Zona de identificação
Código de referência
Título
Data(s)
- s.d. (Produção)
Nível de descrição
Dimensão e suporte
1 pdf.
Zona do contexto
Nome do produtor
História administrativa
A Casa da Imprensa – Associação Mutualista tem a sua origem na Associação de Classe dos Trabalhadores de Imprensa de Lisboa, criada em abril de 1905. O alvará régio que reconhece a associação tem a data de 24 de abril de 1905 e é assinado por D. Carlos. A primeira Direção era liderada por António José Guedes, sendo presidente da Assembleia Geral Luís Galhardo.
A associação, uma das várias que existiram com diversos objetivos e em diferentes momentos entre os profissionais da imprensa, teve em simultâneo, até final de 1924, altura em que se desdobrou no Sindicato dos Profissionais da Imprensa e na Caixa de Previdência do Sindicato dos Profissionais de Imprensa – Associação de Socorros Mútuos, as características de uma associação mutualista e as de uma associação de defesa de classe, por melhores condições de trabalho e salariais e de regulação de acesso à profissão jornalística.
A associação integrou desde o seu início, como sua estrutura principal, um Cofre de Beneficência e Pensões, que concedia benefícios materiais na doença e no desemprego, e pensões a viúvas e órfãos dos jornalistas associados. Além disto, teve sempre serviços clínicos, nos primeiros anos assegurados por médicos em regime de voluntariado.
O financiamento do Cofre era assegurado pelas quotizações e por receitas suplementares, realizando saraus de diversa índole, exposições, quermesses e tômbolas, em iniciativas patrocinadas por figuras públicas da época, como Manuel d’Arriaga, que viria a ser o primeiro Presidente da República, e que por essa ação foi proclamado Sócio de Mérito. A realização de iniciativas para a recolha de fundos destinados à sua ação seria aliás uma constante de toda a vida da Casa da Imprensa, atravessando várias épocas. As quotizações por si só não chegavam para financiar a atividade mutualista e, além das iniciativas, também os donativos particulares e os subsídios oficiais foram tendo um papel significativo no financiamento da mútua.
