Nasceu em Trigaches, Beja, em 13 de janeiro de 1915. Frequentou o Liceu de Beja e, já em Lisboa, quando estudante universitário de Letras, aderiu, em 1933, à Federação das Juventudes Comunistas Portuguesas e integrou os Grupos de Defesa Académica.
Foi preso, pela primeira vez, em 9 de março de 1934, quando participava numa manifestação de estudantes contra a organização fascista "Ação Escolar Vanguarda", antecessora da "Mocidade Portuguesa", foi levado para uma esquadra e libertado no dia 14. Seria novamente preso em 1 de fevereiro de 1935 e entregue pelas autoridades de Beja à Seção Política e Social da PVDE, seguindo para Peniche em 19 de março de 1935. Julgado pelo Tribunal Militar Especial (TME), foi condenado a 22 meses de prisão correcional e perda dos direitos políticos por cinco anos. em 14 de outubro, passou por Caxias a fim de ser deportado para Cabo Verde, com destino ao Campo de Concentração do Tarrafal. Tinha, então, 21 anos. Por ter sido amnistiado, regressou do Tarrafal em 15 de julho de 1940 e saiu em liberdade. Retomou os estudos na Faculdade de Letras, onde se licenciou em Histórico-Filosóficas, e prosseguiu a atividade partidária clandestina, intervindo na reorganização do Partido Comunista Português.
Seguiram-se novas detenções, sendo condenado em 4 de junho de 1943, mais uma vez, pelo TME a 4 anos de prisão correcional e perda dos direitos políticos por dez anos. Embarcaria no dia 12 para Cabo Verde, a fim de reentrar no Campo de Concentração do Tarrafal. Seria abrangido pela amnistia estabelecida pelo Decreto-Lei n.º 35.041, de 18 de Outubro de 1945, regressando a Lisboa a 1 de fevereiro de 1946.
Em 1947, é publicado, clandestinamente, o seu livro “Tarrafal Campo da Morte Lenta”, no mesmo ano em que partiu para Moçambique e onde permanecerá até ao início de 1950.
Membro do Comité Central do PCP desde 1953, seria novamente preso a 5 de abril de 1954, seguindo, a 4 de agosto, para as prisões privativas da Subdiretoria do Porto da PVDE, de onde se evadiu a 3 de outubro, juntamente com Joaquim Gomes. Retornou à clandestinidade, sendo preso pela Delegação do Porto em 5 de dezembro de 1958, “por ser membro do Partido Comunista Português”: transferido para Lisboa no dia seguinte, entrou no Aljube e, em 28 de janeiro de 1959, passou para Peniche, de onde se evadiu, com mais nove presos políticos, em 3 de janeiro de 1960.
Não voltaria a ser detido, passando a desenvolver a sua ação política no estrangeiro, nomeadamente no âmbito da criação, em Bucareste, da Rádio Portugal Livre, de que foi diretor, em Argel, enquanto representante do Partido Comunista na Frente Patriótica de Libertação Nacional, e em Itália, na ligação aos movimentos de libertação de Angola, Guiné e Moçambique.Só regressou a Portugal após o 25 de Abril de 1974, tendo sido eleito, por escassos dias, deputado por Santarém à Assembleia Constituinte.
Faleceu na madrugada de 10 de maio de 1975, juntamente com a sua esposa Maria Luísa da Costa Dias, num acidente de viação ocorrido na auto-estrada de Vila Franca de Xira, (atual A1), quando regressavam de uma reunião partidária em Benavente.