Quintanilha, Aurélio.

Zona de identificação

Tipo de entidade

Pessoa singular

Forma autorizada do nome

Quintanilha, Aurélio.

Forma(s) paralela(s) de nome

    Formas normalizadas do nome de acordo com outras regras

      Outra(s) forma(s) de nome

        identificadores para entidades coletivas

        Área de descrição

        Datas de existência

        1892-1987

        Histórico

        Aurélio Pereira da Silva Quintanilha (Santa Luzia, Angra do Heroísmo, 24 de abril de 1892 — Santa Isabel, Lisboa, 27 de junho de 1987) foi um professor universitário e cientista português. Ideologicamente, estava afiliado com o anarquismo, estando ativo politicamente especialmente no período anterior ao Estado Novo.

        Aurélio Quintanilha concluiu o liceu em Ponta Delgado. Com 16 anos partiu para o continente, primeiro para Lisboa e depois para Coimbra para frequentar a Escola do Exército, a qual terminaria com sucesso.

        Como não queria seguir a carreira militar, passou para Medicina na Universidade de Coimbra. Em 1912, regressou a Lisboa, para a Faculdade de Medicina.

        Os primeiros registos da sua atividade política datam também desta época. Em 1912, Quintanilha, com Adriano Botelho (dirigente anarcossindicalista da CGT, e outros) participou nas comemorações do 1º de Maio, integrado na corrente anarquista.

        Colaborou com o semanário anarquista Terra Livre, dirigido por Pinto Quartin, a partir de 1913. Nesse ano, participou no Congresso de Lisboa do Livre Pensamento Universal. Em 1914, fez parte do grupo anarquista “A Brochura Social” (Lisboa), juntamente com Neno Vasco e Sobral de Campos, grupo que pretendia editar mensalmente folhetos de propaganda libertária.

        Participou como orador num comício organizado pelo grupo libertário Aurora (Porto), acompanhando Neno Vasco e Sobral de Campos. Participou também na Conferência Anarquista da Região Sul (Junho de 1914, Lisboa)

        Em 1915, representou a Federação das Juventudes Sindicalistas de Portugal e França, no Congresso Mundial contra a Guerra (Ferrol, Espanha) e que se realizou clandestinamente. Tendo sido descobertos pela polícia são expulsos de território espanhol os delegados portugueses.

        Também nesse ano, iniciou-se na licenciatura em Ciências Histórico-Naturais na Faculdade de Ciências de Lisboa. Foi convidado em 1917 para segundo assistente em Citologia.

        Apoiou o golpe militar sidonista de Dezembro de 1917 juntamente com outros militantes libertários e republicanos. Na tentativa insurrecional monárquica de Paiva Couceiro (Janeiro e Fevereiro de 1919), Aurélio Quintanilha juntou-se à resistência militar.

        Nesse mesmo ano, terminou a licenciatura, obtendo a classificação de 20 valores. Foi convidado para primeiro assistente na Faculdade de Ciências de Coimbra, lecionando Morfologia e Fisiologia dos Vegetais. Desenvolveu também um centro de investigação de Biologia Experimental. Nessa época, iniciou a sua colaboração com a Sociedade Broteriana e com o seu Boletim.

        Para desenvolver o seu conhecimento sobre pedagogia, matriculou-se como aluno da Escola Normal Superior de Coimbra. Em 1921, fez o Exame de Estado com uma dissertação sobre com o título Educação de hoje — Educação de amanhã, assumindo uma visão libertária da educação, sugerindo a inclusão da educação sexual no ensino.

        Em 1925, Quintanilha foi um dos criadores da Universidade Livre de Coimbra que terá uma relativamente curta vida, terminando o projeto em 1933.

        Em 1926, doutorou-se com a tese Contribuição ao estudo dos Synchytrium e apresentou a dissertação O Problema das Plantas Carnívoras – estudo citofisiológico da digestão no Drosophyllum lusitanicum link. Foi então nomeado Professor Catedrático da Universidade de Coimbra.

        No ano de 1928, frequentou a “República das Águias” onde se conspirava contra a Ditadura Militar. No ano anterior, tinha sido detido pela PVDE.

        De 1928 a 1931, Quintanilha estagiou em Berlim. Foi expulso da Universidade de Coimbra no contexto do Estado Novo em 1935, apesar da sua atividade política ser muito reduzida na época. Emigrou e estabeleceu-se em França.

        Em 1937, pela sua comunicação no Congresso de Amesterdão: Cytologie et génétique de la séxualité chez les champigons, recebeu o Prémio Emil Christian Hansen, tendo-lhe sido atribuído a medalha de ouro da Academia Real das Ciências da Dinamarca.

        Serviu no exército francês, como voluntário. Após a derrota e ocupação da França, foi desmobilizado e regressou a Portugal.

        Em 1943, a Academia de Ciências de Lisboa concedeu-lhe o Prémio Artur Malheiros pelo seu trabalho Doze Anos de Citologia e Genética dos Fungos. Nesse ano, conseguiu que Salazar o enviasse para Moçambique, dirigindo aí o Centro de Investigação Científica Algodoeira de Lourenço Marques, cidade onde ficou até 1975.

        Em 1958, foi eleito sócio correspondente da Academia de Ciências de Lisboa.

        Em 1975, o Presidente de Moçambique, Samora Machel, concedeu-lhe a nacionalidade moçambicana.

        Locais

        Estado Legal

        Funções, ocupações e atividades

        Colabora com os seguintes periódicos anarquistas: Terra Livre, A Aurora (Porto), A Batalha, O Despertar, A Lanterna (10 de Julho de 1915, Angra do Heroísmo – Quintanilha assumia a sua direção), O Sindicalista.

        Colaborou também: na revista Pela Grei (1918-1919), na Seara Nova (era amigo de António Sérgio), na revista de Homens Livres (1923), no Arquivo Pedagógico (Coimbra, 1927-1930), na revisa trimestral de educação LABOR (Aveiro) e dirigiu o periódico bilingue de Moçambique, Memórias e Trabalhos. Centro de Investigação Algodoeira (1947-1961).

        Mandatos/fontes de autoridade

        Estruturas internas/genealogia

        Contexto geral

        Área de relacionamentos

        Entidade relacionada

        Quintanilha, Susana. (c. 1886 - ?)

        Identificador de entidade relacionada

        Categoria da relação

        familiar

        Datas da relação

        1913 - 1919

        Descrição da relação

        Casamento

        Entidade relacionada

        Quintanilha, Maria Carlota. (1923 -)

        Identificador de entidade relacionada

        Categoria da relação

        familiar

        Datas da relação

        Descrição da relação

        Pai/filha: Maria Carlota é filha de Aurélio Quintanilha

        Entidade relacionada

        Terra Livre (jornal) (1913 - 1914)

        Identificador de entidade relacionada

        Categoria da relação

        associativa

        Datas da relação

        Descrição da relação

        colaborador

        Entidade relacionada

        Brochura Social (1914?)

        Identificador de entidade relacionada

        Categoria da relação

        associativa

        Datas da relação

        Descrição da relação

        Entidade relacionada

        A Batalha (Diário da Manhã: porta-voz da organização operária portuguesa) (1919-1923)

        Identificador de entidade relacionada

        PT/AHS-ICS/Btlh-dm

        Categoria da relação

        associativa

        Datas da relação

        Descrição da relação

        Entidade relacionada

        Seara Nova (1921 -)

        Identificador de entidade relacionada

        Categoria da relação

        associativa

        Datas da relação

        Descrição da relação

        Área de pontos de acesso

        Zona do controlo

        Identificador de autoridade arquivística de documentos

        Identificador da instituição

        Regras ou convenções utilizadas

        Estatuto

        Nível de detalhe

        Datas de criação, revisão ou eliminação

        adicionado histórico, pontos de acesso, 2026-04, cmp

        Línguas e escritas

          Script(s)

            Fontes

            António Mota de Aguiar - Sobre Aurélio Quintanilha (1892-1987). De Rerum Natura, 24 de maio de 2011. https://dererummundi.blogspot.com/2011/05/sobre-aurelio-quintanilha-1892-1987.html

            Aurélio Quintanilha. Associação Bento de Jesus Caraça. http://www.bibliotecacosmos.com/Biografias/Bib25.html

            José Manuel Martins - SIM! AURÉLIO QUINTANILHA (1892-1987) FOI ANARQUISTA. Almanaque Republicano. 11 de setembro de 2021. https://arepublicano.blogspot.com/2021/09/sim-aurelio-quintanilha-1892-1987-foi.html

            Aurélio Quintanilha. https://pt.wikipedia.org/wiki/Aur%C3%A9lio_Quintanilha

            Notas de manutenção