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inclui América do Sul e América do Norte (2025-07, ip)
inclui América do Sul e América do Norte (2025-07, ip)
FRANCISCO ROBSON ALVES DE OLIVEIRA, 2019, A Circulação do conhecimento pedagógico anarquista entre Brasil e Portugal (1900 a 1930), Tese doutoramento em Educação. Universidade Federal do Ceará, Brasil, https://repositorio.ul.pt/handle/10451/39740
A tese investiga a circulação do conhecimento pedagógico anarquista entre Brasil e Portugal, dos anos 1900 a 1930. O estudo tem como campo de reflexão, portanto, a Educação Libertária e está inserido no amplo conjunto de pesquisas sobre os movimentos sociais, visando contribuir com novos elementos para a História da Educação Popular no Brasil e em Portugal.Investigou-se os modos de circulação e as práticas de intercâmbio sobre o conhecimento pedagógico anarquista no circuito Brasil-Portugal-Brasil, tendo como ponto de partida o exame das práticas de Educação Libertária debatidas na imprensa libertária, nos diversos projetos editoriais anarquistas e no permanente fluxo de militantes entre os dois países. O trabalho também buscou entender as concepções de Educação debatidas via imprensa anarquista, nos diversos lugares sociais da experiência educacional libertária (como as Escolas libertárias, os Centros de Cultura e Estudos Sociais, Ateneus e Bibliotecas) e nas diversas práticas sociais vinculados aos espaços educacionais anarquistas e associativos (como os cursos, conferências e as "leituras comentadas"). Os aportes metodológicos da pesquisa têm como base a perspectiva da história social e da educação comparada e referencia-se como um estudo de base qualitativa, privilegiando a análise das teias multidirecionais dos discursos sobre a educação, com imersão específica na imprensa operária, compreendida em seus periódicos, livros, memórias e cartas entre militantes dos dois países. A pesquisa propiciou uma revisita e recuperação de parte da bibliografia referente à História da Educação Libertária, em face da presença desta perspectiva educacional na imprensa operária e anarquista, bem como favoreceu entender parte dos anseios e dos projetos gestados por essa militância libertária e educacional no Brasil e em Portugal, a partir das cartas trocadas entre militantes destes países.
FILHO, Macioniro Celeste. “A Escola Nova autoritária proposta nos primórdios do Estado Novo em Portugal” in Revista Brasileira de História da Educação, Volume 22, e238, 2022, pp. 1-40.
Em 1934, no começo do Estado Novo em Portugal, foi proposta a implantação da Escola Nova nas escolas portuguesas. A concepção dessa Escola Nova foi então instrumentalizada para se adaptar a um regime autoritário, em processo de consolidação nesse país. Concebia-se, então, uma Escola Nova autoritária. É propósito deste artigo apresentar contextualizadamente a campanha pela Escola Nova divulgada pelo jornal Diário da Manhã, órgão do regime salazarista. A metodologia utilizada foi a de pesquisa e análise documental, tendo como fonte privilegiada os editoriais sobre o tema publicados no Diário da Manhã. É objetivo deste trabalho compreender e elucidar os processos de ressignificação autoritária que as ideias da Escola Nova tiveram no início do Estado Novo em Portugal.
Martins, Ernesto Candeias (2020). "Educação (especial), métodos de ensino e instituições destinadas à surdez em Portugal: Visão sociohistórica no Séc. XIX e inícios do XX" in
Revista Temas em Educação, João Pessoa, Brasil, v. 29, n.2, p. 96-118.
Trata-se de um estudo histórico-descritivo que aborda a educação especial às crianças surdas-mudas no séc. XIX e começos do XX, em Portugal. O seu marco conceptual assenta em fontes documentais e arquivísticas e de outras fontes secundárias no âmbito da História da Educação (Especial) sobre surdos. A nossa argumentação historiográfica, de teor hermenêutico (analítica) incide na educação, ações de ensino (métodos) aos surdos e nas iniciativas institucionais para essas pessoas com deficiência sensorial, ditas‘anormais’ na época. O debate entre as técnicas de ensino aos surdos (oralismo, gestualismo), no âmbito de uma pedagogia diferenciada, acompanhou as tendências europeias divulgadas (métodos: francês e alemão). Em oitocentos, criaram-se classes/aulas e instituições, com o apoio dos municípios e misericórdias (Lisboa, Porto) e de filantropos ou beneméritos, destacando-se o papel da Casa Pia de Lisboa, instituição pioneira na educação dos surdos-mudos. Os nossos objetivos são os seguintes: compreender a existência de uma pedagogia nacional para os surdos (séc. XIX e parte do XX) e respetivas iniciativas educativas; analisar os métodos ou técnicas de ensino (oralista, gestual) seguidos por alguns pedagogos em instituições; compreender a organização de estudos do Real Instituto para surdos-mudos da Casa Pia e as principais características de aprendizagem. Este retrospecto histórico sobre educação da surdez intenta configurar práticas, orientações metodológicas e propostas educacionais, algumas diferentes, que desenvolveram muitas capacidades nos surdos, apesar de limitações. Toda esta visão historiográfica feita em 4 pontos do texto permitiu conhecer os caminhos percorridos pela comunidade surda, as suas dificuldades e lutas e as formas de intervenção.
Espólio pessoal, composto por um conjunto diversificado de correspondência trocada no âmbito das várias atividades cívicas e religiosas de Luís Henrique da Silva (1921-1974); documentos pessoais, sobretudo correspondência familiar, diversos conjuntos de fotografias e documentação avulsa sobre as várias viagens que realizou ao Reino Unido, Estados Unidos da América, Canadá e Brasil (1910-1972); documentação referente ao seu percurso profissional no Instituto Comercial e Industrial do Porto e enquanto sócio e presidente do conselho de administração da Fábrica de Chocolates Imperial, S.A.R.L. em Vila do Conde (1932-1977); documentação referente à sua actividade cívica e religiosa na Aliança Evangélica Portuguesa, Beneficência Evangélica do Porto, Associação Cristã da Mocidade e Igreja Evangélica Metodista Portuguesa (1931-1975) e um conjunto de jornais, como o jornal Portugal Evangélico (1920-1930) e O Primeiro de Janeiro (1968-1970).
Silva, Luíz Henrique da.Espólio pessoal de António Tomás Pinto Quartin, constituido quer por documentação de natureza pessoal, quer por panfletos, brochuras, jornais, revistas, e alguns objectos que foi acumulando. Espelha a actividade jornalística e política de Pinto Quartin, contendo ainda correspondência pessoal com políticos e intelectuais da época, e vários dos seus interesses culturais, com especial ênfase no teatro. Espelha também a relação conjugal de longa data (de 1916 a 1970) com Deolinda Lopes Vieira (1888-1993), professora primária.
Reúne fontes de grande potencial para a história social e política dos últimos anos da Monarquia Constitucional e da I República e para o estudo da Oposição política ao Estado Novo, cobrindo sensivelmente o período de finais do século XIX até aos anos 50 do século XX.
Publicado na revista Vozes de Petrópolis, em 1 de Novembro de 1913; contra a fundação da Escola Ferrer em Petrópolis
Sinzig, Pedro.Ed. Serviço de Informação dos Estados Unidos
Serviço de Informação dos Estados Unidos