Oficial de Artilharia. Fundador do MFA de Moçambique. Em Setembro de 1973, foi colocado na CHERET – QG/RMM, em Nampula
A PSP cerca o edifício de O Rebate e encerra o jornal. São presos o chefe de redacção Pinto Quartin e Gabriel de Medina Camacho, redactor principal [24/07/1928] (CONFIRMAR)
Diretor do jornal Comércio da Beira (Moçambique) - Jornal com tiragem nos anos de 1928-29 e de 1932-1937, pertencente aos maçons do Capítulo 19 de Junho (Beira).
Foi redator principal d'O Colonial: Semanário Independente (Beira) (publicado entre 1929 e 1930).
[Em 1932, estava deportado em Cabo Verde. Em 28/12/1932, foi comunicado pelo Ministério do Interior que estava abrangido pela amnistia de 05/12/1932: regressou e apresentou-se na SVPS em 16/01/1933.]
Publica o livro "A bailarina dos olhos brancos" em co-autoria com António C. Rocha em 1934 (Lisboa).
Integrou a Comissão Central do Movimento de Unidade Democrática de Moçambique (1945)
Foi chefe de redação do vespertino semanal Notícias da Tarde, propriedade do jornal Notícias (Lourenço Marques) (jornal publicada entre 1952 e 1969).
Pedro de Pezarat Correia nasceu no Porto em 16 de novembro de 1932. Fez o curso liceal no Colégio Militar e a licenciatura em Ciências Militares na então Escola do Exército em 1954. Oficial general reformado desde 1986.
Esteve em seis comissões durante a Guerra Colonial (Índia, Moçambique, Angola e Guiné). Participante, desde as suas origens, na movimentação militar que desembocou o 25 de Abril de 1974, integrou o Conselho da Revolução desde a sua criação em março de 1975 até à sua extinção em outubro de 1982 e, nessa qualidade, comandou a Região Militar do Sul.
Na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra instalou e lecionou a cadeira de Geopolítica e Geoestratégia. Conferencista no IDN, UAL e outros institutos superiores militares. Autor e coautor de muitas dezenas de livros e trabalhos sobre geopolítica e geoestratégia, estratégia e conflitos, 25 de Abril, Guerra Colonial e descolonização. Especificamente na área militar é autor de Centuriões ou pretorianos bem como de Manual de Geopolítica e Geoestratégia.
Oficial da Armada. Colaborou na redacção do Programa do Movimento das Forças Armadas. Alto-Comissário em Moçambique (Setembro de 1974 a Junho de 1975). Ministro da Cooperação no VI Governo Provisório (Setembro de 1975 a Julho de 1976) e membro do Conselho da Revolução.
Foi Oficial Pára-Quedista. Comandante dos Grupos Especiais de Pára-Quedistas (GEP)
Reinaldo Ferreira, conhecido como Repórter X (10 de agosto de 1897, Lisboa - 4 de outubro de 1935, Lisboa) foi um jornalista, cineasta, dramaturgo e ficcionista português.
Iniciou a sua carreira jornalística em 1914, no jornal A Capital. Em Junho de 1917, já jornalista de O Século, assinou o seu primeiro folhetim, disfarçado sob a forma de ‘cartas à redação’ de um leitor - “Mistérios da Rua Saraiva de Carvalho”, que descreviam um crime sangrento, apresentado como sendo real. Também desse ano, data a sua célebre entrevista com Mata Hari, totalmente fictícia (jornal O Mundo).
Foi para Paris em 1920, mas em 1921 mudou-se para Barcelona, regressando depois a Portugal. Escreveu uma crónica atacando o ditador Primo de Rivera, assinando «Repórter». O tipógrafo leu um X no final da palavra, nascendo assim o seu pseudónimo. Já com a revista ABC, foi enviado à Rússia, em 1925, para acompanhar os eventos após a morte de Lenine. Em Paris, escreveu uma entrevista forjada a Conan Doyle e crónicas vindas de Moscovo - também elas forjadas, já que nunca saiu da capital francesa.
Em 1926 fixou-se no Porto, escrevendo simultaneamente para a revista ABC e para O Primeiro de Janeiro. Em março desse ano, deu-se o assassinato da atriz Maria Alves, estrangulada num táxi e lançada morta para a sarjeta. Reinaldo Ferreira, inspirando-se em anteriores crimes e num romance espanhol conseguiu adivinhar o culpado pelo crime. Em 1930 fundou em Lisboa o jornal Repórter X.
Fundou uma empresa de cinema - Repórter X Film - produzindo filmes e documentários como Táxi Nº 9297, inspirado na morte de Maria Alves, e Rita ou Rito?. Escreveu dezenas de livros e folhetos semanais de novelas policiais.
Militar e político português. Foi comandante das Regiões Militares de Moçambique (1965-1969) e de Angola (1970-1972). Fez parte da Junta de Salvação Nacional e ocupou o cargo de presidente da república entre 1974 e 1976.
Deputado à Assembleia Nacional (1961-68). Subchefe e chefe do Estado-Maior da Região Militar e do Comando Chefe de Moçambique (1969-71). Comandante militar em Moçambique, no pós-25 de Abril
António Tomás Rocha Quartin, nasceu em Lisboa na freguesia de S. José a 30 de Setembro de 1908, filho de António Tomás do Amaral Quartin e de Ernestina Adelaide Passos Rocha, e faleceu a 18 de Novembro de 1994, no Estoril.
Foi piloto, obtendo a licença de piloto de aviões de turismo. Incorporou-se como voluntário em 1937 na Escola Militar Aeronáutica em Sintra, frequentando o CITPAM - Centro de Instrução e Treino de Pilotos Aviadores Milicianos. Foi instrutor na Escola Manuel Bramão e na Escola de Aviação da Mocidade Portuguesa e Aero Clube de Portugal.
De Dezembro de 1943 a 1945 foi piloto da SPLAL - Sociedade Portuguesa de Levantamentos Aéreos Lda., voando ao serviço desta empresa em trabalhos e fotogrametria aérea.
Em 1948 foi nomeado como piloto aviador do quadro da Direção Geral de Aeronáutica Civil, sendo posteriormente nomeado diretor de aeródromo de 1ª classe do quadro comum dos Serviços de Aeronáutica Civil de Angola e Moçambique em 1958 e a diretor de aeroporto de 1ª classe a 28 de Setembro de 1968.
Exerceu o cargo de Inspetor Provincial a Aeronáutica Civil. Foi diretor do aeroporto de Lourenço Marques (atual Maputo) de 1958 até 30 de Setembro de 1973, data em que passou à reforma.
Durante a sua passagem pela DGAC colaborou ativamente na preparação da legislação aérea portuguesa para a adequar às regras emanadas pela ICAO (Organização Internacional da Aviação Civil) e teve um papel importante na política de auxílio aos Aero Clubes com a cedência de subsídios e aviões de escola e treino por parte desta organização do estado.
Casou com Lubélia Stichini. Filhos: Nuno Stichini Quartin e Célia Stichini Quartin.
Aurélio Pereira da Silva Quintanilha (Santa Luzia, Angra do Heroísmo, 24 de abril de 1892 — Santa Isabel, Lisboa, 27 de junho de 1987) foi um professor universitário e cientista português. Ideologicamente, estava afiliado com o anarquismo, estando ativo politicamente especialmente no período anterior ao Estado Novo.
Aurélio Quintanilha concluiu o liceu em Ponta Delgado. Com 16 anos partiu para o continente, primeiro para Lisboa e depois para Coimbra para frequentar a Escola do Exército, a qual terminaria com sucesso.
Como não queria seguir a carreira militar, passou para Medicina na Universidade de Coimbra. Em 1912, regressou a Lisboa, para a Faculdade de Medicina.
Os primeiros registos da sua atividade política datam também desta época. Em 1912, Quintanilha, com Adriano Botelho (dirigente anarcossindicalista da CGT, e outros) participou nas comemorações do 1º de Maio, integrado na corrente anarquista.
Colaborou com o semanário anarquista Terra Livre, dirigido por Pinto Quartin, a partir de 1913. Nesse ano, participou no Congresso de Lisboa do Livre Pensamento Universal. Em 1914, fez parte do grupo anarquista “A Brochura Social” (Lisboa), juntamente com Neno Vasco e Sobral de Campos, grupo que pretendia editar mensalmente folhetos de propaganda libertária.
Participou como orador num comício organizado pelo grupo libertário Aurora (Porto), acompanhando Neno Vasco e Sobral de Campos. Participou também na Conferência Anarquista da Região Sul (Junho de 1914, Lisboa)
Em 1915, representou a Federação das Juventudes Sindicalistas de Portugal e França, no Congresso Mundial contra a Guerra (Ferrol, Espanha) e que se realizou clandestinamente. Tendo sido descobertos pela polícia são expulsos de território espanhol os delegados portugueses.
Também nesse ano, iniciou-se na licenciatura em Ciências Histórico-Naturais na Faculdade de Ciências de Lisboa. Foi convidado em 1917 para segundo assistente em Citologia.
Apoiou o golpe militar sidonista de Dezembro de 1917 juntamente com outros militantes libertários e republicanos. Na tentativa insurrecional monárquica de Paiva Couceiro (Janeiro e Fevereiro de 1919), Aurélio Quintanilha juntou-se à resistência militar.
Nesse mesmo ano, terminou a licenciatura, obtendo a classificação de 20 valores. Foi convidado para primeiro assistente na Faculdade de Ciências de Coimbra, lecionando Morfologia e Fisiologia dos Vegetais. Desenvolveu também um centro de investigação de Biologia Experimental. Nessa época, iniciou a sua colaboração com a Sociedade Broteriana e com o seu Boletim.
Para desenvolver o seu conhecimento sobre pedagogia, matriculou-se como aluno da Escola Normal Superior de Coimbra. Em 1921, fez o Exame de Estado com uma dissertação sobre com o título Educação de hoje — Educação de amanhã, assumindo uma visão libertária da educação, sugerindo a inclusão da educação sexual no ensino.
Em 1925, Quintanilha foi um dos criadores da Universidade Livre de Coimbra que terá uma relativamente curta vida, terminando o projeto em 1933.
Em 1926, doutorou-se com a tese Contribuição ao estudo dos Synchytrium e apresentou a dissertação O Problema das Plantas Carnívoras – estudo citofisiológico da digestão no Drosophyllum lusitanicum link. Foi então nomeado Professor Catedrático da Universidade de Coimbra.
No ano de 1928, frequentou a “República das Águias” onde se conspirava contra a Ditadura Militar. No ano anterior, tinha sido detido pela PVDE.
De 1928 a 1931, Quintanilha estagiou em Berlim. Foi expulso da Universidade de Coimbra no contexto do Estado Novo em 1935, apesar da sua atividade política ser muito reduzida na época. Emigrou e estabeleceu-se em França.
Em 1937, pela sua comunicação no Congresso de Amesterdão: Cytologie et génétique de la séxualité chez les champigons, recebeu o Prémio Emil Christian Hansen, tendo-lhe sido atribuído a medalha de ouro da Academia Real das Ciências da Dinamarca.
Serviu no exército francês, como voluntário. Após a derrota e ocupação da França, foi desmobilizado e regressou a Portugal.
Em 1943, a Academia de Ciências de Lisboa concedeu-lhe o Prémio Artur Malheiros pelo seu trabalho Doze Anos de Citologia e Genética dos Fungos. Nesse ano, conseguiu que Salazar o enviasse para Moçambique, dirigindo aí o Centro de Investigação Científica Algodoeira de Lourenço Marques, cidade onde ficou até 1975.
Em 1958, foi eleito sócio correspondente da Academia de Ciências de Lisboa.
Em 1975, o Presidente de Moçambique, Samora Machel, concedeu-lhe a nacionalidade moçambicana.
José Godinho de Matos Santa Rita (Lisboa, 1917 - Cidade do Cabo, África do Sul, 7 de Março de 1969) foi um advogado e opositor ao regime do Estado Novo. Filho de José Gonçalo Santa-Rita, chegou a Moçambique em Março de 1942. Exerceu advocacia em Inhambane e Maputo (na altura Lourenço Marques).
Foi membro do Aero Clube de Moçambique.
Domingos Arouca era seu colega de escritório até ter sido preso em 1965.
Formado em direito. Oficial miliciano em Nampula no 25 de Abril de 1974
Nascimento: 10 Nov 1878, Porto, Portugal. Casamento (1): Stella Fernançolse de Leça MONTEIRO a 29 Set 1906 em Quelimane, Zambézia, Mozambique
Óbito: 16 Mai 1944, Lisboa, Portugal com 65 anos de idade.
Artur "...frequenta o Colégio Militar, nos anos 1890. Após concluir o curso, abandona a perspectiva da carreira militar e pretende estudar direito. A família opõe-se a esse projeto e ele decide ir para a África. Por volta de 1897-98, embarca para Moçambique, onde conhece o conde de Streecky, um influente empresário estrangeiro com interesses na região da Zambézia, em cujas empresas trabalha como executivo. Nessa região, na cidade de Quelimane, Artur e Stella casam-se em 1906.
Com a institucionalização do Estado Novo português, em 1933, começa o expurgo dos funcionários republicanos. Artur Soromenho é enviado de licença a Portugal. Posteriormente, é reformado num posto inferior ao de sua posição na hierarquia da administração colonial.
O Despacho Confidencial n. 7.853 da Presidência do Conselho[3], assinado por Oliveira Salazar, permite identificar os motivos do expurgo. Após elogios à carreira de A. Soromenho, consta: "Assim deve ser ouvido acerca do espírito que o anima quanto à orientação da nova ordem de cousas, e portanto: 1º. se fez compromisso de fé pró estado novo; 2º. se está filiado na União Nacional organismo de defesa nacional. Não é bastante ser-se funcionário com aquelas características; é necessário saber com absoluta segurança, se elas se podem adaptar ao novo sistema de governação para a solução final". Artur Soromenho, em carta ao Chefe do Gabinete da Presidência do Conselho, de setembro de 1936, respondeu lembrando que, segundo o que o próprio presidente do conselho havia escrito no Estatuto dos Funcionários Públicos, "os funcionários do Estado, seja qual fôr o seu credo político, não estão ao serviço dos partidos, mas da Nação"
Após a morte de Artur Ernesto de Castro Soromenho, em 1944, o elogio à sua carreira administrativa foi feito por Norton de Matos em "Um grande administrador de circunscrição de Angola" (O Primeiro de Janeiro)."
• Descendência. Foram sete os filhos de Artur Ernesto de Castro Soromenho e de Stella Fernançole de Leça Monteiro.