Subsérie 226 - Correspondência de Aurélio Quintanilha

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Código de referência

PT-AHS-ICS-PQ-CP-226

Título

Correspondência de Aurélio Quintanilha

Data(s)

  • 1926-1964 (Produção)

Nível de descrição

Subsérie

Dimensão e suporte

6 doc

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Nome do produtor

(1892-1987)

História biográfica

Aurélio Pereira da Silva Quintanilha (Santa Luzia, Angra do Heroísmo, 24 de abril de 1892 — Santa Isabel, Lisboa, 27 de junho de 1987) foi um professor universitário e cientista português. Ideologicamente, estava afiliado com o anarquismo, estando ativo politicamente especialmente no período anterior ao Estado Novo.

Aurélio Quintanilha concluiu o liceu em Ponta Delgado. Com 16 anos partiu para o continente, primeiro para Lisboa e depois para Coimbra para frequentar a Escola do Exército, a qual terminaria com sucesso.

Como não queria seguir a carreira militar, passou para Medicina na Universidade de Coimbra. Em 1912, regressou a Lisboa, para a Faculdade de Medicina.

Os primeiros registos da sua atividade política datam também desta época. Em 1912, Quintanilha, com Adriano Botelho (dirigente anarcossindicalista da CGT, e outros) participou nas comemorações do 1º de Maio, integrado na corrente anarquista.

Colaborou com o semanário anarquista Terra Livre, dirigido por Pinto Quartin, a partir de 1913. Nesse ano, participou no Congresso de Lisboa do Livre Pensamento Universal. Em 1914, fez parte do grupo anarquista “A Brochura Social” (Lisboa), juntamente com Neno Vasco e Sobral de Campos, grupo que pretendia editar mensalmente folhetos de propaganda libertária.

Participou como orador num comício organizado pelo grupo libertário Aurora (Porto), acompanhando Neno Vasco e Sobral de Campos. Participou também na Conferência Anarquista da Região Sul (Junho de 1914, Lisboa)

Em 1915, representou a Federação das Juventudes Sindicalistas de Portugal e França, no Congresso Mundial contra a Guerra (Ferrol, Espanha) e que se realizou clandestinamente. Tendo sido descobertos pela polícia são expulsos de território espanhol os delegados portugueses.

Também nesse ano, iniciou-se na licenciatura em Ciências Histórico-Naturais na Faculdade de Ciências de Lisboa. Foi convidado em 1917 para segundo assistente em Citologia.

Apoiou o golpe militar sidonista de Dezembro de 1917 juntamente com outros militantes libertários e republicanos. Na tentativa insurrecional monárquica de Paiva Couceiro (Janeiro e Fevereiro de 1919), Aurélio Quintanilha juntou-se à resistência militar.

Nesse mesmo ano, terminou a licenciatura, obtendo a classificação de 20 valores. Foi convidado para primeiro assistente na Faculdade de Ciências de Coimbra, lecionando Morfologia e Fisiologia dos Vegetais. Desenvolveu também um centro de investigação de Biologia Experimental. Nessa época, iniciou a sua colaboração com a Sociedade Broteriana e com o seu Boletim.

Para desenvolver o seu conhecimento sobre pedagogia, matriculou-se como aluno da Escola Normal Superior de Coimbra. Em 1921, fez o Exame de Estado com uma dissertação sobre com o título Educação de hoje — Educação de amanhã, assumindo uma visão libertária da educação, sugerindo a inclusão da educação sexual no ensino.

Em 1925, Quintanilha foi um dos criadores da Universidade Livre de Coimbra que terá uma relativamente curta vida, terminando o projeto em 1933.

Em 1926, doutorou-se com a tese Contribuição ao estudo dos Synchytrium e apresentou a dissertação O Problema das Plantas Carnívoras – estudo citofisiológico da digestão no Drosophyllum lusitanicum link. Foi então nomeado Professor Catedrático da Universidade de Coimbra.

No ano de 1928, frequentou a “República das Águias” onde se conspirava contra a Ditadura Militar. No ano anterior, tinha sido detido pela PVDE.

De 1928 a 1931, Quintanilha estagiou em Berlim. Foi expulso da Universidade de Coimbra no contexto do Estado Novo em 1935, apesar da sua atividade política ser muito reduzida na época. Emigrou e estabeleceu-se em França.

Em 1937, pela sua comunicação no Congresso de Amesterdão: Cytologie et génétique de la séxualité chez les champigons, recebeu o Prémio Emil Christian Hansen, tendo-lhe sido atribuído a medalha de ouro da Academia Real das Ciências da Dinamarca.

Serviu no exército francês, como voluntário. Após a derrota e ocupação da França, foi desmobilizado e regressou a Portugal.

Em 1943, a Academia de Ciências de Lisboa concedeu-lhe o Prémio Artur Malheiros pelo seu trabalho Doze Anos de Citologia e Genética dos Fungos. Nesse ano, conseguiu que Salazar o enviasse para Moçambique, dirigindo aí o Centro de Investigação Científica Algodoeira de Lourenço Marques, cidade onde ficou até 1975.

Em 1958, foi eleito sócio correspondente da Academia de Ciências de Lisboa.

Em 1975, o Presidente de Moçambique, Samora Machel, concedeu-lhe a nacionalidade moçambicana.

Entidade detentora

História do arquivo

Fonte imediata de aquisição ou transferência

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Âmbito e conteúdo

Alguma correspondência em papel timbrado da Junta de Exportação do Algodão, Lourenço Marques

Avaliação, seleção e eliminação

Incorporações

Sistema de organização

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Condições de acesso

Condiçoes de reprodução

Idioma do material

    Sistema de escrita do material

      Notas ao idioma e script

      Características físicas e requisitos técnicos

      Instrumentos de descrição

      Zona de documentação associada

      Existência e localização de originais

      Existência e localização de cópias

      Unidades de descrição relacionadas

      Descrições relacionadas

      Nota de publicação

      Marques, J. C. (2020). Um indesejável além-mar: Pinto Quartim e o movimento libertário nos dois lados do Atlântico (1887-1930) [Tese de doutoramento, Iscte - Instituto Universitário de Lisboa]. Repositório do Iscte. http://hdl.handle.net/10071/22783

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      Nota

      Localização: Caixa 3

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