sobre Friedrich Nietzsche.