António José Branquinho da Fonseca (Mortágua, Mortágua, 4 de Maio de 1905 – Cascais, Cascais, 7 de maio de 1974) foi um escritor português. Escrevia em vários géneros literários: poema lírico, romance, novela, texto dramático, poema em prosa, mas o seu género de eleição era o conto. Como artista, interessou-se também pela fotografia, o desenho, o cinema e o design gráfico. Foi conservador do Registo Civil em Marvão e Nazaré, e do Museu-Biblioteca Conde de Castro Guimarães em Cascais. Por proposta sua, foi criado em 1958, o Serviço de Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian, o qual havia de dirigir até o ano da sua morte.
Cascais
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Luís da Câmara Reis (Santa Isabel, Lisboa, 20 de abril de 1885 — Estoril, Cascais, 27 de outubro de 1961), frequentemente referido como Câmara Reys, professor, jornalista e defensor da causa democrática em Portugal, fez parte do grupo de intelectuais que em 1921 fundou a revista Seara Nova. Ainda na área do jornalismo, foi diretor do jornal A republica portugueza (1910-1911).
Concluiu o curso de Direito na Universidade de Coimbra em 1907. Mais vocacionado para as Letras do que para as Leis, foi professor do Ensino Secundário em Setúbal e, mais tarde, já na capita, deu aulas nos liceus Camões e Gil Vicente, na Casa Pia e na Escola Normal (Magistério Primário). O seu interesse pelas questões do ensino levou-o a assinar, em 1908, o programa da Liga de Educação Nacional que se propunha “regenerar a sociedade portuguesa pela educação”.
Juntamente com Raul Proença, Aquilino Ribeiro, Raúl Brandão e Ferreira de Macedo, pertenceu ao famoso Grupo da Biblioteca, que reunia no gabinete de Jaime Cortesão, à frente daquela instituição desde 1919, e que em 1921 lançou a revista Seara Nova. Foi o seu diretor durante 40 anos, desde 1921 a 1961.
Câmara Reis esteve sempre presente nos grandes combates da oposição: em 1945/46 no MUD, de que foi um dos fundadores e a cuja primeira Comissão central pertenceu, em 1949 foi membro da comissão central dos serviços de candidatura do General Norton de Matos, em 1958 na campanha de Humberto Delgado, depois de ter apoiado Arlindo Vicente.
Candidato a deputado pelo círculo de Lisboa nas eleições de 1953 e 1957 e pelo círculo de Santarém em 1961, faleceu repentinamente durante a campanha eleitoral.