Lisboa

Taxonomia

Código

Nota(s) de âmbito

    Nota(s) da fonte

      Mostrar nota(s)

        Termos hierárquicos

        Lisboa

        Lisboa

          Termos equivalentes

          Lisboa

            Termos associados

            Lisboa

              168 Pessoas, Entidades resultados para Lisboa

              168 resultados diretamente relacionados Excluir termos específicos
              PT/AHS-ICS/Btlh-dm · Pessoa coletiva · 1919-1923

              A Batalha foi criada por um grupo de delegados da UON (União Operária Nacional): militantes experientes na edição e redação de periódicos anarquistas, como Pinto Quartin (Amanhã e Terra Livre) e Hilário Marques (A Sementeira), gráficos como Raul Neves Dias e tipógrafos como Francisco Cristo e Alexandre Vieira. Outro dos elementos que esteve na fundação do jornal foi Perfeito de Carvalho, que desenhou o logotipo do jornal.

              Vieira foi o redator principal do jornal até 1922 mas, devido à sua saúde débil, a partir de Setembro de 1919 o cargo passou a ser exercido efetivamente por Quartin, Santos Arranha e Manuel Joaquim de Sousa.

              Em setembro de 1919, Manuel Joaquim de Sousa foi eleito como primeiro secretário-geral da recém-constituída Confederação Geral do Trabalho, da qual A Batalha se tornaria o órgão oficial na imprensa - desenvolvendo uma orientação sindicalista e focada na agitação do movimento operário, dependente da CGT. Em março de 1920, uma campanha de repressão do operariado culminou na apreensão do jornal e no encerramento da sede.

              Abranches, Adelina
              Pessoa singular · 1866-1945

              Atriz portuguesa, Adelina Abranches nasceu em Lisboa a 15 de agosto de 1866 e faleceu na mesma cidade a 21 de novembro de 1945.

              Devido às incapacidades financeiras da família, iniciou a sua carreira no teatro ainda na infância, estreando-se como figurante aos cinco anos num espetáculo do Teatro Nacional D. Maria II - "Os meninos grandes", de Enrique Gaspar. Aos doze anos já tinha trabalhado no Teatro D. Maria II, no Teatro do Príncipe Real, no Variedade, no Teatro do Rato, no Teatro D. Fernando e no Teatro da Rua dos Condes. Representava com frequência papéis masculinos infantis e, mesma em adulta, continuou a fazer alguns papéis masculinos devido à sua constituição física.

              Foi no Teatro Luís de Camões que assinou o seu primeiro contrato mensal e teve o primeiro papel de protagonista - em "A princesa flor de seda". Os seus primeiros êxitos foram no ano de 1882, no palco do Teatro do Rato ("Maria da Fonte" e "O tipógrafo/"O gaiato de Lisboa" - no qual representou um dos seus papéis masculinos mais memoráveis). Na temporada seguinte, foi convidada a integrar o elenco do Teatro do Príncipe Real, onde conheceu o futuro marido - o empresário Luís Ruas - e teve alguns dos seus papéis mais populares ("Pérola" (1885) e "Rosa enjeitada" (1901)).

              Em 1902, mudou-se para o Teatro D. Amélia - destacando-se, por exemplo, em "Ressurreição" (1903), em "A cruz da esmola" (1903) e em "O avô" (1905). Também em 1902 dá-se o seu divórcio com Ruas, com o qual tivera dois filhos - Aura Abranches (Ruas) (1892-1962) e Alfredo Ruas (1890-1966), que seguiram ambos a carreira teatral, acompanhando muitas vezes a mãe em digressões.

              Foi convidada a integrar a segunda temporada do Teatro Livre e integrou a sociedade artística do Teatro Nacional D. Maria II, onde se manteve até 1910. Este envolvida no projeto do Teatro da Natureza. Foi também empresária teatral, fundando as companhias Adelina Abranches e Adelina - Aura Abranches, esta última em conjunto com a sua filha.

              Regressou ao D. Amélia em 1911, renomeado Teatro República, onde representou Brísida Vaz no "Auto da barca do Inferno". Representou vários espetáculos de grand-guignol no Teatro Sá da Bandeira no Porto, o que a levou ao Brasil em digressão (1913-1914). No seu regresso a Portugal, passou pelos palcos do Teatro Politeama, do Avenida e do Apolo, antes de regressar ao Teatro Nacional ("A mãe", de Russiñol, foi um dos seus maiores êxitos). Trabalhou com a companhia organizada Alves da Cunha e também com a companhia Rey Colaço-Robles Monteiro.

              Apesar da sua principal carreira ser no teatro, participou em três filmes na década de 30: "Maria do Mar" e "Lisboa, Crónica Anedótica", de Leitão de Barros (1930) e "A Rosa do Adro", de Chianca Garcia (1938).

              Faleceu de arteriosclerose, em Lisboa, aos 79 anos. Foi sepultada em jazigo no Alto de São João. As suas memórias foram publicadas após a sua morte pela filha, em 1947.

              Acção (jornal)
              Pessoa coletiva · 1936-1937; 1941 - >=1949

              O jornal "Acção: semanário português para portugueses" (1936-1937) [dir. e propr. Cooperativa de Produção Editorial "Acção"; red. principal e ed. Augusto Ferreira Gomes. Rua das Fabricas das Sedas 24A Lisboa] era uma publicação perfeitamente alinhada com as posições do estado novo. Defende o colonialismo português, represente a ideia que Portugal tinha tendo de nação deste os primórdios na idade média. Ainda que o jornal fosse anticomunista com veemência, algumas críticas da burguesia e do liberalismo foram cooptados para fornecer posições "corporativistas" e totalistas. O jornal recebia financiamento através do Ministério do Comércio e Indústria.

              A relação de Acção: Semanário da vida portuguesa (1941- ) [dir. Manuel Múrias; propr. Editorial império, LDA; ed Armando António Martins de Figueiredo. Rua do Salitre 155 Lisboa] com o jornal de anos 1936-37 não é totalmente clara. Começa de novo com número 1, cujo editorial não fala sobre a primeira série. A sede, e os dirigentes eram diferentes, e o formato e as rubricas também. No entanto, o desenho do título é idêntico e a primeira série também era (impresso) e composto pela Editorial império. As posições políticas eram os mesmos.

              Almeida, António de.
              PT/AHS-ICS/AAlmeida · Pessoa singular · 1900-1984

              Distinguindo-se como antropólogo, António de Almeida nasceu a 21 de agosto de 1900, em Sezures, Penalva do Castelo, no distrito de Viseu, e faleceu a 16 de novembro de 1984, em Lisboa.

              Almeida, Fialho de
              Pessoa singular · 1857-1911

              José Valentim Fialho de Almeida nasceu em Vila de Frades, no Alentejo, dia 7 de maio de 1857, e faleceu em Cuba (Alentejo), a 4 de março de 1911.

              Foi estudar para Lisboa em 1866, no Colégio Europeu. Fez a sua estreia literária no jornal Correspondência de Leiria. Por falta de meios económicos, abandonou os estudos e começou a trabalhar como praticante de farmácia numa botica lisboeta. Publica o seu primeiro volume 'Contos' em 1881. Voltou a estudar, desta vez no Liceu Francês e na Escola Politécnica, iniciando a formação em Medicina. Entretanto, colaborou frequentemente com a imprensa, escrevendo contos, crónicas, críticas literárias e teatrais, e redigiu entradas para dicionários e outras publicações. Chegou também a dar aulas. Terminado o curso em 1885, Fialho de Almeida nunca chegou a fazer a prática de médico - optando ao invés por se dedicar exclusivamente à escrita e à prática jornalística.

              Em 1889, um editor portuense (Alcino Aranha) atraído pelo estilo original e satírico de Fialho de Almeida, propôs-lhe a publicação mensal de uma crónica. Surgiu então, nesse ano, o primeiro fascículo d'Os Gatos, que se publicaria até 1894 - marcado por um tom crítico e satírico.

              Fialho de Almeida colaborou em diversas publicações periódicas, nomeadamente nos jornais humorísticos Pontos nos ii (1885–1891) e A Comédia Portuguesa (fundado em 1888),e também nas revistas: Renascença (1878–1879?), A Mulher (1879), O Pantheon (1880–1881), Ribaltas e Gambiarras (1881), Branco e Negro (1896–1898), Brasil-Portugal (1899–1914), Serões (1901–1911) e, postumamente, na Revista de turismo iniciada em 1916. Também colaborou n' O Interesse Público, de que foi diretor literário (Lisboa, 1886), n' O Repórter (Porto, 1888), Revista de Portugal (Porto, 1889-1892), de Eça de Queirós, Ovos Moles e Mexilhões (Aveiro, 1893), Serões: revista mensal illustrada (Lisboa, 1901), Novidades (Lisboa, 1885) e Correio da Manhã (Rio de Janeiro, 1901). Usou o pseudónimo de «Valentim Demónio» em diversos artigos publicados na revista literária A Crónica, por ele fundada, e dirigida, em 1880.

              Distinguiu-se também como contista, publicando várias obras.

              Em 1893, na sequência do seu casamento com Emília Augusta Garcia Pego, alentejana e abastada proprietária rural, Fialho de Almeida foi residir para Cuba. Ela faleceu no ano seguinte, o que o levou a abandonar a vida do campo e a regressar à escrita. Viajou por Espanha, França, Suíça, Alemanha, Bélgica e Holanda. Criticou duramente o recém-implantado regime da República, antes de falecer em 4 de março de 1911, em Cuba.

              Almeida, José Carlos Ferreira de
              Pessoa singular · 1934-2009

              José Carlos Ferreira de Almeida (Janeiro de 1934- Março de 2009)

              José Carlos Lima Ferreira de Almeida foi um sociólogo empenhado nas questões metodológicas de aplicação dos inquéritos e o fundador da Sociologia da Saúde em Portugal.
              Nos inícios dos anos 60 do século passado, quando em Portugal se começava a aprofundar os estudos da Sociologia, pelo incentivo de Adérito Sedas Nunes, José Carlos Ferreira de Almeida partiu para Paris para se dedicar ao estudo dos problemas económicos, sociais e políticos que atravessavam a sociedade portuguesa. Para trás ficava o curso de Engenharia Civil do IST que frequentou até ao 5º ano e uma intensa actividade associativa.
              Diplomado em Outubro de 1963 pelo Institut d’Études Politiques da Universidade de Paris, foi aí que orientou os seus interesses para o estudo da emigração portuguesa para a região de Paris, a convite do Professor Louis Chevalier do Collège de France. Este interesse leva-o nos três anos seguintes a frequentar o ciclo do doutoramento de investigação em Sociologia, na Sorbonne, sob a direcção do Prof. Jean Stoetzel, já como investigador com responsabilidades de direcção de projectos do Grupo de Bolseiros da Fundação Calouste Gulbenkian (anexo ao Gabinete de Investigações Sociais, desde a sua criação até Setembro de 1969). Os resultados da investigação sobre a emigração, realizada neste período, encontram-se publicados nos primeiros números da revista Análise Social.
              De regresso a Lisboa, paralelamente às actividades de investigação no GIS, dedicou-se ao ensino de cadeiras de metodologia sociológica, no Instituto de Estudos Sociais, no Instituto de Serviço Social do Porto, no Instituto de Orientação Profissional, na Escola de Escola de Ensino e Administração de Enfermagem e na Escola Nacional de Saúde Pública, tendo sido o principal impulsionador da autonomização e criação nesta escola da cadeira de «Ciências Sociais e Humanas», onde leccionou desde 1969 a 2000.
              Após o 25 de Abril, desempenhou vários cargos: consultor dos Ministros dos Assuntos Sociais (1974-76); membro do Gabinete de Apoio Técnico da Comissão Interministerial para a Animação Sócio-Cultural; coordenador do Grupo de trabalho que elaborou o Guião para a Reestruturação do MAS (1975); membro da Secção de Ciências Sociais da Comissão de Equivalência de Diplomas Estrangeiros (1974-1976); co-criador e membro da Comissão de Recurso da Comissão de Classificação de Espectáculos (1974-77) e Presidente (equiparado a Director-Geral) desta última (1977-81).

              Como consultor para a análise sociológica ou como coordenador metodológico para aplicação de inquéritos, José Carlos Ferreira de Almeida integrou várias equipas de estudo e projectos de investigação, nas décadas de 1970 e 1980, que levaram a cabo estudos dos fenómenos urbanos e habitacionais, do consumo, dos transportes, etc. Foi ainda perito convidado, relator e/ou presidente de diversas reuniões da OCDE, da OMS, da Divisão de Assuntos Sociais da ONU, em Genebra, e da UNESCO (nomeadamente para a reestruturação do programa do Sector de Ciências Sociais e suas Aplicações), entre outras missões.
              Podemos ainda encontrar contributos de José Carlos Ferreira de Almeida para a Sociologia portuguesa nos vários artigos que publicou, em revistas da especialidade portuguesas e francesas, nas múltiplas conferências e seminários em que participou, e, sobretudo, nas muitas centenas de páginas dactilografadas com notas de leitura e apontamentos para as aulas que leccionou.

              Andrade, Celeste de
              Pessoa singular · 1922-2007

              Maria Celeste Freire de Andrade Rates, nasceu no dia 17 de junho de 1922, na cidade de Lisboa (foi registada após alguns dias, sendo a data oficial do seu nascimento 22 de junho de 1922), e faleceu em 2007 na mesma cidade.

              Filha de José Carlos Rates, um dos fundadores do Partido Comunista Português (PCP), escritor e dirigente sindical e de Maria Freire de Andrade, doméstica.

              Estava rodeada de escritores, já que era prima do escritor, professor, editor e diretor literário Garibaldino de Andrade e sobrinha do escritor e crítico literário João Pedro de Andrade. Ela escolheu começar a trabalhar, embora tivesse os meios económicos para não o fazer, o que levou a que não terminasse o Liceu. Trabalhou como correspondente comercial e a traduzir correspondência para o francês.

              Em 1943, casou-se com o operário Carlos Emídio de Jesus Duarte - divorciaram-se apenas três anos depois. Trabalhou como atriz no Teatro-estúdio do Salitre, com o nome Maria Celeste. Aí, conheceu o seu futuro marido Nataniel Costa, que era escritor, diplomata e professor. Casaram em 1947, tendo sido padrinhos de casamento a atriz Glicínia Quartin e o seu marido António Jacinto das Neves Pedro, o tio de Celeste, João Pedro de Andrade e o encenador, jornalista e coreógrafo Tomás Ribas. Nesse mesmo ano, publicou o seu primeiro conto, ‘A Gata’, no periódico semanal Mundo Literário, nº50.

              Nataniel era também diretor literário da editora Estúdios Cor, responsável pela publicação de traduções de Celeste de Andrade, entre as quais A Minha Infância de Máximo Gorki e Fim de Semana em Zudycoote de Robert Merle. Publicou também pela Estúdios Cor o seu primeiro romance, 'Grades Vivas', em 1954.

              De 1959 a 1962, Celeste de Andrade viveu em França, onde o marido era cônsul português, e depois na Suíça, onde ele cumpriu a função de embaixador. Já em plena democracia, Celeste conclui os seus estudados, terminando o Liceu e estudando História na Universidade Autónoma. Trabalhou como assistente de um professor na disciplina de História da Arte, na mesma instituição de ensino. Escreveu pequenos escritos, sob o pseudónimo Cláudia Avelar. Foi amiga de Irene Lisboa e de José Saramago, para quem chegou a enviar o original do que seria o seu segundo livro.

              Celeste Andrade faleceu em Lisboa, no ano de 2007, sem nunca mais ter conseguido publicar. O espólio da escritora está com a sua filha Paula Nataniel.

              Andrade, João Pedro de
              Pessoa singular · 1902-1974

              João Pedro Freire de Andrade - dramaturgo, novelista, crítico literário e teatral, ensaísta e tradutor português - nasceu em Ponte de Sor, a 13 de Março de 1902 e morreu em Lisboa, dia 13 de Fevereiro de 1974. Escreveu mais de 20 peças de teatro.

              Filho de José Pedro da Conceição e de Rufina Freire de Andrade, foi-lhe dado o nome João Pedro da Conceição ao nascer. Requisitou a mudança de nome para refletir o apelido da mãe, e adotou João Pedro de Andrade como nome literário.

              Começou a trabalhar no jornal O Século quando se mudou para Lisboa com a família. Na cidade, estudou contabilidade no Instituto Comercial de Lisboa e tornou-se guardo-livros em Santiago do Cacém. Alcançou o posto de chefe de contabilidade na empresa Amoníaco Português.

              As suas primeiras obras literárias foram de poesia - estreou-se com o poema Beatrice (1921) e com a coletânea - Castelos... (1923) - primeiro e último livro de poesia. Publicou contos para o 'Domingo Ilustrado' a partir de 1926, colaboração que se estendeu até 1964. A sua inclinação para o teatro começou com a peça Noite negra (hoje perdido), que enviou ao suplemento Notícias Teatral (Diário de Notícias).

              Só em 1939 conseguiu publicar a sua primeira peça - 'Continuação da comédia', editada pela revista 'presença - folha de arte e de crítica' (fundada e dirigida por João Gaspar Simões, Branquinho da Fonseca e José Régio).

              A censura existente durante o regime do Estado Novo prejudicou o dramaturgo, levando a que as suas peças não fossem representadas em palco. 'Transviados' e 'O lobo e o homem' eram para ser levadas ao palco do Dona Maria II, mas foram ambas proibidas.

              O Teatro-Estúdio do Salitre foi um dos teatros que apoiou e levou a palco algumas das suas peças, como 'O saudoso extinto' e 'Maré alta' (esta última tinha sido proibida pela censura). O grupo Companheiros do Pátio das Comédias também representaram a sua peça - 'Continuação da comédia' em 1948, que teve também uma versão exibida na RTP (1957) e transmitida pela rádio (1973). Outras peças foram encenadas pela Sociedade Guilherme Cossoul e pelo Teatro d'Ensaio.

              Traduziu várias obras de Camus, André Gide, Flaubert, Honoré de Balzac, Marcel Aymé, Claude Roy, etc. Também foi um prolífico crítico de teatro, deixando vários artigos espalhados por vários periódicos.

              Antunes, Carlos.
              Pessoa singular · 1938-2021

              Antifascista, fundador das Brigadas Revolucionárias (BR) e do Partido Revolucionário do Proletariado (PRP), Carlos Antunes nasceu em São Pedro (Braga), em 1938. Em 1955 adere ao Partido Comunista Português (PCP), passando quatro anos mais tarde à clandestinidade. Em 1963 vai para a Roménia, onde se junta à Rádio Portugal Livre, e em 1966 instala-se em Paris onde será responsável pela organização do PCP e pela fundação, em 1969, dos Comités de Ajuda à Luta do Povo Português.

              Questões relacionadas com a invasão da Checoslováquia, a guerra colonial e a defesa da luta armada levam a que rompa com o PCP e venha a fundar com Isabel do Carmo as Brigadas Revolucionárias (BR), regressando clandestinamente a Portugal e organizando e participando em várias ações armadas contra o regime, nomeadamente contra o seu aparelho e infraestruturas militares. Uma dessas ações ocorreu em julho de 1971, quando largam em Lisboa dois porcos com trajes de almirante, numa alusão à fraude eleitoral que reelegera Américo Tomás.

              Em 1973, uma cisão na Frente Patriótica de Libertação Nacional leva à criação do Partido Revolucionário do Proletariado (PRP).

              Dirigiu com Isabel do Carmo o jornal “Revolução”, porta-voz do PRP-BR, que foi publicado entre 1974 e 1977, e o jornal “Página Um”, publicação igualmente próxima do PRP, editado de 1976 a 1978.

              Em 1978 Carlos Antunes e Isabel do Carmo, entre outros militantes do PRP, são presos e acusados de vários crimes/ações armadas e de assaltos a bancos. Ao fim de vários anos de prisão preventiva, uma primeira condenação, protestos e greves de fome acabariam por ser absolvidos após julgamento e libertados em 1982.
              -Museum do Aljube

              Pessoa coletiva · 1932-1943?

              Arquivo Nacional: Arquivo de História Antiga e de Crónicas Contemporâneas era uma publicação semanal fundada pelo Rocha Martins. Abordava principalmente a história de Portugal para um público não científico, em conformidade com os objetivos do Estado Novo. Ao longo dos anos incluiu cada vez mais assuntos da história mundial, e especialmente no contexto do II guerra mundial a quantidade dos textos sobre eventos contemporâneos aumentou, com admirações para os fascistas.

              Os artigos eram partilhados em vários partes e publicados através várias edições. O primeiro diretor foi Rocha Martins, com Américo de Oliveira como Editor. A partir do número 338 (1938-06-29) o Editor era Amancio Cayola Zagalo. Com o número 394 (1939-07-26) Gomes Monteiro, que já tinha sido redator principal, tornou-se novo diretor. Em 1939 Amancio Cayola Zagalo foi substituído com Alberto Calderon Diniz. O propretario era a Emprêsa nacional de Publicidade.

              Lista exemplificativa dos titulos dos artigos do número 335: O espantoso incêndio de Viana do Castelo; A avó da escada magyrus; A revolução no México; A lotaria da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa; Os curiosos mistérios do túmulo de El-Rei D. Deniz; O Pôrto no tempo do cêrco; A impopularidade de D. Pedro IV, O govêrno Provisório; A Lei da separação e seus efeitos.

              Associação de Professores de Portugal
              PT- AHS-ICS-APP · Pessoa coletiva · 1924 -

              Comissão organizadora: Dr. Adolfo Lima, da Escola N. Primárja de Lisboa; Almeida Costa, da Escola anexa a N. Primaria de Coimbra; Antonio Moura, da Escola P. Gerat de Bombarral; Caubäo Janior, áa. Escola P. Superior de C.
              da Rainha; dr. Carneiro de Moura, du Escola Colonial Superior; Carmlhäo Duarte, da E. P. G. de Vila Moreira; inspector Joaquim Tomás, do círculo de Vila F. de Xira; dr. Manuel dos Reis, da Universidade de Coimbra; Manuel da. Silva., da E. P. G.. de Garnaxide; e Raimundo dos Santos, da E. P. G. de Ribeira Ruiva,

              Associação Feminina Portuguesa Para a Paz
              PT-AHS-ICS-AFPP · Pessoa coletiva · 1935 - 1952

              "Associação Feminina Portuguesa para a Paz foi uma associação pacifista feminina criada em 1935 e dissolvida pelo Estado Novo em 1952. Teve delegações em Lisboa, Coimbra e no Porto. Declarava-se apolítica e não religiosa, sendo, no entanto, muitas das suas sócias antifascistas. As suas actividades envolviam missões de ajuda a exiladas/os de guerra, palestras, exposições, saraus culturais e outros eventos culturais como forma de divulgarem os princípios da Paz Universal. Na última década de existência o carácter oposicionista acentuou-se em resposta ao aumento da repressão (geral e particular contra movimentos de mulheres não próximos do regime). Publicou um órgão de informação, o Boletim da Associação Feminina Portuguesa para a Paz e contou com um coro infantil dirigido por Francine Benoît." Wikipedia

              Banco de Angola
              PT-AHS-ICS-BA · Pessoa coletiva · 1926-1975

              O Banco de Angola foi criado pelo Decreto nº 12131, de 14 de agosto de 1926. Tinha por capital social inicial 50.000 contos, repartidos em partes iguais entre o Estado Português e o Banco Nacional Ultramarino. Com a sede social estabelecida em Lisboa, e filial em Luanda, a instituição possuía o privilégio da emissão de notas em Angola, por um período de 25 anos. Por sua vez, o banco deveria pagar uma renda anual de 1.000 contos e conceder um empréstimo de 5.000 contos à colónia. A sua organização interna contemplava um governador, nomeado pelo Estado, dois vice-governadores e um conselho fiscal, eleitos por assembleia geral. Os lucros advindos da atividade deveriam ser repartidos por um fundo de reserva legal (5%), por um fundo de reserva complementar (10%), por dividendos, pelo pessoal (10%) e pelos corpos gerentes (10%), sendo o remanescente repartido entre o Estado e o Banco Nacional Ultramarino. O novo banco iniciou a atividade com o quadro de pessoal do Banco Nacional Ultramarino, com uma sucursal aberta em Léopoldville (Congo Belga) e o ativo dos empréstimos concedidos pelo Banco Nacional Ultramarino, na colónia.
              A primeira alteração ao pacto social surge em 1929, pelo Decreto com força de Lei nº 17155, de 26 de julho. Esta alteração aumentava o capital social para 60.000 contos. Todo esse capital ficou praticamente na posse do Estado Português devido às dificuldades que o Banco Nacional Ultramarino passou nesse ano.
              Face aos problemas criados pela crise provocada pela Grande Depressão, o Banco de Angola atravessou durante a década de 30, um período de estagnação e de dificuldades. Angola enfrentava então, graves problemas nos seus pagamentos com o exterior. No entanto, a rede de balcões expandiu-se, procurando abranger todo o território angolano e captar capitais. Com efeito, ainda em 1929 abre a dependência de Nova Lisboa, para em 1930 expandir-se a Santo António do Zaire e, em 1932, a Boma, no Congo Belga. Todavia, o clima difícil que se viveu obrigou ao encerramento da agência de Léopoldville, em 1934, e a recém-fundada agência de Santo António do Zaire, em 1935.
              O Decreto-Lei nº 35670, de 28 de maio de 1946, permite a realização de alterações ao pacto social, autorizando o Banco de Angola a realizar operações de crédito agrícola, pecuário e industrial, empréstimos hipotecários comuns e empréstimos para colonização. O capital social foi também aumentado para 100.000 contos, ao mesmo tempo que o exclusivo da emissão de notas na colónia foi prorrogado até 1976. Em contrapartida, a renda anual a pagar à colónia era atualizada para os 2.000 contos, a partir de 1947.
              Na década de 60, dá-se a expansão de algumas instituições da metrópole, para o ultramar. Os bancos então surgidos alargaram a rede de balcões ao longo de todo o território angolano, conseguindo captar importantes quotas de mercado, e reduzindo os resultados do Banco de Angola. O Banco de Angola alterou então a sua estratégia de desenvolvimento e canalizou-a para a metrópole. Assim, abriu três espaços na cidade de Lisboa, e alargou a rede de balcões às zonas limítrofes ou dormitórios da cidade (Algés, Alverca, Barreiro, Damaia, Moscavide e Queluz). Abriu balcões em Aveiro, Braga, Coimbra, Guimarães, Paços de Ferreira, Portimão, São João da Madeira e Setúbal.
              Em 1965, conjuntamente com o Banco Nacional Ultramarino, expande-se para a África do Sul, onde funda o Bank of Lisbon & South Africa, em Joanesburgo.
              Em 1967, absorve a casa de câmbios António Coimbra & Irmão, Limitada, do Porto, onde instala uma agência.
              O clima expansionista e a situação favorável que o setor financeiro conheceu nas décadas anteriores alteraram-se em 1974, com a mudança do regime político e a consequente independência das colónias.
              O Banco de Angola foi nacionalizado em 15 de setembro de 1974, nos termos do Decreto-Lei nº 450/74, de 13 de setembro. Os acionistas foram indemnizados com títulos da dívida pública, emitidos nos termos do Decreto-Lei nº 729-K/75, de 22 de dezembro. Com o processo de nacionalização e a independência da província ultramarina, a atividade do banco em Angola, cessou em 1975. Foi substituído como banco emissor, pelo Banco Nacional de Angola. Em Portugal, o Banco de Angola foi extinto em 1978, por fusão com o Banco da Agricultura e o Banco Pinto de Magalhães, tendo a nova instituição dado origem à União de Bancos Portugueses, nos termos do Decreto-Lei nº 3-A/78, de 09 de janeiro.

              Bandeira Vermelha - PCP(R)
              PT/AHS-ICS/BndrVrmlhPCP(R) · Pessoa coletiva · 1976/01/22 - 1989/03/23

              Bandeira Vermelha - Órgão Central do Partido Comunista Português (Reconstruido) era um jornal vem de semana do PCP(R) que informava sobre acontecimentos do movimento Marxista-Leninista em Portugal e no Mundo. Foi alinhado com a posição do Partido do Trabalho da Albânia dirigido pelo Hoxha.

              Barreto, António.
              PT AHS-ICS AB · Pessoa singular · 1942 -

              Percurso académico e profissional
              Embora nascido no Porto, mudou-se em criança para Vila Real, onde viveu até finalizar os estudos liceais. Admitido na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, permaneceu nesta cidade até 1963. No mesmo período foi ator do CITAC - Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra. Deixou os estudos de Direito e partiu para a Suíça, onde se estabeleceu em 1963. Neste país, viria a licenciar-se em Economia Social, pela Universidade de Genebra, no ano de 1968. Findo o curso, foi assistente da mesma universidade, até 1970, ano em que passou a dedicar-se exclusivamente à investigação, integrando o Instituto de Pesquisas das Nações Unidas para o Desenvolvimento Social. Fez parte desse Instituto desde 1969 até 1974.

              Em 1985 voltaria à Universidade de Genebra para realizar o doutoramento em Sociologia. A sua tese intitula-se L’État et la société civile au Portugal: révolution et réforme agraire en Alentejo, 1974-1976, e encontra-se publicada em Portugal desde 1986.

              Regressado a Portugal no período da Revolução de 25 de Abril de 1974, tornou-se investigador no Gabinete de Estudos Rurais da Universidade Católica Portuguesa, função que desempenhou até 1982. Nesse ano, ingressou no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, onde se manteve até à jubilação, em 2009.

              Concomitantemente, foi professor de disciplinas de Sociologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas e na Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, tendo feito parte da Comissão Instaladora desta última.
              Foi vogal do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Estatística.
              Autor de vasta bibliografia, dedicou a sua investigação aos temas da emigração, do socialismo e da reforma agrária, evolução da sociedade portuguesa, indicadores sociais, justiça, regionalização, Estado e Administração Pública, Estado Providência, comportamentos políticos e retrato da região do Entre Douro e Minho.

              Na televisão, assinou a série de documentários Portugal, um retrato social, realizada por Joana Pontes (RTP, 2006), e dedicou-se ao comentário político em Regra do Jogo, com José Miguel Júdice (SIC Notícias, 2006-2008).
              Foi cronista do jornal Público a partir de 1991. Atualmente, escreve no Diário de Notícias uma coluna semanal ao domingo.

              Percurso político
              Foi militante do Partido Comunista Português entre 1963 e 1970, aderindo, após o 25 de abril de 1974, mais precisamente em dezembro desse ano, ao Partido Socialista.
              Eleito deputado à Assembleia Constituinte, no ano seguinte, em 1975, seria membro do VI Governo Provisório (Pinheiro de Azevedo), como Secretário de Estado do Comércio Externo, e do I Governo Constitucional (Mário Soares), como Ministro do Comércio e Turismo, primeiro, e da Agricultura e Pescas, depois.
              Fruto da sua passagem governativa como Ministro da Agricultura ficaria com o seu nome associado à alteração legislativa preparada no seu gabinete — a «Lei Barreto». Essa alteração pretendia redefinir o caminho da Reforma Agrária, procurando contrariar o modelo de expropriação e concentração que vinha sendo seguido pela extrema esquerda e pelo PCP, desde o 25 de abril[2].
              Afastou-se do PS para apoiar o projeto da Aliança Democrática, liderado por Francisco Sá Carneiro, com o efémero Movimento dos Reformadores, criado com José Medeiros Ferreira e Francisco Sousa Tavares, em 1978.
              Em 1985, apoiou Mário Soares, no MASP I (Primeiro Movimento de Apoio Soares à Presidência) para as eleições presidenciais portuguesas de 1986.
              Na legislatura de 1987 a 1991, foi de novo deputado à Assembleia da República, pelo PS, estrutura da qual se afastou definitivamente na década de 1990.

              Distinções honoríficas e prémios
              Agraciado pelo Presidente Aníbal Cavaco Silva com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo (8-06-2012). Agraciado com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade pelo Presidente Marcelo Rebelo de Sousa (5-10-2017).
              Recebeu o Prémio Montaigne, atribuído pela Fundação Alfred Toepfer e pela Universidade de Tübingen, em 2004. Foi eleito membro Academia das Ciências de Lisboa em 2008.

              Família
              É o terceiro de sete filhos de Manuel da Costa Pinto Barreto (Peso da Régua, 17-12-1907 – Porto, 21-12-1981) e de sua mulher (Vila Real, Folhadela, 15-09-1938) Maria do Céu de Morais Taborda (Porto, 7-05-1912 – Porto, 5-03-1980), neta materna do 1.º Barão de Gouvinhas e sobrinha-neta materna do 1.º Visconde de Morais, que recusou o título de Conde de Morais, uma família com reminiscências fidalgas, católica e apoiante da monarquia[4]

              Vida pessoal
              Casado, em segundas núpcias, com a socióloga Maria Filomena Mónica.

              Adaptado de https://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_Barreto

              Bastos, Rachel
              Pessoa singular · 1903-1984

              Rachel/Raquel Bastos Osório de Castro e Oliveira foi uma escritora e cantora portuguesa. Nasceu em 1903 e faleceu em 1984, em Lisboa.

              Soprano ligeiro, estudou no Conservatório Nacional e iniciou a sua carreira artística em 1923, no Coliseu dos Recreios, interpretando o papel de Gilda, do Rigoletto. O êxito levou-a a representar várias figuras principais de ópera italiana e nacional, tanto em palcos portugueses como brasileiros. Acabou por abandonar a ópera e dedicar-se apenas ao lied (género musical de origem alemã - canção a uma voz (ou mais) acompanhada por piano).

              Em 1930, casou com o escritor José Osório de Oliveira, filho de Ana de Castro Osório, o que possivelmente a incentivou a enveredar pela escrita.

              Conviveu de perto com Cecília Meireles e o seu marido, Correias Dias.

              Batalha, Ladislau Estêvão da Silva.
              Pessoa singular · 1856 -1936

              Ladislau Estevão da Silva Batalha - escritor, jornalista, político e intelectual português de orientação socialista - nasceu a 2 de agosto de 1856, em Lisboa, e faleceu a 26 de fevereiro de 1939, em Arruda dos Vinhos. Era filho de João Cesário da Silva Batalha e de Emília Adelaide Batalha.

              A sua vida política iniciou-se muito jovem: com quinze anos, já frequentava o Centro Republicano Democrático. Frequentava também a Nova Livraria Internacional, onde passavam franceses e espanhóis foragidos ou exilados e figuras do republicanismo português.

              Em 1876, ocorreu a sua polémica expulsão do Centro Republicano Democrático, juntamente com Carrilho Videiro, por ser acusado de ser 'espião do governo'. Em resposta a estes eventos, escreveu o panfleto 'A nova inquisição ou o directorio republicano e os seus actos perante a opinião pública', criticando duramente o Centro Democrático. Decidiu então abandonar o país, viajando para São Tomé e Príncipe.

              Em S. Tomé, foi contratado pelo Governador-geral para ser intérprete, devido ao seu domínio do inglês, francês e alemão. Depois, tornou-se funcionário da Curadoria-Geral, com o objetivo de fiscalizar as roças. Perseguido pelos roceiros, partiu para Angola em 1877, onde trabalhou no Jornal de Luanda. Deslocou-se então para o interior de Angola, dedicando-se ao comércio. Recebeu uma proposta de casamento com uma princesa de Soba Quinebuto e chegou a casar-se - mas optou por fugir, seguindo com dois companheiros que conhecera na tribo para o norte de Angola.

              Daí chegou ao Congo Belga e ao Estado Livre do Congo, embarcando num navio baleeiro norte-americano rumo a New Bedford, Massachusetts. Nessa cidade, trabalhou numa fábrica de vidro como gravador. Integrou então a tripulação de um navio bacalhoeiro - viajando pelo Ártico. Embarcou de novo como marinheiro, desta vez rumando ao Japão e China. Com intenções de voltar à pátria, em Cabo Verde recebeu uma proposta de trabalho, prestando serviços para os consulados argentino e francês. Conheceu a sua primeira mulher, que lhe daria uma filha - mas ambas viriam a morrer de tuberculose.

              Regressou a Portugal c.1887-1890, dedicando-se à escrita de algumas obras políticas. Partiu de novo, desta vez para o Reino Unido, em 1903 - esta viagem foi alvo de relatos publicados inicialmente no Diário de Notícias, e depois reunidos num livro. Em 1909, juntamente com a sua mulher Ernestina Costa, estabeleceu-se no Barreiro. Aí se envolveu no movimento operário local e fundou o periódico Àvante! Defensor das classes trabalhadoras e dos interesses locaes (1909-1910).

              A 11 de maio de 1919, foi eleito deputado nas eleições para a Câmara dos Deputados nas listas do Partido Socialista Português pelo círculo eleitoral do Porto. Foi também eleito para a Comissão das Colónias. A sua última intervenção no parlamento foi em 1921.

              Em 1922, foi fundado o semanário O Protesto, do qual Ladislau Batalha foi o primeiro diretor. Entre 1926 e 1927, colaborou várias vezes no semanário A Batalha.

              Bernardes, Manuel
              Pessoa singular · 1644-1710

              Manuel Bernardes (Lisboa, 20 de agosto de 1644 – Lisboa, 17 de agosto de 1710) foi um clérigo e escritor português. Formou-se na Universidade de Coimbra em Filosofia e Direito Canónico. Ordenou-se sacerdote, chegando a ser confessor do bispo de Viseu, D. João de Melo, e entrou na Congregação do Oratório de S. Filipe de Néri em 1674. Viveu trinta e seis anos de clausura nesta instituição, dedicou-se ao aperfeiçoamento moral dos alunos, à composição das suas obras, na área da teologia ascético-mística.

              Blasco (pseud.), Mercedes.
              Pessoa singular · 1867 - 1961

              Mercedes Blasco, pseudónimo de Conceição Vitória Marques, (Mina de S. Domingos, 4 de setembro de 1867 – Lisboa, 12 de abril de 1961) foi uma popular actriz de opereta e revista, escritora, poetisa, professora, tradutora, jornalista assim como enfermeira voluntária na Primeira Guerra Mundial. Durante o seu percurso usou também os nomes artísticos Judith Mercedes Blasco e Judith Mercedes, assim como os pseudónimos Dinorah Noemia e Mam’selle Caprice.

              Durante a Grande Guerra, Mercedes alistou-se como enfermeira da Cruz Vermelha, em Bruxelas, e tratou e prisioneiros de guerra portugueses, doentes, em Liège (1918). Casou com o engenheiro eletricista belga Remi Ghekiere. Teve dois filhos, Stelio que morreu em 1917 e Marcel (ou Marcelo) que voltou com ela para Lisboa, já muito doente. A 13 de junho de 1922, Marcelo faleceu, vítima de tuberculose. Mercedes, que não conseguia arranjar trabalho no teatro, passou a viver da pensão que Filipe Mendes, então o governador civil de Lisboa, lhe manteve .

              Dedicou-se à escrita, publicando um conjunto de obras que constituem, no geral, a continuação do livro Memórias de Uma Atriz (1907). Em 1922 inseriu, em “Vagabunda”, um capítulo que denominou “Um pouco de feminismo” em que advogava a favor a emancipação cultural e económica feminina, o sufrágio universal, a partilha de poderes entre géneros, a valorização da mulher enquanto esposa e mãe, contra o divórcio, a dissolução dos lares e a ilegitimidade dos filhos.