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            Angola Comité
            Pessoa coletiva · 1961-1997

            The Angola Comité (Angola Committee) was established in 1961 to support the freedom struggle in Angola. Leaders of the organization included Sietse Bosgra and Trineke Weijdema.

            The Angola Comité supported the struggle against Portuguese colonialism by the liberation movements MPLA (Angola), FRELIMO (Mozambique) and PAIGC (Guinea-Bissau and Cape Verde). It provided material support to those movements, organized a boycott campaign against Angolan coffee and support Portuguese war resisters. The whole of Southern Africa became the organization's focus.

            In 1976, following the end of Portuguese colonialism, the Angola Comité was renamed the Komitee Zuidelijk Afrika (KZA) (known in English as the Holland Committee on Southern Africa) and concentrate its actions on the South African, Zimbabwean and Namibian freedom movements. KZA was involved in campaigns to isolate South Africa including campaigns for sanctions and divestment and against banks making loans to South Africa. With another Dutch organization, Werkgroep Kairos (Working Group Kairos/ Stichting Kairos), the KZA was active in the Shell boycott campaign and helped establish the Shipping Research Bureau which monitored oil deliveries to South Africa. It also campaigned in support of the sports boycott of apartheid South Africa.

            The KZA had an important success in 1985 when it forced the banks to stop selling the South African gold coin, the Krugerrand. KZA provided material aid to liberation movements. After the end of apartheid, the KZA, the Anti-Apartheids Beweging Nederland (Dutch Anti-Apartheid Movement) and the Eduardo Mondlane Stichting (Eduardo Mondlane Foundation) established the Netherlands Institute for Southern Africa (NiZA). (Some pages of the website are available in English.)

            Associação Resistência e Trabalho (ART)
            Pessoa coletiva · 1970-1984

            Fundada em 1970, a Associação Resistência e Trabalho (ART) era, sobretudo, composta por refugiados políticos que aproveitavam para pedir asilo. Desde o seu início, a ART divide-se entre os partidários de uma organização para todos os emigrantes ou apenas para os "resistentes". Entre os seus fundadores encontra-se Felisberto Marques Reigado, militante do PCP(ML), sendo que a ART viria a apoiar O Salto (jornal publicado em França para a emigração) e a fundar o Movimento de Trabalhadores Portugueses Emigrados (MTPE).

            A partir da década de oitenta, iniciam-se conversações para a uma possível fusão com outras associações de emigrantes de forma a poder dar mais apoio. Essa fusão viria a consumar-se em abril de 1984, entre a ART e a Casa Portuguesa, dando lugar à A.P.A - Associação Portuguesa de Amsterdão.

            Bosgra, Sietse J.
            Pessoa singular · 1935 -2023

            Sietse Jan Bosgra (21 de setembro de 1935 – 8 de janeiro de 2023) foi um ativista político neerlandês contra o colonialismo e o apartheid.
            Bosgra estudou física na Universidade de Amesterdão e formou-se em física nuclear. Durante os seus anos de estudante, envolveu-se na resistência contra o colonialismo. Em 1961, foi um dos fundadores do Comité Angola, criado em resposta à repressão portuguesa em Angola. As atividades do comité começaram também a apoiar movimentos de libertação na Guiné-Bissau, Moçambique e África do Sul. Em 1976, o comité foi renomeado Komitee Zuidelijk Afrika (KZA).

            Em 1977, Bosgra recebeu o Prémio Dick Scherpenzeel pelo seu contributo na divulgação das questões dos países em desenvolvimento. Em 1982, foi um dos impulsionadores da Fundação do Ano das Nações Unidas para Sanções contra a África do Sul, que fez campanha a favor de um boicote cultural ao país devido ao regime do apartheid. Durante a década de 1980, também defendeu a imposição de um embargo petrolífero contra a África do Sul. Quando o apartheid deixou de ser um problema atual, Bosgra passou a dedicar mais atenção ao Médio Oriente. Em 2011, por exemplo, foi um dos líderes da resistência contra uma possível nova missão policial em Kunduz, no Afeganistão.

            Bosgra esteve envolvido no Instituto Neerlandês para o Sul de África (Nederlands Instituut voor Zuidelijk Afrika – NiZA), mais tarde renomeado ActionAid Netherlands, e foi secretário do Instituto Neerlandês para a Palestina-Israel (Netherlands Institute for Palestine-Israel – NIPI).

            Bosgra faleceu em Doorn, a 8 de janeiro de 2023, aos 87 anos.

            Comité de Refugiados Portugueses na Holanda
            Pessoa coletiva · 1972-1974

            O Comité de Refugiados Portugueses na Holanda nasceu em julho de 1972 na sequência do crescente afluxo de desertores aos Países Baixos e daquilo que os seus fundadores consideravam uma resposta insuficiente por parte das autoridades neerlandesas, bem como uma ação reivindicativa limitada por parte dos portugueses.
            O programa do Comité centrava-se em três pontos: Dar todo o apoio possível aos desertores, refratários e refugiados políticos portugueses nos Países Baixos; propaganda geral e apoio à luta revolucionária em Portugal e apoio total aos movimentos de libertação dos povos das então colónias.
            Com o 25 de abril e o avançar do processo revolucionário, o Comité viria a ser dissolvido em outubro de 1974,

            O Salto: o jornal dos portugueses emigrados.
            Pessoa coletiva · 1970 - 1974

            Jornal elaborado com a colaboração de 4 clubes: Clube dos Jovens Trabalhadores Portugueses de Paris, Clube dos Trabalhadores de Brie, Centro de Difusão da Cultura Portuguesa, Associação Resistência e Trabalho (da Holanda).
            (Explicação dada no Nº1)

            Tulipa Vermelha
            Pessoa coletiva · 1971-1972

            Publicação periódica editada pela Grupo Português Unitário em Amsterdão.