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Pessoas, Entidades
Cadernos de circunstância
Pessoa coletiva · Novembro 1967-?

Cadernos de circunstância era uma publicação de ciências sociais que analisava a situação política, económica e cultural em Portugal. Era editado no exílio em primeiro em Arcueil e mais tarde em Paris. Era socialista e revolucionário

A comissão coordenadora da publicação era composta pelas seguintes pessoas, com alguma flutuação entre os números: Alfredo Margarido, Aquiles de Oliveira, Fernando C. Medeiros, João Rocha, José Porto e Manuel Villaverde Cabral, Alberto Melo, João Freire, Jorge Valadas, José Hipólito dos Santos, José Rodrigues dos Santos.

Camus, Albert
Pessoa singular · 1913-1960

Albert Camus - escritor francês - nasceu a 7 de novembro de 1913, em Mondovi (Argélia), e faleceu a 4 de janeiro de 1960 perto de Sens (França). Insere-se na corrente filosófica do absurdismo.

Filho de pieds-noirs na Argélia, teve um papel proeminente entre os intelectuais de esquerda nesse país. Juntou-se ao Partido Comunista Francês em 1935, embora não fosse marxista. Deixou o partido um ano depois e juntou-se Partido Comunista Argelino. Foi expulso do partido por se opor à linha estalinista.

Em 1938 começou a trabalhar no jornal de esquerda Alger républicain, tomando uma posição anti-fascista e opondo-se ao autoritarismo colonialista. O jornal foi banido em 1940 e Camus fugiu para Paris. Quando os alemães invadiram a França na 2ª Guerra, Camus juntou-se à Resistência francesa e foi editor do jornal Combat.

O seu primeiro romance L'Étranger (O Estrangeiro) foi publicado em 1942. Nesse mesmo ano publicou o Mito de Sísifo, analisando o niilismo contemporâneo. Tema que transporta também para o seu segundo romance, La Peste (1947).

Na sua obra L’homme révolté, Camus atacou o totalitarismo comunista, defendendo o socialismo libertário e o anarco-sindicalismo, o que levou a uma ruptura com Sartre.

Recebeu o Prémio Nobel da Literatura em 1957, com quarenta e quatro anos, notícia que ele recebeu com surpresa porque antecipava a vitória de André Malraux.

Carrel, Alexis
Pessoa singular · 1873-1944

Alexis Carrel (28 de junho, 1873 – 5 de novembro, 1944) foi um cirurgião francês e biólogo. Foi galardoado com o Nobel em Fisiologia ou Medicina em 1912, por ter sido pioneiro em técnicas de sutura vasculares. É conhecido pelo seu papel na implementação de políticas eugénicas na França de Vichy.

Condorcet, Nicolas de
Pessoa singular · 1743-1794

Marie-Jean-Antoine-Nicolas de Caritat, marquês de Condorcet (17 de setembro de 1743, Ribemont, France— 29 de março de 1794, Bourg-la-Reine) foi um filósofo, político, economista e matemático francês do Iluminismo. Defendia o mercado livre, a educação pública, o governo constitucional, direitos iguais para mulheres e pessoas de todas as raças e um estado de apoio social.

Diderot, Denis
Pessoa singular · 1713-1784

Denis Diderot (5 de outubro de 1713, Langres, Champagne – 31 de julho de 1784, Paris) foi um filósofo, crítico de arte e escritor francês, mais conhecido pela sua contribuição para a Encyclopédie juntamente com Jean le Ron d'Alembert.

Engerrand, Georges Charles Marius
Pessoa singular · 1877-1961

Georges Charles Marius Engerrand (11 de agosto de 1877, Libourne, França – 2 de setembro de 1961, Cidade do México) foi um geólogo e arquéologo Franco-Mexicano-Americano. Estudou na Universidade de Bordeaux, na área de geologia e botânica. Defendeu Dreyfus e, por causa disso e para evitar o serviço militar, emigrou para a Bélgica sob os auspícios do geógrafo e anarquista Élisée Reclus. Em 1907, emigrou para o México, continuando o seu trabalho. Devido ao clima político da Revolução Mexicana, emigrou de novo em 1917 para os Estados Unidos.

Hamon, Augustin Frédéric.
Pessoa singular · 1862-1945

Augustin Frédéric Adolphe Hamon (Nantes, 20 de janeiro de 1862 - Penvénan, 3 de dezembro de 1945) foi um sociólogo, jornalista e filósofo francês, passando ao longo da sua vida pelo anarquismo, o socialismo e o comunismo.

Integrou-se, pelo menos inicialmente, nas correntes do antissemitismo de esquerda, publicando o livro "L'agonie d'une société", juntamente com George Bachot (1889) e colaborando com o jornal antissemita Le Peuple. Embora mais tarde o seu antissemitismo se tornasse mais moderado, fez em 1899, uma crítica positiva ao livro "L'aryno-sémitisme".

Foi delegado para a Bourse du Travail de Nantes no Congresso Internacional Socialista em Londres em 1896. Editou de 1897 a 1903 a revista L'Humanité nouvelle.

Em 1901, casou-se com Henriëtte Rynenbroeck que será sua co-tradutora das obras de George Bernard Shaw. En 1904, decidiu por razões financeiras, estabelecer-se em Port-Blanc, parte de Penvénan. Nessa época, aderiu à SFIO (Section Française de l'International Ouvrière) e ingressou na Maçonaria Francesa. Estava também afiliado às ideias do livre-pensamento.

Durante a I Guerra, exilou-se no Reino Unido, e foi 'lecturer' na London School of Economics and Politcal Science. Regressado a França, nos anos 20, foi redator do jornal La Charrue Rouge, um boletim político local.

Durante a II Guerra, participou na Resistência francesa e aderiu ao PCF (Partido Comunista Francês) em 1945, ano da sua morte.

Letourneau, Charles
Pessoa singular · 1831-1902

Charles Jean-Marie Letourneau (23 de setembro de 1831, Auray (Morbihan) — 21 de fevereiro de 1902, Paris) foi um antropólogo, livre-pensador e membro da comuna de Paris.

Iniciou os estudos de medicina, mas abandonou-os em 1860, ingressando em 1865 na Sociedade de Antropologia de Paris. Antes da guerra, conviveu com os principais representantes do Livre-pensamento francês, materialistas e ateus, como Albert Regnard e Louis Asseline, no âmbito do jornal La Pensée Nouvelle (anteriormente La Libre Pensée).

Em 1871, quando eclodiu a guerra com a Prússia, Letourneau foi recrutado durante o cerco de Paris e tornou-se médico-chefe num regimento. Em 1871, juntou-se à Comuna de Paris, exercendo funções de médico junto dos communards. Após a repressão da Comuna, partiu para o exílio em Florença, com a sua família, onde se formou em antropologia evolucionista. Regressou a França em 1878, mantendo contacto com numerosos socialistas revolucionários, como Piotr Lavrov. Em 1886, inaugurou um curso sobre história das civilizações na Escola de Antropologia de Paris.

Inicialmente presidente da Sociedade de Antropologia de Paris, tornou-se em 1886 o seu secretário-geral, cargo que ocupou até à sua morte. Sucedeu assim a Paul Broca, que tinha ocupado o cargo até 1880. Foi o tradutor para a língua francesa de Ernst Haeckel, bem como de uma obra de Ludwig Büchner.

Ribot, Théodule-Armand
Pessoa singular · 1839-1916

Théodule Armand Ferdinand Constant Ribot (Guingamp, 18 dezembro de 1839 - Paris, 9 dezembro de 1916) foi um filósofo e professor no Collège de France. Considerado o fundador da psicologia enquanto ciência autónoma em França. Criou em 1876 a Revue philosophique, da qual se tornou diretor.

Ele postulou a Lei de Ribot - de que os pacientes com amnésia retrógrada têm maior probabilidade de perder as memórias mais recentes do que as mais antigas. A sua tese de doutoramento Hérédité: étude psychologique é considerada como tendo introduzido ideias evolutivas Darwinianas e Spencerianas em França.

In 1896 introduziu o termo anedonia para descrever a incapacidade de sentir prazer.

Saint-Pierre, Jacques-Henri Bernardin de
Pessoa singular · 1737-1814

Jacques-Henri Bernardin de Saint-Pierre também chamado apenas Bernardin de St. Pierre (Le Havre, 19 de janeiro de 1737 – Éragny, Val-d'Oise, 21 de janeiro de 1814) era um botânico e escritor francês.