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Descrição arquivística
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PT/AHS-ICS/DIV-02B-1986-03 · Item · 1986
Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

Artesãos e Operários: Indústria, Capitalismo e Classe Operária em Portugal (1870-1934)
Maria Filomena Mónica
Editado pelo ICS-ULisboa

Livro de importância decisiva na evolução dos estudos histórico-sociológicos sobre a classe operária em Portugal, aqui considerada no período de 1870 a 1934. Recusando abordar a classe operária como uma totalidade homogénea, a autora procura antes apreender e delinear a sua diversidade essencial e as complexas circunstâncias que explicam essa diversidade. Merecedora de relevo é a tentativa feita para avaliar as condições de vida do operariado, não só materiais, mas também culturais, problema amplamente debatido noutros países, mas muito pouco estudado entre nós. E aqui, de novo, tem de referir-se o esforço constante para fugir a fáceis generalizações, apontando as enormes distâncias e diferenças que separavam, uns dos outros, diversos sectores da classe operária.

Boletim de Estudos Operários
PT/AHS-ICS/DIV-01BEO · Série · 1982-1986
Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

Numa democracia recente, foram 9 números, 2 por ano, com apanhados de literatura sobre uma área de estudos emergente à época em Portugal, o operariado, e de noticias sobre arquivos nacionais e internacionais focados nessa dimensão. Tem pontualmente informações sobre coleções e doadores do então Arquivo das Classes Trabalhadoras, atual Arquivo de História Social. Tiragem: 250 exemplares. A partir do número 7 de 1985 Maria Filomena Mónica passa a directora da revista

PT/AHS-ICS/DIV-02B-2004-04 · Item · 2004-2006
Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

Dicionário Biográfico Parlamentar 1834-1910, vol. I (A-C); vol. II (D-M), vol. III (N-Z)
Imprensa de Ciências Sociais

Este dicionário é composto por três volumes e abrange o período compreendido entre 1834 e 1910. Reúne informação relativa à classe política oitocentista, através de um vasto universo de biografias de individualidades que passaram pelo Parlamento durante esse período.
A elaboração destas biografias esteve a cargo de vários historiadores ligados a universidades portuguesas.
Esta obra inclui dados biográficos e alguns anexos, nomeadamente uma cronologia das eleições gerais de deputados e das legislaturas parlamentares.

O Dicionário Biográfico Parlamentar abrange vários períodos, entregues à direcção de académicos diversos. Este volume é o primeiro dos três respeitantes aos anos que vão de 1834 a 1910, coordenados por Maria Filomena Mónica. A formação da classe política oitocentista, diferente da actual, fez com que praticamente toda a gente que contava tenha passado pelo Parlamento. Daí que possamos encontrar aqui referências à vida da totalidade da classe dirigente. Quem aspirava a ser ministro, ou tão-só notável, sabia que tinha de ultrapassar a difícil prova da estreia parlamentar. Durante este período, o total de deputados e pares é de 2600. Alguns foram excepcionalmente activos, ultrapassando o milhar de intervenções. Além das necessárias remissões, a obra inclui anexos, nomeadamente um cronologia das eleições gerais e das legislaturas e uma lista das fontes utilizadas. Na sua generalidade, as biografias foram escritas por universitários reputados. A obra será útil não só para a elaboração de estudos sobre os mais importantes políticos do Constitucionalismo Monárquico, como para uma nova visão do século XIX. Vejam-se a título exemplificativo, as biografias de Carlos Bento por Jaime Reis, do duque de Ávila por José Miguel Sardica, do duque de Saldanha por Maria de Fátima Bonifácio, de Fontes Pereira de Melo por Maria Filomena Mónica, do marquês de Fronteira por Nuno Monteiro, de António Cândido por Pedro Tavares de Almeida e de Oliveira Martins por Rui Ramos. Estes três volumes são uma fonte indispensável e um estímulo seguro para os que se interessem pelo século XIX português.

Ensaios sobre Eça de Queiroz: livro
PT/AHS-ICS/DIV-02B-2007-05 · Item · 2007
Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

Este livro começa com uma reportagem de Maria Filomena Mónica sobre um país, o Egipto, que Eça visitou em 1869.
Reúne também nove ensaios que abordam a vida diplomática de Eça, as suas recorrentes polémicas com Pinheiro Chagas sobre patriotismo, as ambíguas relações com Ramalho Ortigão, o talento desigual dos seus contos, os alegados plágios, Os Maias como o apogeu de uma carreira, o seu fim de vida, deambulando, doente, pelo centro da Europa, e um funeral com honras tardias. Há também um inédito texto final em que se abordam os mitos criados sobre a vida e a obra de Eça de Queirós. No seu conjunto — e em ligação com a biografia que a autora publicou em 2001 — estes ensaios ajudam a libertar o autor de A Relíquia do espartilho académico em que foi mantido ao longo das últimas décadas. Maria Filomena Mónica aborda Eça de Queirós com uma distância crítica que não impede o fascínio, referenciando as relações da sua obra com a literatura e a sociedade do seu tempo e com a vida algo solitária pela qual optou quando viveu em Cuba, Newcastle, Bristol ou Paris.

Relógio D'Água.

Estudos e Documentos ICS/AHCT
PT/AHS-ICS/DIV-02 · Série · 1980-1989
Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

Cadernos de documentação GIS nº 2, Industrialização oitocentista e concorrência externa (a indústria chapeleira de 1814 a 1914) / Maria de Fátima Bonifácio, 1980, https://catalogo-bibliotecas.ulisboa.pt/cgi-bin/koha/opac-detail.pl?biblionumber=669598
Estudos e Documentos ICS:
nº5, Actas operárias : as associações de classe e os sindicatos vidreiros da Marinha Grande (1919-1945); introdução e notas de Maria Filomena Mónica, 1983, https://catalogo-ics.biblioteca.ulisboa.pt/cgi-bin/koha/opac-detail.pl?biblionumber=1019599
nº 7, Poemas operários : 1850-1926 / prefácio e organização de Maria Filomena Mónica, 1983, https://catalogo-ics.biblioteca.ulisboa.pt/cgi-bin/koha/opac-detail.pl?biblionumber=1282556
nº14, Manuel Luís Figueiredo : um socialista ignorado / prefácio, introdução e organização de Maria Filomena Mónica, Maria Goretti Matias, 1986, https://catalogo-ics.biblioteca.ulisboa.pt/cgi-bin/koha/opac-detail.pl?biblionumber=1429149
nº15, Os corticeiros de Portalegre : actas sindicais (1910-1920) / introdução e organização de António Ventura, 1987, https://catalogo-ics.biblioteca.ulisboa.pt/cgi-bin/koha/opac-detail.pl?biblionumber=1320766
nº19: Indústria, Mineiros e Sindicatos, por Paulo Guimarães, 1989. Ficha da Biblioteca ICS: https://catalogo-ics.biblioteca.ulisboa.pt/cgi-bin/koha/opac-detail.pl?biblionumber=731105

História e Historiadores no ICS: livro colectivo
PT/AHS-ICS/DIV-02B-201704 · Item · 2017
Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

História e historiadores no ICS

Os historiadores e outros investigadores do ICS deixaram uma marca incontornável na produção académica sobre a História do Portugal Moderno e Contemporâneo. Numa altura em que muitos deles se retiram da vida académica activa, é tempo de discutir as suas contribuições. A história da instituição que comemorou em 2012 o seu meio século de vida confunde-se com a da História como disciplina e com as histórias de vida daqueles que aqui são evocados.

PT/AHS-ICS/DIV-02B-2004-01 · Item · 2004
Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

Isabel, Condessa de Rio Maior : Correspondência para seus filhos 1852/1865
Quetzal Editores.

Estudo biográfico, organização e notas de Maria Filomena Mónica - "As cartas da condessa de Rio Maior permitem-nos reconstituir alguns acontecimentos importantes da História de Portugal e perceber a forma como a alta aristocracia se comportava. Poucas mulheres da sua classe saberiam observar como ela observou, pensar o que ela pensou, escrever como ela escreveu." - Maria Filomena Mónica

Memórias da Marquesa de Rio Maior: capitulo
PT/AHS-ICS/DIV-02B-2005 · Item · 2005
Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

Maria Filomena Mónica prefacia este livro. Considera-o “um texto raro”, “uma fonte imprescindível para quem se interessa pelo estudo do fim da monarquia”. “Não querendo fazer História mas contar histórias”, a Marquesa conta episódios e acontecimentos com uma minúcia cinematográfica, num registo enriquecido pela própria vivência dos mesmos: a viagem inaugural dos caminhos de ferro em Portugal (de Lisboa ao Carregado), a vida no Paço onde era dama da Rainha, o casamento de Carlos com D. Amélia, o Regicídio…

A Parceria A.M. Pereira dá assim continuidade a relançamentos de obras marcantes dos seus catálogos ancestrais. Branca de Gonta Colaço em As Memórias da Marquesa de Rio Maior - Bemposta Subserra transcreve fielmente, e com raro talento, tudo o que a narradora lhe relata da sua vida ao longo de cinco reinados (D. Maria II, D. Pedro V, D. Luís, D Carlos, D. Manuel II).

No prefácio, Maria Filomena Mónica cita algumas cartas que estão transcritas na sua coleção

O Movimento Socialista em Portugal (1875-1934): livro
PT/AHS-ICS/DIV-02B-1985-09 · Item · 1985
Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

Em 1875, nascia em Portugal o Partido Socialista.
Durante a década de 1880, muitos trabalhadores, em Lisboa e no Porto, começaram a falar de socialismo. Com altos e baixos, o movimento foi-se desenvolvendo até ao fim do século. Depois, estagnou. O Estado Novo acabaria por o ilegalizar durante quarenta anos. Nesta obra, patrocinada pelo IED, procura-se dar resposta às seguintes questões:
Quem formava a élite e as bases do movimento socialista, quais as suas aspirações e interesses?
Que relações existiram entre socialistas, republicanos e anarquistas?
Em que áreas se desenvolveu?
Qual a evolução da sua implantação partidária e eleitoral?
Qual a relação entre o partido e os sindicatos?
De que forma foi o movimento socialista afetado pelo republicanismo e pelo anarco-sindicalismo?
Qual a razão das dificuldades crescentes com que se deparou?
Eis alguns dos temas aqui tratados

Maria Filomena Mónica, prefácio de Francisco Salgado Zenha
Imprensa Nacional Casa da Moeda/Instituto de Estudos para o Desenvolvimento

Duas ilustrações, de um panfleto e a capa de uma brochura são parte do Espólio de Pinto Quartin.

O Senhor Ávila e os conferencistas do Casino: artigo
PT/AHS-ICS/DIV-02B-20010330 · Item · 2001
Parte de A Divulgação AHS/ICS-ULISBOA

Mónica, M. F. (2001). O Senhor Ávila e os conferencistas do Casino. Análise Social, 35(157), 1013–1030. https://doi.org/10.31447/AS00032573.2001157.06

Passados mais de cem anos, é tempo de olhar a polémica sobre o encerramento das «conferências do Casino» com frieza. Os jovens da «geração de 1870» não se deslocaram ao Chiado apenas para nos deixarem o retrato da pátria: fizeram-no para abalarem o regime. Ergueu-se-lhes pela frente a figura pesada do marquês de Ávila. A posteridade passou a considerar os jovens uns inocentes cordeiros e o presidente do Conselho um Calígula. O que se passou foi mais complexo.