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Código de referência
Título
Data(s)
- 1935 s.d. (Produção)
Nível de descrição
Dimensão e suporte
5 doc
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Nome do produtor
História biográfica
Emílio Martins Costa - anarquista, jornalista e professor português - nasceu a 21 de fevereiro de 1877, em Portalegre, e faleceu a 17 de fevereiro de 1952, em Lisboa. Filho de Boaventura Costa, fabricante, e de Angélica Rosa Martins.
De Portalegre, mudou-se para Lisboa em 1896, onde frequentou o Instituto Industrial e, em 1899, matriculou-se também no Curso Superior de Letras. Não viria a concluir nenhum dos cursos. Assinou o Manifesto Académico Republicano (1897), participou na fundação do Centro Académico Republicano e entrou para a Maçonaria Académica, passando depois para a Carbonária Portuguesa e pertencendo também à Loja Montanha onde alcançou o grau de mestre. Fundou o jornal O Amigo do Povo (1901-1903), onde defendeu, sob o pseudónimo de Demétrio, as suas ideias anarquistas e libertárias.
Viveu alguns anos na Bélgica (1903-?) onde estudou na Universidade Nova de Bruxelas, sendo aluno do pensador anarquista Elisée Reclus. Em 1905, iniciou uma colaboração com o jornal Les Temps Nouveaux, que se prolongaria até 1914, dirigido por Jean Grave. Em 1906, iniciou também a sua colaboração com o jornal "A luta", de Brito Camacho (mantida até 1909).
Publicou-se em 1907 A Conquista do Pão, semanário em parte dirigido por Emílio Costa. Em 1908, iniciou colaboração com o Germinal, de Setúbal, e com A Sementeira. Entrou também para a administração do parisiense La Révolution, dirigido por Émile Pouget. Em Paris, entrou em contacto com um grupo de intelectuais fundadores da Liga Internacional de Educação Racional para Crianças, entre os quais Ferrer, Max Nordeau, Alfred Naquet, etc. - seria inclusive secretário de Ferrer durante alguns meses.
Em 1909, ano do seu regresso a Portugal, traduziu três brochuras - Sindicalismo e Socialismo, A Confederação Geral do Trabalho (Emile Pouget), A Ação Sindicalista (Victor Griffuelhes).
Fundou em sua casa uma Biblioteca Popular, e colaborou no jornal republicano O Intransigente, dirigido por Baltazar Teixeira. Colaborou no semanário O Sindicalista até à sua partida para a Suíça, onde foi desempenhar as funções de secretário particular de Guerra Junqueiro, que era embaixador.
De volta a Portalegre, iniciou a sua carreira como professor, dando aulas no Liceu Mouzinho da Silveira, em Portalegre, entre 1911 e 1913. Fez parte do grupo libertário Ação Direta, em Lisboa. Em 1912, iniciou sua colaboração com o Lumen, e como redator do Intransigente de Machado Santos. Fundou o semanário O Semeador, libertário, anticlerical e regionalista. Em 1913, começou a trabalhar na Sociedade de Propaganda de Portugal. Iniciou a publicação de A Semana, sendo seu diretor.
A Grande Guerra causou uma clivagem no movimento anarquista - de um lado os não intervencionistas com o Grupo de Propaganda Libertária, editor de A Aurora (Porto). Em Lisboa, os que defendiam a intervenção na guerra, o Grupo Germinal, entre o qual se incluía Emílio Costa. Foi docente também no Liceu Passos Manuel (1915-1918?), em Lisboa, intermitentemente na Escola Comercial Ferreira Borges, e depois no Colégio Estoril (1918-1921). Também foi docente na Escola-Oficina n.º 1 e na Escola Académica.
Em 1925, foi contratado para o Instituto de Orientação Profissional, dirigido por Faria de Vasconcelos.
Em 1930, iniciou correspondência com Alexandre Vieira, que estava exilado em Paris.
Durante o Estado Novo, opôs-se à ditadura, participando no Movimento de Unidade Democrática (MUD) desde a sua fundação - fazendo parte da junta consultiva como vogal.
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Correspondência de Pinto Quartim.
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Nota
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