Álbum com 50 fotografias a preto e branco, impressas em três tamanhos; dirigido a Fernando D’Almeida Pedroso “em testemunho de gratidão” pela Missão do Real Padroado da Huilla; missão católica espiritana estabelecida na região da Huíla, em Angola, em finais do século XIX, durante o período do colonialismo português em África.
Missão do Real Padroado da HuílaAngola
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Guimarães, Paulo, 2021, "António Pinto Quartin (1887-1970): Ideário e Vida", in José Maria Carvalho Ferreira, João da Mata, Juniele Rabêlo de Almeida, L & Vasconcelos, Ana Isabel (orgs.), Anarquia e Anarquismos: Práticas de liberdade entre histórias de vida (Brasil/Portugal, Rio de Janeiro: Editora Nau.
Conjunto de 27 brochuras relativas ao Congresso Colonial Nacional (realizado em 1901). Consistem maioritariamente em memórias e conferências preliminares, publicadas em Lisboa (com exceção de 1, publicada em Lourenço Marques).
As publicações são datadas entre 1901-1905, e destacam-se as atas do congresso: “Congresso Colonial Nacional Inaugurado no Dia 2 de Dezembro de 1901 Por Sua Majestade El-rei e Com a Assistência de Sua Majestade a Rainha Senhora D. Amélia e Sua Alteza o Príncipe Real Senhor D. Luís. Atas das Sessões” (1902).
Agrega 125 documentos (1858-1973) publicados em Portugal ou nas ex-colónias portuguesas, com dados relativos às antigas colónias portuguesas: relatórios dos governadores, conferências e congressos, estudos sobre os territórios, economia e ciência colonial, etc. Destacam-se: as Brochuras do Congresso Colonial Nacional (1901-1905; 28 docs.), a Revista Colonial (cerca de 36 docs., 1913-1920) e Mapas Coloniais relativos a Damão, Timor, Macau, Índia. Cabo Verde, Guiné-Bissau, Angola e Moçambique e Goa (s.a./s.d.).
Espólio pessoal, com documentação referente à Comissão Administrativa da Câmara Municipal do Porto (1911-14); ao Instituto Industrial e Comercial do Porto (1884-1939); anti-esclavagismo (1895-1938); I Guerra Mundial (1914-1919); Igreja Evangélica Metodista Portuguesa (1920-23); bem como Missões em África (1896-1949); e sobre a Lei da separação do Estado e da Igreja (1910-44); Defesa de Roberto Ndevu Mashaba, metodista moçambicano, preso pelo regime português e desterrado para Cabo Verde (1896-1925); que foram algumas das actividades e interesses de Alfredo Henrique da Silva; bem como correspondência e documentos pessoais.
Silva, Alfredo Henrique da.O espólio ilustra as diferentes atividades a que se dedicou este monárquico, nascido no Porto em 1868. Contém documentação relacionada com a atividade de António de Sousa Ribeiro como oficial colonial e empresário ligado às antigas colónias portuguesas. O conjunto documental integra um vasto fundo bibliográfico focado nos temas coloniais; um conjunto diversificado de fotografias e álbuns fotográficos de antigas colónias portuguesas: Moçambique, São Tomé e Príncipe, Guiné, Angola e Timor, mas também antigos territórios controlados pelo Reino Unido: na África do Sul e Hong Kong; e um conjunto de fotografias tiradas na metrópole portuguesa, destacando-se os retratos de estudantes e de figuras do clero, incluindo um ou outro retrato de mulher e um conjunto de fotografias de paisagens.
Ribeiro, António SousaEspólio pessoal de António Tomás Pinto Quartin, constituido quer por documentação de natureza pessoal, quer por panfletos, brochuras, jornais, revistas, e alguns objectos que foi acumulando. Espelha a actividade jornalística e política de Pinto Quartin, contendo ainda correspondência pessoal com políticos e intelectuais da época, e vários dos seus interesses culturais, com especial ênfase no teatro. Espelha também a relação conjugal de longa data (de 1916 a 1970) com Deolinda Lopes Vieira (1888-1993), professora primária.
Reúne fontes de grande potencial para a história social e política dos últimos anos da Monarquia Constitucional e da I República e para o estudo da Oposição política ao Estado Novo, cobrindo sensivelmente o período de finais do século XIX até aos anos 50 do século XX.
Agrega 2 publicações de João de Andrade Corvo datadas de 1883-1884, que abordam estudos sobre as ex-colónias portuguesas (correspondem aos Volume I-II e Volume III-IV).
Contém 8 publicações legislativas (incluindo 1 série), do período da Monarquia Constitucional (um boletim de 1867) até à Ditadura Militar (brochura de 1927). A maior parte são relativas a todo o contexto imperial português, e umas poucas especificamente à ex-colónia de Moçambique. Destaca-se a Coleção de Decretos promulgados pelo Ministério dos Negócios da Marinha e Ultramar (3 docs.,1896-1904)
Agrega 4 publicações de Alfredo de Leão Pimentel datadas de 1906, que abordam quatro partes/ volumes alguns aspetos das ex-colónias portuguesas (higiene, guerra, agricultura, estudos das regiões, etc.).
Divulgação sobre o Álbum do Real Padroado da Huíla, produção da tipografia da Missão criada por missionários da Congregação do Espírito Santo em 1892, Angola.
Contém 34 títulos, datados entre 1859-1960 e que abordam as ex-colónias portuguesas em África (à exceção de Moçambique, 21 títulos, datados entre 1894-1935) e as colónias portuguesas na Ásia (12 títulos, datados entre 1859-1960).
Respeitante às antigas colónias portuguesas em África, consistem, sobretudo, em relatórios e estudos acerca da população indígena (nomeadamente em Angola), da mão de obra (principalmente, no território são-tomense com a cultura do cacau) e da colonização portuguesa. As publicações são relativas a: São Tomé e Príncipe (10 docs., 1895-1921), Angola (9 docs., 1894-1934), Cabo Verde (1 doc., 1912) e Guiné (1 doc., 1935). Em relação a São Tomé e Príncipe, existem publicações em maior quantidade comparativamente às restantes ex-colónias, devido à ocupação do cargo de Secretário-geral do Governo de São Tomé e Príncipe por António Sousa Ribeiro, entre 1897-1898. Este conjunto documental, aborda: aspetos sobre a colonização das ex-colónias (como a “Colonização de Angola” [1912]), publicações administrativas (como “Boletins Oficiais de São Tomé e Príncipe” [1898-1899]), bem como outros estudos (como “Corografia Histórica das Ilhas de S. Tomé e Príncipe, Ano Bom e Fernando Pó” [3.ª e 4.ª edição, 1905 e 1916]) e aspetos das sociedades nestes locais (como “Populações Indígenas de Angola” [1918]).
No caso das ex-colónias portuguesas na Ásia, as publicações são relativas a: Macau (3 docs., 1898-1950) e Goa (9 docs., 1859-1960). Destacam-se estudos sobre os territórios propriamente ditos destas ex-colónias (como “Algumas Considerações Sobre o Estudo Geológico de Goa” [1960]) e publicações literárias (como as “Duas Mil Léguas no Industão” [s.d.]).
Contém 26 publicações datadas entre 1875-1973, que abordam temas variados - administração e economia colonial, geografia, ciência, estatística, etc. Destaca-se: Estatística em Países não Civilizados (Sociedade de Geografia de Lisboa, 1903); Anuário Colonial (Ministério das Colónias e 1917) e Mapas Coloniais - Damão, Timor, Macau, India. Cabo Verde, Guiné-Bissau, Angola e Moçambique e Goa (s.a./s.d).
Agrega 2 publicações (Volume I e Volume II) de Ernesto Jardim de Vilhena (Governador dos territórios da Companhia do Niassa, em Moçambique [1902-1904], Governador do Distrito da Zambézia [1905-1907], deputado [1907 e 1915] e Governador do distrito de Lourenço Marques [1911-1912]) datadas de 1910-1911, que abordam discursos e artigos sobre as ex-colónias portuguesas.
Evans, David Glyn (2022). The Chocolate Makers and the “Abyss of Hell”: Race, Empire and the Role of Visual Propaganda in the Anglo-Portuguese Controversy surrounding Labour Coercion in the “Cocoa Islands” (1901 - 1917) [Tese de doutoramento, NOVA FCSH].
Repositório da NOVA FCSH. https://run.unl.pt/handle/10362/147069
A presente dissertação aborda o escândalo associado ao emprego de mão-de-obra coagida, sistema, esse, que estava generalizado nas colónias de África Ocidental Portuguesa no início do século vinte, nomeadamente nas roças de cacau de São Tomé e Príncipe. A controvérsia, que, durante muito tempo, teve referências quase semanais na imprensa portuguesa e britânica atingiu o seu auge em 1909, com o conhecido boicote à compra de cacau português imposto pelos chocolateiros britânicos Cadbury, Rowntree e Fry e os seus associados alemães, Stollwerck, que nunca viria a ser levantado. Apesar da suspensão, durante três anos, do recrutamento e importação de trabalhadores angolanos para as chamadas “ilhas do cacao”, e a sua repatriação sistemática depois da queda da Monarquia, a campanha humanitária britânica prosseguiu no Parlamento e a Imprensa, intensificando-se até 1912, perante o cenário de negociações anglo-alemães, supostamente secretas, que se destinavam a redistribuição das colónias portuguesas em África. Os anteriores estudos acerca do chamado “Cacau Escravo” deram ênfase à campanha humanitária britânica, ao mesmo tempo subvalorizando a oposição em Portugal contra o sistema de contratação de mão-de-obra e tratando de forma sumária os principais objectivos, muitas vezes escondidos, de quase todos os protagonistas da disputa. Este estudo representa uma tentativa de corrigir o que tem sido a narrativa predominante e de mostrar como uma questão, essencialmente do foro dos direitos humanos, foi explorada de forma pragmática para obter resultados menos altruístas, tanto na Grã-Bretanha como em Portugal. O estudo baseia-se em relatórios e declarações governativos, correspondência diplomática acerca do trabalho contratado em S.Tomé e Príncipe, legislação nacional e colonial acerca da mão-de-obra indígena, artigos, referências e ilustrações de periódicos portugueses e estrangeiros, e artigos de opinião, panfletos e obras de ficcão que exemplificam as atitudes contemporâneas acerca de mão-de-obra contratada e o tratamento das comunidades indígenas das colónias portuguesas de África. Entre as fontes que foram examinadas em pormenor pela primeira vez aqui, enriquecendo o já substancial corpo de matéria de investigação, contam-se fotografias, bilhetes-postais ilustrados, anúncios, slides” de lanterna mágica e filmes documentários que influenciaram a opinião pública na controvérsia e desempenharam um papel significativo no reforço de atitudes racistas.