Piotr Andreyevich Arshinov, anarquista russo e intelectual, que nasceu na Rússia (então Império Russo) em 1997 e morreu c. 1937.
A sua família era da classe trabalhadora, da região de Penza. Aos 17 anos, mudou-se para a região do Turquestão Russo, trabalhando como maquinista. Quando se iniciou a Revolução de 1905, Arshinov juntou-se à fação Bolchevique do Partido Social Democrata Russo, editando o jornal Molot.
Arshinov foi para a Ucrânia e juntou-se aos anarquistas. Liderou uma célula terrorista anarquista e organizou uma série de ataques. Foi preso e condenado à pena de morte pelo homicídio de um patrão, mas conseguiu escapar, fugindo para a França e depois para a Áustria-Hungria, onde fez tráfico de armas e contrabando de propaganda anarquista. Aí, foi preso em 1911 e extraditado para a Rússia, sendo condenado a 20 anos de prisão.
Na prisão conheceu o anarquista ucraniano Nestor Makhno. Depois da Revolução de Fevereiro (1917), ambos foram libertados devido a uma amnistia geral. Makhno tornou-se o líder de um movimento popular na Ucrânia após a Revolução de Outubro. Arshinov, juntamente com outros anarquistas russos, juntou-se a ele. Seguiu-se um período conflituoso e complexo. Arshinov permaneceu com Makhno até 1921, quando foi para a Alemanha.
Já em Berlim completou a sua "História do Movimento Makhnovista". Mudou-se então para Paris onde estabeleceu o jornal anarquista Delo Truda. Participou na publicação da "Plataforma Organizadora da União Geral dos Anarquistas", que estabelecia um enquadramento sobre como anarco-comunistas se deveriam organizar.
Nos anos 30, Arshinov abandonou a orientação anarquista e começou a expressar apoio pelo governo soviético de Stalin. Ele e a mulher decidiram regressar à sua pátria - o que fizeram em 1934. Três anos depois, Arshinov foi preso e executado durante a Grande Purga.