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- 1956 (Produção)
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1 pdf.
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História biográfica
José Régio, pseudónimo de José Maria dos Reis Pereira, (Vila do Conde, 17 de setembro de 1901 — Vila do Conde, 22 de dezembro de 1969) foi um escritor português, um dos mais destacados do século XX. Destacou-se como ficcionista, como dramaturgo, como poeta, como crítico e ensaísta, como diarista e como memorialista. Foi também professor do ensino secundário, além de colecionador de arte popular.
Viveu a infância e adolescência em Vila do Conde. Feita grande parte da sua educação secundária no Liceu da Póvoa de Varzim e a restante no Porto, foi para Coimbra para frequentar a Faculdade de Letras. Aí se licenciou em Filologia Românica, em 1925, defendendo a tese intitulada “As correntes e as individualidades na Moderna Poesia Portuguesa”, fazendo a apologia dos poetas da revista Orpheu.
Na década de 20, colaborou nas revistas portuenses Crisálida e A Nossa Revista e também nas coimbrãs Bizâncio e Tríptico.
No ano seguinte à conclusão da licenciatura, publicou o seu primeiro volume de poesia Poemas de Deus e do Diabo, assinando-o com o pseudónimo literário José Régio.
Em março de 1927, fundou com João Gaspar Simões e Branquinho da Fonseca, a revista Presença que durou treze anos e foi considerada o órgão divulgador do “segundo modernismo”. Régio e os seus companheiros (principalmente João Gaspar Simões e, depois, Adolfo Casais Monteiro) irão fazer uma eloquente e crítica apologia da obra de Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro, Almada Negreiros e António Botto, entre outros.
Concluído o Curso da Escola Normal, iniciou a carreira docente, com uma breve experiência como professor provisório, no Liceu Alexandre Herculano, no Porto, até ser nomeado, em 1930, professor efetivo no liceu de Portalegre, cargo que exerceu até se reformar, em 1962.
Desde então, viveu alternando a sua residência entre Vila do Conde e Portalegre, até que em 1966, se instalou definitivamente em Vila do Conde.
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História biográfica
Adolfo Correia da Rocha, conhecido pelo pseudónimo Miguel Torga (São Martinho de Anta, Sabrosa, 12 de agosto de 1907 – Santo António dos Olivais, Coimbra, 17 de janeiro de 1995), foi um dos mais destacados poetas e escritores portugueses do século XX. Torga destacou-se como poeta, contista e memorialista, mas escreveu também romances, peças de teatro e ensaios. Publicou mais de cinquenta livros e foi Prémio Camões de 1989. Proposto por duas vezes para Nobel da Literatura (1960 e 1978).
Em 1920, emigrou para o Brasil para onde os pais o enviam. Irá trabalhar durante cinco anos na fazenda de um tio paterno. Regressou a Portugal em 1925,
Em 1928, entrou para a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e publicou o seu primeiro livro de poemas, Ansiedade.
Em 1929, deu início à sua colaboração com a revista Presença ( revista fundada dois anos antes por Branquinho da Fonseca, João Gaspar Simões e José Régio), com o poema Altitudes. Publica Rampa, livro de poesia que sai nas edições da Presença, antes de nesse mesmo ano romper com a revista, assinando juntamente com Edmundo Bettencourt e Branquinho da Fonseca uma “Carta a José Régio e João Gaspar Simões, directores da Presença”, a participar o afastamento do grupo. Em colaboração com Branquinho da Fonseca, funda a revista Sinal, de curta duração - apenas sairá um número, no mês de Julho desse ano.
Em 1931, publicou o seu terceiro livro de poesia, Tributo. Estreia-se também na ficção narrativa com o livro de contos Pão Ázimo. Publicou também o livro de poesia Abismo (1932).
Em 1933, concluiu a licenciatura em Medicina, regressou a S. Martinho de Anta para exercer a profissão.
No ano seguinte, publicou a novela A Terceira Voz. É com este livro que adota o nome literário Miguel Torga. Deixa S. Martinho de Anta e muda-se para Vila Nova, freguesia do concelho de Miranda do Corvo, no distrito de Coimbra, onde passará a exercer as funções de médico clínico geral.
Em 1936, publica O Outro Livro de Job (poesia) e lançou juntamente com Albano Nogueira, o periódico Manifesto.
Em 1937, publica “os Dois primeiros Dias” de A Criação do Mundo, romance autobiográfico. Em Dezembro deste ano viaja para a Europa, regressando em janeiro do ano seguinte. Atravessa a Espanha franquista, em plena guerra civil, e viaja por França, Itália, Suíça e Bélgica.
Publica “O Terceiro Dia” de A Criação do Mundo (1938). Devido a algumas dificuldades com a Censura, sai no mês de julho o quinto e último número da revista Manifesto. Conhece Andrée Crabbé, sua futura mulher, em casa de Vitorino Nemésio, em Coimbra.
Em 1939, estabelece-se como médico otorrinolaringologista em Leiria.
O quarto volume de A Criação do Mundo, romance autobiográfico, valer-lhe-á a prisão por parte do regime do Estado Novo. Ao apresentar o testemunho de uma viagem a Itália e da travessia de Espanha, em plena guerra civil, Torga fazia uma clara denúncia do franquismo e do fascismo de Mussolini.
Em 1939, os serviços secretos da PVDE, emitem uma ordem “confidencial” para que se proceda “à apreensão do livro ‘O Quarto Dia da Criação do Mundo’, da autoria de Miguel Torga, e à detenção deste”. Torga foi detido pela PSP de Leiria, sendo depois encaminhado para a prisão do Aljube. Na prisão, escreve um dos seus mais célebres poemas de resistência, “Ariane”, incluído no volume I do Diário. Foi libertado em fevereiro do ano seguinte.
Casou nesse ano (1940) com Andrée Crabbé e publicou o seu volume de contos Bichos.
Em 1941, publica o volume I de Diário, início de uma monumental e singularíssima obra de feição intimista (na totalidade serão publicados dezasseis volumes). Dá à estampa o volume de teatro Terra Firme. Mar. Publica também neste ano o livro de contos Montanha, que será apreendido pela PVDE. Passa a viver na cidade de Coimbra
Segue-se uma série de publicações: o volume de contos Rua (1942), Lamentação (1943), O Senhor Ventura (novela - 1943), Libertação (poesia - 1944), Novos Contos da Montanha (1944), Vindima (romance - 1945), Odes (poesia - 1946), Sinfonia (poema - 1947), Nihil Sabi (1948), O Paraíso (peça de teatro - 1949), Cântico do Homem (poesia - 1950), Pedras Lavradas (contos - 1951), Alguns Poemas Ibéricos (1952), Penas do Purgatório (poesia - 1954), Traço de União (ensaios - 1955), Orfeu Rebelde (poesia - 1958),
No dia 20 de Fevereiro de 1960, os serviços da PIDE procedem à apreensão do Diário VIII, nas livrarias de várias cidades do país. Um grupo de escritores e intelectuais apresenta um abaixo-assinado de protesto contra a apreensão deste livro.
Seguem-se as obras Câmara Ardente (poesia - 1962), Poemas Ibéricos (1965).
Após a Revolução de Abril, participou em vários comícios do Partido Socialista (1974-76)
Em 1982, publicou “O Sexto Dia” de A Criação do Mundo, o último volume do romance autobiográfico. A publicação dos Diários continuará até 1993.
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História biográfica
Vitorino Nemésio Mendes Pinheiro da Silva (Santa Cruz, Praia da Vitória, 19 de dezembro de 1901 – Prazeres, Lisboa, 20 de fevereiro de 1978) foi um poeta, romancista, cronista, académico e intelectual português.
Na infância, teve fraco desempenho na escolaridade, tendo sido expulso do Liceu de Angra, e reprovado no quinto ano. Em 1919 iniciou o serviço militar, como voluntário na arma de Infantaria. Concluiu o liceu em Coimbra, em 1921, e inscreveu-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Três anos mais tarde, Nemésio trocou esse curso pelo de Ciências Histórico Filosóficas, da Faculdade de Letras de Coimbra, e, em 1925, matriculou-se no curso de Filologia Românica da mesma Faculdade.
Na primeira viagem que fez a Espanha, com o Orfeão Académico, em 1923, conhece Miguel Unamuno, escritor e filósofo espanhol (1864–1936). Nesse mesmo ano foi iniciado na Maçonaria.
Em 1930 transferiu-se para a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa onde, no ano seguinte, concluiu o curso de Filologia Românica, com elevadas classificações, começando desde logo a lecionar literatura italiana.
Em 1934 doutorou-se em Letras pela Universidade de Lisboa com a tese A Mocidade de Herculano até à Volta do Exílio. Entre 1937 e 1939 lecionou na Vrije Universiteit Brussel, tendo regressado depois ao ensino na Faculdade de Letras de Lisboa.
Em 1958 lecionou no Brasil. A 12 de setembro de 1971, atingido pelo limite legal de idade para exercício de funções públicas, profere a sua última lição na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde ensinara durante quase quatro décadas, passando a ser Catedrático Jubilado.
Foi autor e apresentador do programa televisivo Se bem me lembro, que muito contribuiu para popularizar a sua figura e dirigiu ainda o jornal O Dia entre 11 de dezembro de 1975 a 25 de outubro de 1976.
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