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Pessoas, Entidades
PT/AHS-ICS/Btlh-dm · Pessoa coletiva · 1919-1923

A Batalha foi criada por um grupo de delegados da UON (União Operária Nacional): militantes experientes na edição e redação de periódicos anarquistas, como Pinto Quartin (Amanhã e Terra Livre) e Hilário Marques (A Sementeira), gráficos como Raul Neves Dias e tipógrafos como Francisco Cristo e Alexandre Vieira. Outro dos elementos que esteve na fundação do jornal foi Perfeito de Carvalho, que desenhou o logotipo do jornal.

Vieira foi o redator principal do jornal até 1922 mas, devido à sua saúde débil, a partir de Setembro de 1919 o cargo passou a ser exercido efetivamente por Quartin, Santos Arranha e Manuel Joaquim de Sousa.

Em setembro de 1919, Manuel Joaquim de Sousa foi eleito como primeiro secretário-geral da recém-constituída Confederação Geral do Trabalho, da qual A Batalha se tornaria o órgão oficial na imprensa - desenvolvendo uma orientação sindicalista e focada na agitação do movimento operário, dependente da CGT. Em março de 1920, uma campanha de repressão do operariado culminou na apreensão do jornal e no encerramento da sede.

A Terra (Jornal)
Pessoa coletiva · Janeiro 1949 - ?

A Terra era um jornal clandestino e irregular, ligado com o PCP, publicado desde 1949 (1.⁠ª série 1949, 2.⁠ª série 1963). Era anticapitalista e antifascista, tendo como público-alvo os camponeses. Após o 25 de abril, continuou a existir, já não clandestino, e abordava temas como a política e a direito agrário, incluindo críticas à reversão da reforma agrária.

Abranches, Adelina
Pessoa singular · 1866-1945

Atriz portuguesa, Adelina Abranches nasceu em Lisboa a 15 de agosto de 1866 e faleceu na mesma cidade a 21 de novembro de 1945.

Devido às incapacidades financeiras da família, iniciou a sua carreira no teatro ainda na infância, estreando-se como figurante aos cinco anos num espetáculo do Teatro Nacional D. Maria II - "Os meninos grandes", de Enrique Gaspar. Aos doze anos já tinha trabalhado no Teatro D. Maria II, no Teatro do Príncipe Real, no Variedade, no Teatro do Rato, no Teatro D. Fernando e no Teatro da Rua dos Condes. Representava com frequência papéis masculinos infantis e, mesma em adulta, continuou a fazer alguns papéis masculinos devido à sua constituição física.

Foi no Teatro Luís de Camões que assinou o seu primeiro contrato mensal e teve o primeiro papel de protagonista - em "A princesa flor de seda". Os seus primeiros êxitos foram no ano de 1882, no palco do Teatro do Rato ("Maria da Fonte" e "O tipógrafo/"O gaiato de Lisboa" - no qual representou um dos seus papéis masculinos mais memoráveis). Na temporada seguinte, foi convidada a integrar o elenco do Teatro do Príncipe Real, onde conheceu o futuro marido - o empresário Luís Ruas - e teve alguns dos seus papéis mais populares ("Pérola" (1885) e "Rosa enjeitada" (1901)).

Em 1902, mudou-se para o Teatro D. Amélia - destacando-se, por exemplo, em "Ressurreição" (1903), em "A cruz da esmola" (1903) e em "O avô" (1905). Também em 1902 dá-se o seu divórcio com Ruas, com o qual tivera dois filhos - Aura Abranches (Ruas) (1892-1962) e Alfredo Ruas (1890-1966), que seguiram ambos a carreira teatral, acompanhando muitas vezes a mãe em digressões.

Foi convidada a integrar a segunda temporada do Teatro Livre e integrou a sociedade artística do Teatro Nacional D. Maria II, onde se manteve até 1910. Este envolvida no projeto do Teatro da Natureza. Foi também empresária teatral, fundando as companhias Adelina Abranches e Adelina - Aura Abranches, esta última em conjunto com a sua filha.

Regressou ao D. Amélia em 1911, renomeado Teatro República, onde representou Brísida Vaz no "Auto da barca do Inferno". Representou vários espetáculos de grand-guignol no Teatro Sá da Bandeira no Porto, o que a levou ao Brasil em digressão (1913-1914). No seu regresso a Portugal, passou pelos palcos do Teatro Politeama, do Avenida e do Apolo, antes de regressar ao Teatro Nacional ("A mãe", de Russiñol, foi um dos seus maiores êxitos). Trabalhou com a companhia organizada Alves da Cunha e também com a companhia Rey Colaço-Robles Monteiro.

Apesar da sua principal carreira ser no teatro, participou em três filmes na década de 30: "Maria do Mar" e "Lisboa, Crónica Anedótica", de Leitão de Barros (1930) e "A Rosa do Adro", de Chianca Garcia (1938).

Faleceu de arteriosclerose, em Lisboa, aos 79 anos. Foi sepultada em jazigo no Alto de São João. As suas memórias foram publicadas após a sua morte pela filha, em 1947.

Acção (jornal)
Pessoa coletiva · 1936-1937; 1941 - >=1949

O jornal "Acção: semanário português para portugueses" (1936-1937) [dir. e propr. Cooperativa de Produção Editorial "Acção"; red. principal e ed. Augusto Ferreira Gomes. Rua das Fabricas das Sedas 24A Lisboa] era uma publicação perfeitamente alinhada com as posições do estado novo. Defende o colonialismo português, represente a ideia que Portugal tinha tendo de nação deste os primórdios na idade média. Ainda que o jornal fosse anticomunista com veemência, algumas críticas da burguesia e do liberalismo foram cooptados para fornecer posições "corporativistas" e totalistas. O jornal recebia financiamento através do Ministério do Comércio e Indústria.

A relação de Acção: Semanário da vida portuguesa (1941- ) [dir. Manuel Múrias; propr. Editorial império, LDA; ed Armando António Martins de Figueiredo. Rua do Salitre 155 Lisboa] com o jornal de anos 1936-37 não é totalmente clara. Começa de novo com número 1, cujo editorial não fala sobre a primeira série. A sede, e os dirigentes eram diferentes, e o formato e as rubricas também. No entanto, o desenho do título é idêntico e a primeira série também era (impresso) e composto pela Editorial império. As posições políticas eram os mesmos.

Afonso, Aniceto.
Pessoa singular · 1942 -

Oficial de Artilharia. Fundador do MFA de Moçambique. Em Setembro de 1973, foi colocado na CHERET – QG/RMM, em Nampula

Albuquerque, João Mouzinho de
Pessoa singular · 1797-1881

Realizou o bacharel em Leis (Direito) na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, no ano de 1820.
Ao longo da sua vida, publicou alguns textos, sobre a Economia, agricultura e administração portuguesa.

Alma Nova
PT/AHS-ICS/AlmaNova · Pessoa coletiva · 1914-29

ALMA NOVA. REVISTA ILUSTRADA (II Série) – A segunda série, que teve início no mês de Dezembro de 1915, inaugurou a fase nacional desta publicação nascida em Faro, a 20 de Setembro de 1914, por iniciativa de Mateus Martins Moreno, que foi também seu proprietário, editor e director. O projecto inicial teria uma natureza fundamentalmente regionalista, como sugere o sub-título que então ostentava, «Revista Ilustrada de Propaganda Algarvia». Já o título evocava o movimento da Renascença Portuguesa e o seu propósito refundador da pátria, por via da educação da sociedade, sob orientação de artistas e intelectuais. (...). Correia

Almeida, António de.
PT/AHS-ICS/AAlmeida · Pessoa singular · 1900-1984

Distinguindo-se como antropólogo, António de Almeida nasceu a 21 de agosto de 1900, em Sezures, Penalva do Castelo, no distrito de Viseu, e faleceu a 16 de novembro de 1984, em Lisboa.

Almeida, Carlos Augusto Morais de
Pessoa singular · 1843-1919

Académico, autor de manuais escolares da área das ciências e da matemática.

Sócio da Academia de Ciências de Lisboa. Área: Ciências Matemáticas, Físicas e Naturais, 2.ª Secção: Ciências Físicas

Almeida, Fialho de
Pessoa singular · 1857-1911

José Valentim Fialho de Almeida nasceu em Vila de Frades, no Alentejo, dia 7 de maio de 1857, e faleceu em Cuba (Alentejo), a 4 de março de 1911.

Foi estudar para Lisboa em 1866, no Colégio Europeu. Fez a sua estreia literária no jornal Correspondência de Leiria. Por falta de meios económicos, abandonou os estudos e começou a trabalhar como praticante de farmácia numa botica lisboeta. Publica o seu primeiro volume 'Contos' em 1881. Voltou a estudar, desta vez no Liceu Francês e na Escola Politécnica, iniciando a formação em Medicina. Entretanto, colaborou frequentemente com a imprensa, escrevendo contos, crónicas, críticas literárias e teatrais, e redigiu entradas para dicionários e outras publicações. Chegou também a dar aulas. Terminado o curso em 1885, Fialho de Almeida nunca chegou a fazer a prática de médico - optando ao invés por se dedicar exclusivamente à escrita e à prática jornalística.

Em 1889, um editor portuense (Alcino Aranha) atraído pelo estilo original e satírico de Fialho de Almeida, propôs-lhe a publicação mensal de uma crónica. Surgiu então, nesse ano, o primeiro fascículo d'Os Gatos, que se publicaria até 1894 - marcado por um tom crítico e satírico.

Fialho de Almeida colaborou em diversas publicações periódicas, nomeadamente nos jornais humorísticos Pontos nos ii (1885–1891) e A Comédia Portuguesa (fundado em 1888),e também nas revistas: Renascença (1878–1879?), A Mulher (1879), O Pantheon (1880–1881), Ribaltas e Gambiarras (1881), Branco e Negro (1896–1898), Brasil-Portugal (1899–1914), Serões (1901–1911) e, postumamente, na Revista de turismo iniciada em 1916. Também colaborou n' O Interesse Público, de que foi diretor literário (Lisboa, 1886), n' O Repórter (Porto, 1888), Revista de Portugal (Porto, 1889-1892), de Eça de Queirós, Ovos Moles e Mexilhões (Aveiro, 1893), Serões: revista mensal illustrada (Lisboa, 1901), Novidades (Lisboa, 1885) e Correio da Manhã (Rio de Janeiro, 1901). Usou o pseudónimo de «Valentim Demónio» em diversos artigos publicados na revista literária A Crónica, por ele fundada, e dirigida, em 1880.

Distinguiu-se também como contista, publicando várias obras.

Em 1893, na sequência do seu casamento com Emília Augusta Garcia Pego, alentejana e abastada proprietária rural, Fialho de Almeida foi residir para Cuba. Ela faleceu no ano seguinte, o que o levou a abandonar a vida do campo e a regressar à escrita. Viajou por Espanha, França, Suíça, Alemanha, Bélgica e Holanda. Criticou duramente o recém-implantado regime da República, antes de falecer em 4 de março de 1911, em Cuba.

Almeida, José Carlos Ferreira de
Pessoa singular · 1934-2009

José Carlos Ferreira de Almeida (Janeiro de 1934- Março de 2009)

José Carlos Lima Ferreira de Almeida foi um sociólogo empenhado nas questões metodológicas de aplicação dos inquéritos e o fundador da Sociologia da Saúde em Portugal.
Nos inícios dos anos 60 do século passado, quando em Portugal se começava a aprofundar os estudos da Sociologia, pelo incentivo de Adérito Sedas Nunes, José Carlos Ferreira de Almeida partiu para Paris para se dedicar ao estudo dos problemas económicos, sociais e políticos que atravessavam a sociedade portuguesa. Para trás ficava o curso de Engenharia Civil do IST que frequentou até ao 5º ano e uma intensa actividade associativa.
Diplomado em Outubro de 1963 pelo Institut d’Études Politiques da Universidade de Paris, foi aí que orientou os seus interesses para o estudo da emigração portuguesa para a região de Paris, a convite do Professor Louis Chevalier do Collège de France. Este interesse leva-o nos três anos seguintes a frequentar o ciclo do doutoramento de investigação em Sociologia, na Sorbonne, sob a direcção do Prof. Jean Stoetzel, já como investigador com responsabilidades de direcção de projectos do Grupo de Bolseiros da Fundação Calouste Gulbenkian (anexo ao Gabinete de Investigações Sociais, desde a sua criação até Setembro de 1969). Os resultados da investigação sobre a emigração, realizada neste período, encontram-se publicados nos primeiros números da revista Análise Social.
De regresso a Lisboa, paralelamente às actividades de investigação no GIS, dedicou-se ao ensino de cadeiras de metodologia sociológica, no Instituto de Estudos Sociais, no Instituto de Serviço Social do Porto, no Instituto de Orientação Profissional, na Escola de Escola de Ensino e Administração de Enfermagem e na Escola Nacional de Saúde Pública, tendo sido o principal impulsionador da autonomização e criação nesta escola da cadeira de «Ciências Sociais e Humanas», onde leccionou desde 1969 a 2000.
Após o 25 de Abril, desempenhou vários cargos: consultor dos Ministros dos Assuntos Sociais (1974-76); membro do Gabinete de Apoio Técnico da Comissão Interministerial para a Animação Sócio-Cultural; coordenador do Grupo de trabalho que elaborou o Guião para a Reestruturação do MAS (1975); membro da Secção de Ciências Sociais da Comissão de Equivalência de Diplomas Estrangeiros (1974-1976); co-criador e membro da Comissão de Recurso da Comissão de Classificação de Espectáculos (1974-77) e Presidente (equiparado a Director-Geral) desta última (1977-81).

Como consultor para a análise sociológica ou como coordenador metodológico para aplicação de inquéritos, José Carlos Ferreira de Almeida integrou várias equipas de estudo e projectos de investigação, nas décadas de 1970 e 1980, que levaram a cabo estudos dos fenómenos urbanos e habitacionais, do consumo, dos transportes, etc. Foi ainda perito convidado, relator e/ou presidente de diversas reuniões da OCDE, da OMS, da Divisão de Assuntos Sociais da ONU, em Genebra, e da UNESCO (nomeadamente para a reestruturação do programa do Sector de Ciências Sociais e suas Aplicações), entre outras missões.
Podemos ainda encontrar contributos de José Carlos Ferreira de Almeida para a Sociologia portuguesa nos vários artigos que publicou, em revistas da especialidade portuguesas e francesas, nas múltiplas conferências e seminários em que participou, e, sobretudo, nas muitas centenas de páginas dactilografadas com notas de leitura e apontamentos para as aulas que leccionou.

Almeida, Onésimo T.
Pessoa singular · 1946 -

Onésimo T. Almeida nasceu em Pico da Pedra, São Miguel, Açores, em 1946. Professor da Universidade Brown e académico há muito envolvido com a comunidade imigrante portuguesa, emigrou de São Miguel para os Estados Unidos no início da década de 1970.
Através dos seus escritos e da organização de atividades políticas na Nova Inglaterra, Onésimo foi uma das poucas vozes que, de forma consistente, criticou publicamente o regime português.
Após a Revolução, tornou-se um defensor público do futuro de Portugal, influenciando as respostas nos Estados Unidos à situação política do país e colaborando com os líderes que viriam a conduzir a transição portuguesa para a democracia. Os seus escritos públicos, a sua produção académica e o seu ativismo — incluindo a organização e participação em protestos durante este período de transição — foram fundamentais para que os portugueses e outros nos Estados Unidos pudessem compreender este momento histórico decisivo.

Andrade, Celeste de
Pessoa singular · 1922-2007

Maria Celeste Freire de Andrade Rates, nasceu no dia 17 de junho de 1922, na cidade de Lisboa (foi registada após alguns dias, sendo a data oficial do seu nascimento 22 de junho de 1922), e faleceu em 2007 na mesma cidade.

Filha de José Carlos Rates, um dos fundadores do Partido Comunista Português (PCP), escritor e dirigente sindical e de Maria Freire de Andrade, doméstica.

Estava rodeada de escritores, já que era prima do escritor, professor, editor e diretor literário Garibaldino de Andrade e sobrinha do escritor e crítico literário João Pedro de Andrade. Ela escolheu começar a trabalhar, embora tivesse os meios económicos para não o fazer, o que levou a que não terminasse o Liceu. Trabalhou como correspondente comercial e a traduzir correspondência para o francês.

Em 1943, casou-se com o operário Carlos Emídio de Jesus Duarte - divorciaram-se apenas três anos depois. Trabalhou como atriz no Teatro-estúdio do Salitre, com o nome Maria Celeste. Aí, conheceu o seu futuro marido Nataniel Costa, que era escritor, diplomata e professor. Casaram em 1947, tendo sido padrinhos de casamento a atriz Glicínia Quartin e o seu marido António Jacinto das Neves Pedro, o tio de Celeste, João Pedro de Andrade e o encenador, jornalista e coreógrafo Tomás Ribas. Nesse mesmo ano, publicou o seu primeiro conto, ‘A Gata’, no periódico semanal Mundo Literário, nº50.

Nataniel era também diretor literário da editora Estúdios Cor, responsável pela publicação de traduções de Celeste de Andrade, entre as quais A Minha Infância de Máximo Gorki e Fim de Semana em Zudycoote de Robert Merle. Publicou também pela Estúdios Cor o seu primeiro romance, 'Grades Vivas', em 1954.

De 1959 a 1962, Celeste de Andrade viveu em França, onde o marido era cônsul português, e depois na Suíça, onde ele cumpriu a função de embaixador. Já em plena democracia, Celeste conclui os seus estudados, terminando o Liceu e estudando História na Universidade Autónoma. Trabalhou como assistente de um professor na disciplina de História da Arte, na mesma instituição de ensino. Escreveu pequenos escritos, sob o pseudónimo Cláudia Avelar. Foi amiga de Irene Lisboa e de José Saramago, para quem chegou a enviar o original do que seria o seu segundo livro.

Celeste Andrade faleceu em Lisboa, no ano de 2007, sem nunca mais ter conseguido publicar. O espólio da escritora está com a sua filha Paula Nataniel.

Andrade, João Pedro de
Pessoa singular · 1902-1974

João Pedro Freire de Andrade - dramaturgo, novelista, crítico literário e teatral, ensaísta e tradutor português - nasceu em Ponte de Sor, a 13 de Março de 1902 e morreu em Lisboa, dia 13 de Fevereiro de 1974. Escreveu mais de 20 peças de teatro.

Filho de José Pedro da Conceição e de Rufina Freire de Andrade, foi-lhe dado o nome João Pedro da Conceição ao nascer. Requisitou a mudança de nome para refletir o apelido da mãe, e adotou João Pedro de Andrade como nome literário.

Começou a trabalhar no jornal O Século quando se mudou para Lisboa com a família. Na cidade, estudou contabilidade no Instituto Comercial de Lisboa e tornou-se guardo-livros em Santiago do Cacém. Alcançou o posto de chefe de contabilidade na empresa Amoníaco Português.

As suas primeiras obras literárias foram de poesia - estreou-se com o poema Beatrice (1921) e com a coletânea - Castelos... (1923) - primeiro e último livro de poesia. Publicou contos para o 'Domingo Ilustrado' a partir de 1926, colaboração que se estendeu até 1964. A sua inclinação para o teatro começou com a peça Noite negra (hoje perdido), que enviou ao suplemento Notícias Teatral (Diário de Notícias).

Só em 1939 conseguiu publicar a sua primeira peça - 'Continuação da comédia', editada pela revista 'presença - folha de arte e de crítica' (fundada e dirigida por João Gaspar Simões, Branquinho da Fonseca e José Régio).

A censura existente durante o regime do Estado Novo prejudicou o dramaturgo, levando a que as suas peças não fossem representadas em palco. 'Transviados' e 'O lobo e o homem' eram para ser levadas ao palco do Dona Maria II, mas foram ambas proibidas.

O Teatro-Estúdio do Salitre foi um dos teatros que apoiou e levou a palco algumas das suas peças, como 'O saudoso extinto' e 'Maré alta' (esta última tinha sido proibida pela censura). O grupo Companheiros do Pátio das Comédias também representaram a sua peça - 'Continuação da comédia' em 1948, que teve também uma versão exibida na RTP (1957) e transmitida pela rádio (1973). Outras peças foram encenadas pela Sociedade Guilherme Cossoul e pelo Teatro d'Ensaio.

Traduziu várias obras de Camus, André Gide, Flaubert, Honoré de Balzac, Marcel Aymé, Claude Roy, etc. Também foi um prolífico crítico de teatro, deixando vários artigos espalhados por vários periódicos.

Andringa, Diana.
PT/AHS-ICS/DAndringa · Pessoa singular · 1947 -
Angola Comité
Pessoa coletiva · 1961-1997

The Angola Comité (Angola Committee) was established in 1961 to support the freedom struggle in Angola. Leaders of the organization included Sietse Bosgra and Trineke Weijdema.

The Angola Comité supported the struggle against Portuguese colonialism by the liberation movements MPLA (Angola), FRELIMO (Mozambique) and PAIGC (Guinea-Bissau and Cape Verde). It provided material support to those movements, organized a boycott campaign against Angolan coffee and support Portuguese war resisters. The whole of Southern Africa became the organization's focus.

In 1976, following the end of Portuguese colonialism, the Angola Comité was renamed the Komitee Zuidelijk Afrika (KZA) (known in English as the Holland Committee on Southern Africa) and concentrate its actions on the South African, Zimbabwean and Namibian freedom movements. KZA was involved in campaigns to isolate South Africa including campaigns for sanctions and divestment and against banks making loans to South Africa. With another Dutch organization, Werkgroep Kairos (Working Group Kairos/ Stichting Kairos), the KZA was active in the Shell boycott campaign and helped establish the Shipping Research Bureau which monitored oil deliveries to South Africa. It also campaigned in support of the sports boycott of apartheid South Africa.

The KZA had an important success in 1985 when it forced the banks to stop selling the South African gold coin, the Krugerrand. KZA provided material aid to liberation movements. After the end of apartheid, the KZA, the Anti-Apartheids Beweging Nederland (Dutch Anti-Apartheid Movement) and the Eduardo Mondlane Stichting (Eduardo Mondlane Foundation) established the Netherlands Institute for Southern Africa (NiZA). (Some pages of the website are available in English.)

Anti-Apartheid Movement
GB - AAM · Pessoa coletiva · 1960 - 1994

"The Anti-Apartheid Movement (AAM) was founded in 1960 to campaign for the eradication of apartheid. AAM grew out of the Boycott Movement which began in 1959. AAM, sometimes referred to as the British Anti-Apartheid Movement, operated in Britain (England, Wales and Scotland). AAM did not cover Northern Ireland which was covered by the Irish Anti-Apartheid Movement. AAM resolved to work for the total isolation of the apartheid system in South Africa and to support those struggling against the apartheid system".