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          Alencar, José de
          Pessoa singular · 1829-1877

          José de Alencar, advogado, jornalista, político, orador, romancista e dramaturgo, nasceu em Messejana (atual bairro de Fortaleza) Ceará (Brasil), dia 1 maio de 1829, e faleceu no Rio de Janeiro, dia 12 de dezembro de 1877. A sua obra literária contribuiu para a "nacionalização" da literatura no Brasil e para a consolidação do romance brasileiro, tendo mesmo sido chamado “o patriarca da literatura brasileira”.

          Era filho do padre, depois senador, José Martiniano de Alencar e de sua prima Ana Josefina de Alencar (o seu pai tinha entretanto abandonado a vida religiosa). A família mudou-se para o Rio de Janeiro, onde o seu pai prosseguiu a carreira política. José de Alencar frequentou aí o Colégio de Instrução Elementar, prosseguindo depois os estudos em Direito em São Paulo. Voltou ao Rio, onde iniciou a prática de advocacia. A sua atividade jornalística começou com uma colaboração no Correio Mercantil e no Jornal do Comércio, para o qual escreveu os folhetins que, em 1874, reuniu num livro sob o título "Ao correr da pena". Conseguiu alcançar o posto de redator-chefe do Diário do Rio de Janeiro em 1855.

          Pertenceu ao Partido Conservador, tendo sido eleito várias vezes deputado geral pelo Ceará, de 1868 a 1870, foi também ministro da Justiça. Não conseguiu chegar ao lugar de senador, ficando-se apenas com o título do Conselho. Devido a este insucesso na política, passou a dedicar-se em exclusivo à literatura.

          Publico em 1856 "Cartas sobre A Confederação dos Tamoios", com o pseudónimo de Ig, no Diário do Rio de Janeiro. Nestas criticava o poema épico de Domingos Gonçalves de Magalhães, que era à época considerado a figura proeminente da literatura brasileira, sendo um dos favoritos do Imperador D. Pedro II. Começou então uma acesa polémica, da qual participou o próprio D. Pedro (sob pseudónimo).

          No mesmo ano, publicou o seu primeiro romance: "Cinco minutos". Em 1857, publicou em folhetins "O Guarani", com o qual obteve grande popularidade. Escreveu todo o tipo de obras: romances indianistas, urbanos, regionais, históricos, romances-poema, peças de teatro, poesia, crónicas, ensaios e polémicas literaturas, assim como escritos políticos e estudos filológicos. Dentro do romance histórico enquadravam-se os romances plenamente históricos e os respeitantes a lendas indígenas, com os quais se integrava no movimento do dito Indianismo na literatura brasileira no século XIX.

          Faleceu no Rio de Janeiro, de tuberculose, aos 48 anos de idade.

          Andrade, Celeste de
          Pessoa singular · 1922-2007

          Maria Celeste Freire de Andrade Rates, nasceu no dia 17 de junho de 1922, na cidade de Lisboa (foi registada após alguns dias, sendo a data oficial do seu nascimento 22 de junho de 1922), e faleceu em 2007 na mesma cidade.

          Filha de José Carlos Rates, um dos fundadores do Partido Comunista Português (PCP), escritor e dirigente sindical e de Maria Freire de Andrade, doméstica.

          Estava rodeada de escritores, já que era prima do escritor, professor, editor e diretor literário Garibaldino de Andrade e sobrinha do escritor e crítico literário João Pedro de Andrade. Ela escolheu começar a trabalhar, embora tivesse os meios económicos para não o fazer, o que levou a que não terminasse o Liceu. Trabalhou como correspondente comercial e a traduzir correspondência para o francês.

          Em 1943, casou-se com o operário Carlos Emídio de Jesus Duarte - divorciaram-se apenas três anos depois. Trabalhou como atriz no Teatro-estúdio do Salitre, com o nome Maria Celeste. Aí, conheceu o seu futuro marido Nataniel Costa, que era escritor, diplomata e professor. Casaram em 1947, tendo sido padrinhos de casamento a atriz Glicínia Quartin e o seu marido António Jacinto das Neves Pedro, o tio de Celeste, João Pedro de Andrade e o encenador, jornalista e coreógrafo Tomás Ribas. Nesse mesmo ano, publicou o seu primeiro conto, ‘A Gata’, no periódico semanal Mundo Literário, nº50.

          Nataniel era também diretor literário da editora Estúdios Cor, responsável pela publicação de traduções de Celeste de Andrade, entre as quais A Minha Infância de Máximo Gorki e Fim de Semana em Zudycoote de Robert Merle. Publicou também pela Estúdios Cor o seu primeiro romance, 'Grades Vivas', em 1954.

          De 1959 a 1962, Celeste de Andrade viveu em França, onde o marido era cônsul português, e depois na Suíça, onde ele cumpriu a função de embaixador. Já em plena democracia, Celeste conclui os seus estudados, terminando o Liceu e estudando História na Universidade Autónoma. Trabalhou como assistente de um professor na disciplina de História da Arte, na mesma instituição de ensino. Escreveu pequenos escritos, sob o pseudónimo Cláudia Avelar. Foi amiga de Irene Lisboa e de José Saramago, para quem chegou a enviar o original do que seria o seu segundo livro.

          Celeste Andrade faleceu em Lisboa, no ano de 2007, sem nunca mais ter conseguido publicar. O espólio da escritora está com a sua filha Paula Nataniel.

          Andrade, João Pedro de
          Pessoa singular · 1902-1974

          João Pedro Freire de Andrade - dramaturgo, novelista, crítico literário e teatral, ensaísta e tradutor português - nasceu em Ponte de Sor, a 13 de Março de 1902 e morreu em Lisboa, dia 13 de Fevereiro de 1974. Escreveu mais de 20 peças de teatro.

          Filho de José Pedro da Conceição e de Rufina Freire de Andrade, foi-lhe dado o nome João Pedro da Conceição ao nascer. Requisitou a mudança de nome para refletir o apelido da mãe, e adotou João Pedro de Andrade como nome literário.

          Começou a trabalhar no jornal O Século quando se mudou para Lisboa com a família. Na cidade, estudou contabilidade no Instituto Comercial de Lisboa e tornou-se guardo-livros em Santiago do Cacém. Alcançou o posto de chefe de contabilidade na empresa Amoníaco Português.

          As suas primeiras obras literárias foram de poesia - estreou-se com o poema Beatrice (1921) e com a coletânea - Castelos... (1923) - primeiro e último livro de poesia. Publicou contos para o 'Domingo Ilustrado' a partir de 1926, colaboração que se estendeu até 1964. A sua inclinação para o teatro começou com a peça Noite negra (hoje perdido), que enviou ao suplemento Notícias Teatral (Diário de Notícias).

          Só em 1939 conseguiu publicar a sua primeira peça - 'Continuação da comédia', editada pela revista 'presença - folha de arte e de crítica' (fundada e dirigida por João Gaspar Simões, Branquinho da Fonseca e José Régio).

          A censura existente durante o regime do Estado Novo prejudicou o dramaturgo, levando a que as suas peças não fossem representadas em palco. 'Transviados' e 'O lobo e o homem' eram para ser levadas ao palco do Dona Maria II, mas foram ambas proibidas.

          O Teatro-Estúdio do Salitre foi um dos teatros que apoiou e levou a palco algumas das suas peças, como 'O saudoso extinto' e 'Maré alta' (esta última tinha sido proibida pela censura). O grupo Companheiros do Pátio das Comédias também representaram a sua peça - 'Continuação da comédia' em 1948, que teve também uma versão exibida na RTP (1957) e transmitida pela rádio (1973). Outras peças foram encenadas pela Sociedade Guilherme Cossoul e pelo Teatro d'Ensaio.

          Traduziu várias obras de Camus, André Gide, Flaubert, Honoré de Balzac, Marcel Aymé, Claude Roy, etc. Também foi um prolífico crítico de teatro, deixando vários artigos espalhados por vários periódicos.

          Blasco (pseud.), Mercedes.
          Pessoa singular · 1867 - 1961

          Mercedes Blasco, pseudónimo de Conceição Vitória Marques, (Mina de S. Domingos, 4 de setembro de 1867 – Lisboa, 12 de abril de 1961) foi uma popular actriz de opereta e revista, escritora, poetisa, professora, tradutora, jornalista assim como enfermeira voluntária na Primeira Guerra Mundial. Durante o seu percurso usou também os nomes artísticos Judith Mercedes Blasco e Judith Mercedes, assim como os pseudónimos Dinorah Noemia e Mam’selle Caprice.

          Durante a Grande Guerra, Mercedes alistou-se como enfermeira da Cruz Vermelha, em Bruxelas, e tratou e prisioneiros de guerra portugueses, doentes, em Liège (1918). Casou com o engenheiro eletricista belga Remi Ghekiere. Teve dois filhos, Stelio que morreu em 1917 e Marcel (ou Marcelo) que voltou com ela para Lisboa, já muito doente. A 13 de junho de 1922, Marcelo faleceu, vítima de tuberculose. Mercedes, que não conseguia arranjar trabalho no teatro, passou a viver da pensão que Filipe Mendes, então o governador civil de Lisboa, lhe manteve .

          Dedicou-se à escrita, publicando um conjunto de obras que constituem, no geral, a continuação do livro Memórias de Uma Atriz (1907). Em 1922 inseriu, em “Vagabunda”, um capítulo que denominou “Um pouco de feminismo” em que advogava a favor a emancipação cultural e económica feminina, o sufrágio universal, a partilha de poderes entre géneros, a valorização da mulher enquanto esposa e mãe, contra o divórcio, a dissolução dos lares e a ilegitimidade dos filhos.

          Branco, Camilo Castelo.
          Pessoa singular · 1825-1890

          Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco (16 de março de 1825, Lisboa - 1 de junho de 1890, Famalicão) foi um escritor português do Romantismo, que se destacou pela quantidade e qualidade dos seus escritos. Desde a poesia, a traduções, a romances, a obras históricos, e outros, produzindo uma diversificada obra literária.

          Brehm, António Mesquita
          Pessoa singular · 1927-2022

          António Mesquita Brehm, dramaturgo e ficcionista português, nasceu em Lisboa em 29 de junho de 1927 e faleceu na mesma cidade em abril de 2022.

          Descendente de uma família alemã originária da Baviera. Licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas em Lisboa. Foi redator do jornal O Século.

          Mudou-se para Luanda, onde foi professor e continuou a escrita de romances e peças de teatro. Fundou o Grupo Experimental Verney. Em 1961, escreveu um texto de ficção sobre a guerra colonial, "Kambuli: O Despertar da Consciência", que circulou clandestinamente em Angola e em Portugal e acabou apreendido pela PIDE.

          Em 1962, tomou parte na tentativa de golpe militar, tendo sido preso juntamente com Manuel Alegre e Silva Araújo. Ainda em Angola fundou Liga de Apoio aos Presos Políticos, que, após a libertação, recebeu os prisioneiros do Campo de Concentração de São Nicolau, e presidiu às Jornadas para a Renovação do Ensino em Angola.

          De novo em Lisboa, foi nomeado coordenador dos Cursos de Comunicação Social destinados oficialmente à formação de jornalistas das ex-colónias portuguesas de África. Em 1980 e sob o pseudónimo de Vitório Káli, submeteu o romance "Jánika: O Livro da Noite e do Dia" ao Prémio de Literatura do Círculo de Leitores, que ganhou.

          Dedicou-se também à pesquisa nos campos da metapsíquica e da parapsicologia, atividade que marcou as suas obras de ficção.

          Brun, André
          Pessoa singular · 1881-1926

          André Francisco Brun (Coração de Jesus, Lisboa, 9 de Maio de 1881 – Camões, Lisboa, 22 de Dezembro de 1926) foi um humorista e escritor português de ascendência francesa. Era filho de André Régis Brun e de Anna Dayska Nougaraide, doméstica, ambos cidadãos franceses.

          A 9 de junho de 1915, casou primeira vez civilmente, em Lisboa, com Maria Irene Soares Vieira da Silva. Divorciaram-se em 1925. A 12 de junho de 1926, casou segunda vez civilmente, em Lisboa, com a escritora Alice Ogando. Viria a morrer de tuberculose nesse mesmo ano, doença contraída quando combateu na I Guerra (cuja participação inspirou a sua obra A Malta das Trincheiras).

          Câmara, João da
          Pessoa singular · 1852-1908

          João Maria Evangelista Gonçalves Zarco da Câmara (Alcântara (Lisboa), 27 de Dezembro de 1852 - Alcântara (Lisboa), 2 de Janeiro de 1908), mais conhecido como D. João da Câmara, foi um dramaturgo português. Foi o primeiro português a ser nomeado para o Prémio Nobel da Literatura, em 1901.

          Era filho dos 1.ºs marqueses da Ribeira Grande, D. Francisco de Sales Gonçalves Zarco da Câmara (1819-1872) e de sua mulher D. Ana da Piedade Brígida Senhorinha Francisca Máxima Gonzaga de Bragança Mello e Ligne Sousa Tavares Mascarenhas da Silva (1822-1856).

          Câmara, José Paulo da
          Pessoa singular · 1887-1939

          José Paulo da Câmara (Lisboa, 25 de Janeiro de 1887 - Campinas, Brasil, 1939) foi um poeta, dramaturgo e jornalista português. Filho do dramaturgo e escritor português D. João Maria Evangelista Gonçalves Zarco da Câmara e de D. Eugénia de Melo Breyner. Era irmão de Tomás da Câmara.

          Castro, Augusto de
          Pessoa singular · 1883-1971

          Augusto de Castro Sampaio Corte-Real (Porto, 11 de janeiro de 1883 — Campolide, 24 de julho de 1971), mais conhecido por Augusto de Castro, foi um escritor, advogado, jornalista, diplomata e político português.

          Foi diretor do "Diário de Notícias" de 1919 a 1924, de 1939 a 1945, e a partir de 1947 até à data da sua morte. Também colaborou na Revista Nova (1901-1902), no periódico A Imprensa (1919) e no Boletim do Sindicato Nacional dos Jornalistas (1941-1945).

          Dantas, Júlio.
          Pessoa singular · 1876 - 1962

          Júlio Dantas (Lagos, 19 de Maio de 1876 – Lisboa, 25 de maio de 1962) foi um escritor, médico, político e diplomata português.

          Filho de Casimiro Augusto Vanez Dantas e de Maria Augusta Pereira de Eça, estudou no Colégio Militar em Lisboa e depois na Escola Médico-Cirúrgica dessa cidade, concluindo o curso em 1900. Daí passou a exercer Medicina no Exército, o que faria durante doze anos.

          Entretanto, iniciava a sua carreira como dramaturgo: em 1899, era feita a primeira produção de uma das suas peças de teatro "O que morreu de amor", no Teatro Dona Amélia. A Ceia dos Cardeais (1902) guarneceu-lhe grande popularidade, sendo reeditada até hoje. Além disso, com obra na sua peça 'A Severa' foi feito o primeiro filme sonoro em português. A peça 'Os crucificados' abordava a questão da homossexualidade, algo inovador na época.

          Iniciou a sua carreira política em 1905, sendo eleito deputado pelo Partido Progressista no círculo de Coimbra (1905). Em 1908, foi eleito sócio da Academia de Ciências de Lisboa - viria a ser seu presidente a partir de 1922.

          Foi nomeado Diretor da Secção Dramática do Conservatório Nacional (1909), em que também foi professor e organizador do respetivo museu.

          Em 1915, após a saída do segundo número da revista Orfeu, Dantas foi um dos críticos e opositores a este movimento literário. Por esse motivo, Almada Negreiros escreveu o conhecido Manifesto Anti-Dantas.

          Foi Ministro dos Negócios Estrangeiros em três governos (1914, 1921-1922, 1923), de Instrução Pública (durante apenas 41 dias). Pertenceu ao Partido Reconstituinte (1920) e ao Partido Nacionalista (1923).

          Entre 1925 e 1928 foi o (primeiro) presidente da Sociedade de Escritores e Compositores Teatrais Portugueses (SECTP), que mais tarde daria origem à Sociedade Portuguesa de Autores.

          Em 1935 tornou-se procurador à Câmara Corporativa, cargo que deteria até 1961. Enveredou na carreira diplomática e , em 1941, foi enviado como embaixador especial ao Brasil e ficaria como embaixador permanente no Rio de Janeiro a partir de 1949.

          Como escritor, Júlio Dantas acabou conotado com o regime do Estado Novo: “Júlio Dantas passou, com algum fundamento, pelo ornamento beatificado do Estado Novo, exemplo clássico do escritor conformista ao serviço de um regime que o promoveu e com ele se promoveu" (Dicionário Cronológico de Autores Portugueses). No entanto, algumas das suas obras revelam um caráter mais complexo.

          Casou civilmente em 1942 com Maria Isabel Penedo Cardoso e Silva.

          Diderot, Denis
          Pessoa singular · 1713-1784

          Denis Diderot (5 de outubro de 1713, Langres, Champagne – 31 de julho de 1784, Paris) foi um filósofo, crítico de arte e escritor francês, mais conhecido pela sua contribuição para a Encyclopédie juntamente com Jean le Ron d'Alembert.

          Ésquilo
          Pessoa singular · c.525/4 a.C - 456/5 a.C

          Ésquilo (em grego: Αἰσχύλος) (Elêusis, c. 525/524 a.C. – Gela, 456/455 a.C.) foi um dramaturgo da Grécia Antiga. É reconhecido frequentemente como o pai da tragédia.

          Fonseca, António José Branquinho da.
          Pessoa singular · 1905 - 1974

          António José Branquinho da Fonseca (Mortágua, Mortágua, 4 de Maio de 1905 – Cascais, Cascais, 7 de maio de 1974) foi um escritor português. Escrevia em vários géneros literários: poema lírico, romance, novela, texto dramático, poema em prosa, mas o seu género de eleição era o conto. Como artista, interessou-se também pela fotografia, o desenho, o cinema e o design gráfico. Foi conservador do Registo Civil em Marvão e Nazaré, e do Museu-Biblioteca Conde de Castro Guimarães em Cascais. Por proposta sua, foi criado em 1958, o Serviço de Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian, o qual havia de dirigir até o ano da sua morte.

          França, João Baptista
          Pessoa singular · 1908-1996

          João Baptista França (23 de junho de 1908, Funchal - fevereiro de 1996, Lisboa) foi um importante escritor português natural da ilha da Madeira. Destacou-se como jornalista, romancista, teatrólogo e dramaturgo.

          Iniciou a sua carreira jornalística no Funchal e colaborou nos jornais madeirenses com crónicas, contos, prosas e poesias. Inicialmente, escreveu para o diário “O Povo”, bem como para o “Independente”, “A Batalha”, “Diário da Madeira” e para os semanários “Comércio do Funchal” e “Ilha”. A revista “Esperança”, o diário humorístico “Re-nhau-nhau” e o “Eco do Funchal”

          Ainda no Funchal, deu os primeiros passos no teatro, sendo amador dramático, escrevendo peças, encenando-as e representando-as ao mesmo tempo que colaborava com o semanário lisboeta “O Diabo”

          Em 1940, começa a sua carreira como jornalista internacional no jornal “O Século”. Ainda na década de 40, escrevia teatro para a rádio, nomeadamente para a “Voz de Lisboa”, “Rádio Peninsular” e “Emissora Nacional”. Paralelamente à sua carreira jornalística conservava a atividade literária, colaborando em semanários e revistas, nomeadamente “Diário Popular”, “Correio das Ilhas”, revista “Panorama” e na secção literária da rádio SPN - Secretariado da Propaganda Nacional, entre outros .

          Em 1944, dá-se a sua “première” no teatro como argumentista / dramaturgo com “O Zé do Telhado”, opereta . O seu primeiro romance – “Romance de uma Corista”, em 1956. Trata-se de uma obra literária que retrata o ambiente dos bastidores teatrais de Lisboa.

          Com a peça “Um Mundo À Parte”, foi distinguido com o prémio Maria Matos. Esta obra, publicada em 1970, viria a passar pela censura oficial do regime. Neste mesmo contexto, a peça de teatro “Há Sol nas Minhas Mãos” foi, também, censurada.

          García Lorca, Federico
          Pessoa singular · 1898-1936

          Federico García Lorca (Fuente Vaqueros, Granada, 5 de junho de 1898- Granada, 18 de agosto de 1936) foi um poeta, prosista, dramaturga e diretor de teatro espanhol. Parte da "geração dos 27" em Espanha. Alcançou a fama com Romancero Gitano (1928), um livro de poemas. A suas obras mais conhecidas são Bodas de sangre (1932), Yerma (1934) e La casa de Bernarda Alba (1936). García Lorca era homossexual e teve uma relação com o escultor Emilio Alandrén Perojo. Foi assassinado por um bando sublevado um mês após o início da Guerra Civil Espanhola.

          Garrett, Almeida
          Pessoa singular · 1799-1854

          João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett, mais tarde 1.º Visconde de Almeida Garrett (Porto, 4 de fevereiro de 1799 – Lisboa, 9 de dezembro de 1854), foi um escritor e dramaturgo romântico, orador, par do reino, ministro e secretário de estado honorário português. Grande impulsionador do teatro em Portugal, uma das maiores figuras do romantismo português, foi ele quem propôs a edificação do Teatro Nacional de D. Maria II e a criação do Conservatório de Arte Dramática.

          Batizado como João Leitão da Silva, o autor só mais tarde acrescentou ao seu nome o patronímico Baptista (em honra do padrinho) e os apelidos Almeida Garrett (o primeiro da avó materna; o segundo da avó paterna, de origem irlandesa).

          Frequentou a Universidade de Coimbra. Ainda estudante, participou no movimento conspirativo que conduziria à revolução de 1820. Publicou nessa altura o seu primeiro livro, O Retrato de Vénus, um poema que lhe mereceu um processo em tribunal.
          Defensor do liberalismo, Garrett foi obrigado a deixar o País quando o absolutismo venceu (entre 1823-26), situação que se repetiria pouco tempo depois (1828-31), na sequência da abdicação de D. Pedro. Esteve em França e Inglaterra, em Paris publicou os poemas Camões e Dona Branca – os primeiros textos românticos portugueses.
          Regressou a Portugal em 1832, integrando a expedição liberal comandada por D. Pedro, constituiu um momento heroico para o «poeta-soldado», incorporado no Batalhão Académico. Participou nas reformas legislativas do novo regime, mas pouco depois afastado do poder, sob pretexto de missões diplomáticas no estrangeiro.

          Voltou à política em 1836, no contexto da «revolução de setembro», pela mão de Passos Manuel: fez parte das Cortes Constituintes e ajudou a redigir a Constituição de 1838. Além de deputado, desempenhou um papel relevante no programa de educação cultural setembrista, especificamente na renovação da dramaturgia nacional: a criação da Inspeção Geral dos Teatros, do Conservatório de Arte Dramática e do futuro Teatro Nacional. Fundou O Entreato – Jornal de Teatros.

          Durante os anos 40, sob o regime autoritário de Costa Cabral, Garrett destacou-se na oposição. Afastou-se da vida pública em 1847, dedicando-se à escrita. São dessa época O Alfageme de Santarém, Frei Luís de Sousa, Viagens na Minha Terra e O Arco de Sant’Ana.
          Em 1851 regressou ao Parlamento, já sob a acalmia política da Regeneração. Foi feito visconde, em 1851 e foi nomeado Par do Reino, no ano seguinte. Foi durante pouco tempo Ministro dos Negócios Estrangeiros.

          Ibsen, Henrik
          Pessoa singular · 1828-1906

          Henrik Johan Ibsen (20 de março de 1828, Skien – 23 de maio de 1906, Kristiania (atual Oslo)) foi um dramaturgo Norueguês, considerado um dos grandes escritores do século XIX, e o "pai do teatro moderno". As suas obras principais incluem: Brand, Peer Gynt, Um Inimigo do Povo, Imperador e Galileu, Casa de Bonecas, Hedda Gabler, Espectros, O Pato Selvagem e Rosmersholm.

          Leal, Carlos
          Pessoa singular · 1878-1964

          Carlos Leal (Lisboa, 17/12/1878 – ?/?/1964) foi um ator português que se destacou na representação de revistas. Também colaborou ou escreveu as suas próprias revistas, assinou três volumes de memórias e colaborou com vários jornais.

          No início da sua carreira, Leal passou por vários palcos, como o Teatro da Trindade (1896), Teatro D. Amélia, Teatro da Rua dos Condes - onde permaneceu até 1902. A partir de 1903, iniciou-se na companhia do Teatro do Ginásio, e em 1906 trabalhou na Companhia Dramática de Lisboa, fazendo uma digressão pelo país.

          O seu sucesso viria no género musicado, como no Teatro do Príncipe Real com Ó da guarda (1907). Em 1909, no Teatro Avenida, desempenha um papel na opereta de André Brun A Severa. Passa de novo para o Trindade.
          Em 1910, regressou ao Príncipe Real, explorado por Luís Ruas, atuando na revista Sol e Sombras, ano da sua terceira digressão ao Brasil.

          Volta ao Brasil em 1911 com a companhia do Teatro Apolo, e apresentou-se no Rio de Janeiro com a empresa de Pascoal Segreto com Já te pintei! revista na qual se estrou como co-autor, seguidas de outras da sua co-autoria como A bomba, Braga por um canudo, Aguenta aí!, De três assobios, No país do sol e Pé de dança.

          Em 1913, integrou uma entrevista de grande sucesso, O 31, fazendo papel d’O 17 (um polícia da província). A partir de 1915, apresentou-se num repertório misto de drama e revista, trabalhou no Éden Teatro com a empresa de Luís Galhardo.

          Leal é sócio da ACAD e será impulsionador do sindicato que lhe segue a ACTT, ocupando o cargo de presidente.

          Colaborou toda a década de 20 com António de Macedo num repertório, sobretudo, de revista, mas também de opereta, levado ao palco de vários espaços tutelados pelo referido empresário: Éden Teatro, Coliseu dos Recreios, Chiado Terrasse, Teatro Maria Vitória/Parque Mayer e Palácio Foz, e, inclusivamente, aos palcos do Porto e do Brasil, para onde segue, em 1920, com a Companhia de Revistas Carlos Leal. Nesta fase, acumulou também a “direção artística” de alguns espetáculos. A colaboração com António de Macedo terminou no final da década.

          Na década de 40, integrou a Companhia do Teatro Variedades – Artistas Associados, coletivo que explora, em parceria com António de Macedo, o teatro do mesmo nome, no Parque Mayer, apresentando-se, também, no Teatro Apolo e no Teatro Avenida (com a Companhia do Teatro Avenida), em revistas e operetas dirigidas por Rosa Mateus.

          A récita de despedida de Carlos Leal deu-se no Teatro Politeama, no dia 4 de Junho de 1952, com o espetáculo O Clube dos Salsas, evocativo da revista O 31, voltando o ator a desempenhar, O 17.

          Lima, Cristiano
          Pessoa singular · 1887-1971

          Cristiano Lima (24 de Dezembro de 1887, Lisboa - 28 de Novembro de 1971, Lisboa) foi um escritor, dramaturgo e jornalista português.

          Em 1919, iniciou a sua carreira jornalística no jornal sindicalista A Batalha, ao lado de figuras como Pinto Quartin, Mário Domingues, Artur Portela ou David de Carvalho. Foi, na verdade, o último chefe de redação deste jornal, que seria encerrado em 1927, durante a Ditadura Militar. Entretanto em 1921 iniciou-se na literatura com a publicação de uma obra na secção editorial d'A Batalha, na coleção literária «A Novela Vermelha».

          Na política participou na fundação da União Anarquista Portuguesa (1923). Esta organização foi mais tarde reprimida durante a Ditadura Militar.

          Cristiano Lima foi um dos ativistas que contribuíram para o impulsionamento do associativismo sindicalista da classe dos jornalistas, ao lado de figuras como Jaime Brasil, Artur Portela, Ferreira de Castro, Alfredo Marques e Julião Quintinha. Foi vice-presidente do Sindicato dos Profissionais da Imprensa (antiga Associação dos Profissionais de Imprensa), que seria encerrado em 1933 pelo Estado Novo.

          Após o encerramento d’A Batalha, Cristiano Lima foi para a redação do Diário de Notícias, mantendo-se aí até ao final da vida.

          Em 1934, colaborou no lançamento do jornal O Diabo - um jornal opositor ao regime.

          No ano seguinte, teve uma das suas peças representadas no Teatro Nacional D. Maria II (O Inimigo).

          Em 1945, Lima foi um dos jornalistas do Diário de Notícias que apoiaram abertamente o (MUD - Movimento de Unidade Democrática). Mais tarde, em 1949, participou na campanha de Norton de Matos e em 1952-53, colaborou pontualmente num jornal de caráter antifascista, o Ler, que foi proibido pela censura. Foi também colaborador da página literária do jornal O Primeiro de Janeiro, do Porto.