Cansado Gonçalves, nascido em 1903, foi um dos principais dirigentes do PCP na década de 30, integrando inúmeros secretariados. É uma das figuras de proa do conjunto de dirigentes que ficou conhecido como "grupelho provocatório" ou "grupo do Rossio". Ainda que estivesse afastado do Secretariado quando se dá a tomada de poder pelo grupo dos amnistiados liderados por Júlio Fogaça que vão proceder à refundação do PCP em 1940.Cansado Gonçalves foi presidente da Associação de Estudantes da Faculdade de Letras de Lisboa, em 1931, época em que adere ao PCP. Amigo de Avelino Cunhal e foi através de Cansado Gonçalves que Álvaro Cunhal teve os primeiros contactos com o PCP na Faculdade de Direito de Lisboa. Com Cunhal participa em vários grupos de acção estudantil. É ele que, com Carolina Loff, está ao lado de Álvaro Cunhal na doutrinação a favor do Pacto Germano Soviético. Em 1939, ainda antes da reorganização de Fogaça, é afastado do Secretariado por "gastos indevidos e falta de confiança". Já nos 60 embarca para Moçambique onde lecciona história num Liceu de Lourenço Marques. Após o 25 de Abril regressa a Lisboa, onde morre em 1985.
Lourenço Marques (Maputo)
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José Carlos Horta nasceu em Inhamússua, Homoíne, Moçambique, em 16 de dezembro de 1935.
Participou no Núcleo Clandestino dos Alunos do Liceu Nacional Salazar de Lourenço Marques entre os anos de 1951 e 1953. Foi preso pela PIDE, junto a outros alunos do Liceu Nacional Salazar, em março de 1953, acusados de lerem e discutirem livros e revistas proibidos pelo regime português. Ao cabo de duas semanas foram libertados.
Em Dezembro de 1953, mudou-se para Liège, Bélgica, para prosseguir seus estudos universitários, onde integrou um círculo de estudantes de esquerda. No verão de 1957, participou, como membro da delegação belga, no Sexto Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes, em Moscovo, onde conheceu Marcelino dos Santos, Mário Pinto de Andrade e Aquino de Bragança. No inverno e primavera de 1958, albergou, em Liège, Viriato da Cruz, fundador do movimento “Vamos Descobrir Angola”, do Partido Comunista Angolano (PCA) e do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA). Viriato havia saído de Angola em 10 de Setembro de 1957, rumo a Paris, com breve passagem por Lisboa, para não ser preso pela PIDE; apareceu em Liège, à procura de Horta, com uma carta de apresentação de Marcelino dos Santos. Ambos estabelecem uma amizade que perduraria até a morte de Viriato em Pequim, em 13 de junho de 1973. De acordo com seu amigo Edmundo Rocha, “Liège serviria de porto e abrigo a vários nacionalistas angolanos”, como Marcelino dos Santos, Mário de Andrade e o próprio Viriato da Cruz.
Colaborou com o Movimento Anti-Colonialista (MAC) e, depois, com a Frente Revolucionária Africana para a Independência Nacional das Colónias Portuguesas (FRAIN) formada pelo Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) e pelo Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) de que foi conselheiro.
De 1960 a 1961, desempenhou as funções de conselheiro político do MPLA, durante o período de instalação em Conacri e em Leopoldville dos seus dirigentes (1959-1961). Em Liège assegurou várias ligações entre militantes, editou os primeiros cartões de membro, o programa, os estatutos e o regulamento interno do MPLA. Também editou o livro “Le Procès des Cinquante”, que denunciava a prisão de nacionalistas em Angola, em 1959. O livro contém uma introdução não assinada de Viriato da Cruz e um texto assinado por Mário de Andrade, a quem seu irmão, Joaquim Pinto de Andrade, de Luanda, enviou informação sobre as prisões, sobre os presos políticos e respetivas fotografias, ao mesmo tempo que apoiava as suas famílias, juntamente com Arminda Faria, entre outros nacionalistas.
Dentre os estudantes das colónias africanas portuguesas que se encontravam no exterior, foi Horta o primeiro a lançar a ideia de uma organização de jovens africanos. Em finais de 1959, assim escreve ao amigo Viriato da Cruz: “A melhor lição que lá [no Sétimo Festival da Juventude e dos Estudantes de Viena] recebi foi a necessidade de uma associação para estudantes. A cada passo pude avaliar essa necessidade que pareceu imperiosa... todas as associações beneficiam de bolsas...”. Entre 1959 e 1965, foi fundador e dirigente da União Geral dos Estudantes da África Negra sob Dominação Colonial Portuguesa (UGEAN), tendo organizado os seus primeiro (1961) e segundo (1963) congressos, que ocorreram em Rabat, Marrocos. Em Janeiro de 1961, em virtude dessas atividades, tem recusada a renovação da sua autorização de residência na Bélgica como estudante. Da Bélgica, segue para a Alemanha Oriental. Em Outubro de 1961, José Carlos Horta e o angolano Luís de Almeida são acusados pela PIDE de “intensa actividade subversiva contra as províncias ultramarinas portuguesas” e de estarem “a provocar o êxodo de estudantes africanos residentes em Portugal” (êxodo conhecido como a “Fuga dos Cem”). A PIDE lançou, a seguir, um pedido de captura contra Horta. É expulso da UGEAN em 1965, após decisão do seu Conselho Consultivo em reunião ocorrida entre 22 e 25 de setembro desse mesmo ano, em Nuzov, Checoslováquia. Tem-se, por conseguinte, o seu afastamento do MPLA. Viaja para Argel (Argélia) em novembro de 1965, com um laissez-passer da República Democrática Alemã, inscrevendo-se no Bureau Algérien de Protection aux Réfugiés et Apatrides (BAPRA). Refugia-se em Argel até 1974. No verão de 1975, instala-se em Portugal (Algés). Profissionalmente, atuou como engenheiro de logística de transporte, função que lhe exigia recorrentes viagens internacionais.
*****adaptado de Angela Lazagna, 2020
José Oscar Monteiro nasceu em Lourenço Marques (actual cidade de Maputo) em 1941. Filho de pais goeses, foi levado pelos contornos do colonialismo a uma consciência nacionalista ativa. Representante da Frelimo na Argélia e na Europa do Sul, organiza a audiência do Papa Paulo VI com os dirigentes nacionalistas, contribui para a adoção do estatuto de prisioneiros de guerra para os combatentes das lutas de libertação.
Participa nas negociações públicas e confidenciais sobre os Acordos de Lusaka, é um dos seis Ministros da Frelimo no Governo de Transição e é Ministro no Primeiro Governo independente.
Lecciona Direito Constitucional na Universidade Eduardo Mondlane, dirige o Governo de Gaza onde fica conhecido como "madlhaya ndlala" (mata-fome).
Faz parte do Bureau Político do Partido Frelimo, assessora o movimento de libertação da Namíbia, trabalha com Xanana Gusmão na prisão de Salemba em Jakarta.
Participa na formação da nova geração de dirigentes da África do Sul multirracial, como Professor na Universidade de Wits, faz parte do Comité de Peritos em Administração Pública das Nações Unidas.
Nasceu em 1943, em Coimbra. Entre 1971 e 1976, lecionou em Moçambique, nas cidades da Beira (1971/72) e de Lourenço Marques/Maputo (1972 a 1976).
Após a independência do país, participou nas campanhas de alfabetização realizadas nos bairros limítrofes da cidade de Maputo (1974-1975) e colaborou, também em Maputo, na elaboração dos novos programas de História (História de África) para o curso complementar e respetivos textos de apoio (1976).
Em 1978 ingressou na Cooperação com os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, lecionando entre 1978 e 1980 no Liceu Kwame N'Krumah, em Bissau, Guiné-Bissau. Foi membro do grupo de trabalho para a elaboração dos novos programas de História no Comissariado do Estado e Educação Nacional e do grupo de trabalho para a elaboração dos textos de apoio de História para o curso complementar, no mesmo Comissariado. Exerceu também o cargo de coordenadora da disciplina de História (novembro de 1978 a agosto de 1980).
Foi colaboradora num projeto de investigação histórica, que implicou deslocações ao interior da Guiné-Bissau, e colaboradora da revista Nô Pui Mon.
Em 1984 regressou à Cooperação com os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa e, entre 1984 e 1986, lecionou no Instituto Pedagógico de Maputo, Moçambique, a disciplina de História e Didática da História. Exerceu ainda o cargo de orientadora de estágio na formação de 26 professores para o ensino secundário e elaborou textos de apoio de História de África.
Em 1987 lecionou novamente em Bissau, Guiné-Bissau.
António Tomás Rocha Quartin, nasceu em Lisboa na freguesia de S. José a 30 de Setembro de 1908, filho de António Tomás do Amaral Quartin e de Ernestina Adelaide Passos Rocha, e faleceu a 18 de Novembro de 1994, no Estoril.
Foi piloto, obtendo a licença de piloto de aviões de turismo. Incorporou-se como voluntário em 1937 na Escola Militar Aeronáutica em Sintra, frequentando o CITPAM - Centro de Instrução e Treino de Pilotos Aviadores Milicianos. Foi instrutor na Escola Manuel Bramão e na Escola de Aviação da Mocidade Portuguesa e Aero Clube de Portugal.
De Dezembro de 1943 a 1945 foi piloto da SPLAL - Sociedade Portuguesa de Levantamentos Aéreos Lda., voando ao serviço desta empresa em trabalhos e fotogrametria aérea.
Em 1948 foi nomeado como piloto aviador do quadro da Direção Geral de Aeronáutica Civil, sendo posteriormente nomeado diretor de aeródromo de 1ª classe do quadro comum dos Serviços de Aeronáutica Civil de Angola e Moçambique em 1958 e a diretor de aeroporto de 1ª classe a 28 de Setembro de 1968.
Exerceu o cargo de Inspetor Provincial a Aeronáutica Civil. Foi diretor do aeroporto de Lourenço Marques (atual Maputo) de 1958 até 30 de Setembro de 1973, data em que passou à reforma.
Durante a sua passagem pela DGAC colaborou ativamente na preparação da legislação aérea portuguesa para a adequar às regras emanadas pela ICAO (Organização Internacional da Aviação Civil) e teve um papel importante na política de auxílio aos Aero Clubes com a cedência de subsídios e aviões de escola e treino por parte desta organização do estado.
Casou com Lubélia Stichini. Filhos: Nuno Stichini Quartin e Célia Stichini Quartin.
Lubélia Verganista Stichini Quartin nasceu em 1914 e faleceu no Estoril no dia 2 de Fevereiro de 2008, com 93 anos de idade.
Oriunda de uma família de artistas, foi apresentada aos seis anos publicamente no Coliseu dos Recreios em Lisboa. Chamou a atenção da professora de dança Bette Henriques que a convidou a entrar num curso no Lisboa Ginásio Clube.
Foi-lhe atribuído o Certificado de Mérito de Mestre de Dança (Ballet Mistress) pela Academia das Artes da Dança de Filadélfia.
A partir de 1927, Fez parte do elenco da revista moderna O Sete e Meio, apresentada pela Grande Companhia de Revistas, no Teatro Apolo, em 1927. Foi parceira de palco de Francisco Florêncio Graça com apenas 14 anos de idade.
A sua atividade desenvolveu-se em vários campos ligados ao bailado, convivendo com os maiores nomes da música e das artes, coreografando bailados de óperas levadas à cena em Lisboa. Fixou-se finalmente no ensino de crianças, através de cursos particulares em escolas e liceus.
Lubélia chegou a Moçambique quando o seu marido, António Tomás Rocha Quartin, foi transferido para Lourenço Marques para exercer as funções de Diretor do Aeroporto de Lourenço Marques, de que foi responsável até à sua reforma. Desde essa data que Lubélia iniciou os seus Cursos de Iniciação Coreográfica, primeiro no Ateneu Grego, depois no Clube dos Lisboetas e no Salão de Festas da Associação dos Velhos Colonos. Em 1958, apresentou as suas Classes pela primeira vez em público num recital realizado no Teatro Manuel Rodrigues.
A Escola de Dança Artística Lubélia Stichini, em Lourenço Marques, foi a primeira escola de dança fundada no Ultramar Português, funcionando desde 1964 até 1974. A escola oferecia o ensino de: Expressão Corporal, Dança Rítmica, Ballet Clássico, Ballet Moderno, Danças Típicas e Iniciação Musical, a crianças desde a idade de 5 anos, adolescentes e adultos.
Lubélia colaborou também com Manuela Arraiano no Programa radiofónico quinzenal No Mundo da Dança, do Rádio Clube de Moçambique, foi correspondente da Revista O Ballet, conduzia os ensaios dos alunos finalistas do Liceu Salazar para o Baile do Finalista que se realizava anualmente e oferecia a apresentação das alunas para Recitais de beneficência a favor da Cruz Vermelha Portuguesa. Participou ainda nos ensaios e fez parte do júri na eleição da Miss Moçambique.
Frequentou também o curso para Aperfeiçoamento de Professores sob a orientação do Mestre de Dança Norman Dixon, do Centro Português de Bailados, subsidiado pela fundação Gulbenkian.
Lubélia e o marido tiveram de abandonar Moçambique na sequência da independência moçambicana e da ordem 24/20, regressando a Portugal definitivamente.
Aurélio Pereira da Silva Quintanilha (Santa Luzia, Angra do Heroísmo, 24 de abril de 1892 — Santa Isabel, Lisboa, 27 de junho de 1987) foi um professor universitário e cientista português. Ideologicamente, estava afiliado com o anarquismo, estando ativo politicamente especialmente no período anterior ao Estado Novo.
Aurélio Quintanilha concluiu o liceu em Ponta Delgado. Com 16 anos partiu para o continente, primeiro para Lisboa e depois para Coimbra para frequentar a Escola do Exército, a qual terminaria com sucesso.
Como não queria seguir a carreira militar, passou para Medicina na Universidade de Coimbra. Em 1912, regressou a Lisboa, para a Faculdade de Medicina.
Os primeiros registos da sua atividade política datam também desta época. Em 1912, Quintanilha, com Adriano Botelho (dirigente anarcossindicalista da CGT, e outros) participou nas comemorações do 1º de Maio, integrado na corrente anarquista.
Colaborou com o semanário anarquista Terra Livre, dirigido por Pinto Quartin, a partir de 1913. Nesse ano, participou no Congresso de Lisboa do Livre Pensamento Universal. Em 1914, fez parte do grupo anarquista “A Brochura Social” (Lisboa), juntamente com Neno Vasco e Sobral de Campos, grupo que pretendia editar mensalmente folhetos de propaganda libertária.
Participou como orador num comício organizado pelo grupo libertário Aurora (Porto), acompanhando Neno Vasco e Sobral de Campos. Participou também na Conferência Anarquista da Região Sul (Junho de 1914, Lisboa)
Em 1915, representou a Federação das Juventudes Sindicalistas de Portugal e França, no Congresso Mundial contra a Guerra (Ferrol, Espanha) e que se realizou clandestinamente. Tendo sido descobertos pela polícia são expulsos de território espanhol os delegados portugueses.
Também nesse ano, iniciou-se na licenciatura em Ciências Histórico-Naturais na Faculdade de Ciências de Lisboa. Foi convidado em 1917 para segundo assistente em Citologia.
Apoiou o golpe militar sidonista de Dezembro de 1917 juntamente com outros militantes libertários e republicanos. Na tentativa insurrecional monárquica de Paiva Couceiro (Janeiro e Fevereiro de 1919), Aurélio Quintanilha juntou-se à resistência militar.
Nesse mesmo ano, terminou a licenciatura, obtendo a classificação de 20 valores. Foi convidado para primeiro assistente na Faculdade de Ciências de Coimbra, lecionando Morfologia e Fisiologia dos Vegetais. Desenvolveu também um centro de investigação de Biologia Experimental. Nessa época, iniciou a sua colaboração com a Sociedade Broteriana e com o seu Boletim.
Para desenvolver o seu conhecimento sobre pedagogia, matriculou-se como aluno da Escola Normal Superior de Coimbra. Em 1921, fez o Exame de Estado com uma dissertação sobre com o título Educação de hoje — Educação de amanhã, assumindo uma visão libertária da educação, sugerindo a inclusão da educação sexual no ensino.
Em 1925, Quintanilha foi um dos criadores da Universidade Livre de Coimbra que terá uma relativamente curta vida, terminando o projeto em 1933.
Em 1926, doutorou-se com a tese Contribuição ao estudo dos Synchytrium e apresentou a dissertação O Problema das Plantas Carnívoras – estudo citofisiológico da digestão no Drosophyllum lusitanicum link. Foi então nomeado Professor Catedrático da Universidade de Coimbra.
No ano de 1928, frequentou a “República das Águias” onde se conspirava contra a Ditadura Militar. No ano anterior, tinha sido detido pela PVDE.
De 1928 a 1931, Quintanilha estagiou em Berlim. Foi expulso da Universidade de Coimbra no contexto do Estado Novo em 1935, apesar da sua atividade política ser muito reduzida na época. Emigrou e estabeleceu-se em França.
Em 1937, pela sua comunicação no Congresso de Amesterdão: Cytologie et génétique de la séxualité chez les champigons, recebeu o Prémio Emil Christian Hansen, tendo-lhe sido atribuído a medalha de ouro da Academia Real das Ciências da Dinamarca.
Serviu no exército francês, como voluntário. Após a derrota e ocupação da França, foi desmobilizado e regressou a Portugal.
Em 1943, a Academia de Ciências de Lisboa concedeu-lhe o Prémio Artur Malheiros pelo seu trabalho Doze Anos de Citologia e Genética dos Fungos. Nesse ano, conseguiu que Salazar o enviasse para Moçambique, dirigindo aí o Centro de Investigação Científica Algodoeira de Lourenço Marques, cidade onde ficou até 1975.
Em 1958, foi eleito sócio correspondente da Academia de Ciências de Lisboa.
Em 1975, o Presidente de Moçambique, Samora Machel, concedeu-lhe a nacionalidade moçambicana.
Nasceu eu Coimbra, filha de Maria Susana de Carvalho e Aurélio Pereira da Silva Quintanilha Ingressou na Escola de Belas Artes de Lisboa pedindo transferência em 1949 para a Escola de Belas Artes do Porto. Graduou-se em 1953, ano em que se mudou com o seu marido João José Tinoco para o sul de Angola. Em 1956 trocam Angola por Lourenço Marques (Maputo), em Moçambique. Trabalhou em colaboração com o seu marido e ensinou geometria em escolas secundárias e profissionais. Em 1972 regressa a Portugal onde trabalha no Laboratório Nacional de Engenharia Civil e, depois, no Ministério da Educação. Reformou-se em 1989.
José Godinho de Matos Santa Rita (Lisboa, 1917 - Cidade do Cabo, África do Sul, 7 de Março de 1969) foi um advogado e opositor ao regime do Estado Novo. Filho de José Gonçalo Santa-Rita, chegou a Moçambique em Março de 1942. Exerceu advocacia em Inhambane e Maputo (na altura Lourenço Marques).
Foi membro do Aero Clube de Moçambique.
Domingos Arouca era seu colega de escritório até ter sido preso em 1965.