Constantino, Bartolomeu.

Zona de identificação

Tipo de entidade

Pessoa singular

Forma autorizada do nome

Constantino, Bartolomeu.

Forma(s) paralela(s) de nome

    Formas normalizadas do nome de acordo com outras regras

      Outra(s) forma(s) de nome

        identificadores para entidades coletivas

        Área de descrição

        Datas de existência

        1863-1916

        Histórico

        Propagandista e organizador do movimento operário em Portugal. Sapateiro de seu ofício, era um autodidacta e um idealista sem mácula.
        Dotado de qualidades oratórias invulgares, a sua palavra tornou-se indispensável nos grandes comícios revolucionários do princípio do sec. XX, em que Bartolomeu Constantino arrebatava multidões com os seus tropos. Exaltado apologista do princípio da divisão da propriedade e distribuição equitativa da riqueza, foi perseguidÍssino pelas autoridades policiais, passando vida atribuladíssima e sofrendo muitas misérias e prisões, sem conto.
        Viveu entre nós {Almada) talvez uns oito anos {de 1903 a 1911) , tendo uma oficina de sapataria numa escada da Mutela. Popularíssimo, sempre atento aos problems da classe operária deste país, arrumava com frequência a ferramenta e fechava a oficina à menor solicitação dos seus irmãos de classe. Desempenhou um papel preponderante no concelho de Almada nos anos da agitação republicana. Colaborou em vários jornais almadenses, entre os quais O Corticeiro, de Manuel Fevereiro, e O Correio do Sul, dirigido por Marcos da Assunção.
        Supõe-se ter nascido no Algarve, por volta de 1868. Faleceu em Lisboa, no Beco da Ricarda, n9 4, em 11 de Janeiro de 1916. Segundo o relato dos jornais da época, a sua norte causou uma profunda emoção nas massas trabalhadoras. O seu funeral foi promovido e dirigido pela Federação da Construção Civil e pela União Comunista-Anarquista,
        Mais de vinte mil pessoas acompanharam o seu corpo ao Cemitério dos Prazeres, construindo-se oito tribunas para que usassem da palavra todos os oradores que para tal se inscreveram. Três filamónicas estiveram presentes no cortejo fúnebre: Academia Verdi, de Lisboa, Sociedade Filarmónica União Artística Piedense e Academia de Instrução e Recreio Familiar Almadense, estas do nosso concelho.
        Diz-nos ainda que o Século de 13 a 17 de Janeiro de 1916 inseriu noticias sobre a morte de Bartolomeu Constantino. Naquele jornal também apareceram noticias sobre as lutas em que este participou nos meses de Agosto (dias 23 a 26r 28 e 30) e de Setembro (6 a 8 e 11) de 1911 .

        Locais

        Estado Legal

        Funções, ocupações e atividades

        Mandatos/fontes de autoridade

        Estruturas internas/genealogia

        Contexto geral

        Área de relacionamentos

        Área de pontos de acesso

        Pontos de acesso - Assunto

        Pontos de acesso - Local

        Ocupações

        Zona do controlo

        Identificador de autoridade arquivística de documentos

        Identificador da instituição

        Regras ou convenções utilizadas

        Estatuto

        Nível de detalhe

        Datas de criação, revisão ou eliminação

        acrescentado ambito e fonte, 2024-08, ip

        Línguas e escritas

          Script(s)

            Fontes

            Correira, Romeu, "Homens e Mulheres Vinculados ás terras de Almada." 1982, VI: Perguntas e respostas: 1. Respostas; 1.1 Bartolomeu Constantino, BEO nº2, p. 43. Pergunta feita por MFM, resposta por intermédio de Alfredo Cabana.

            Notas de manutenção