União Soviética

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  • A União Soviética, também conhecida como União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), foi um estado socialista que existiu de 1922 a 1991, abrangendo grande parte da Eurásia. Formada após a Revolução Russa de 1917, a URSS foi composta por 15 repúblicas socialistas e liderada pelo Partido Comunista.

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          Arshinov, Piotr Andreyevich
          Pessoa singular · 1887-1937

          Piotr Andreyevich Arshinov, anarquista russo e intelectual, que nasceu na Rússia (então Império Russo) em 1997 e morreu c. 1937.

          A sua família era da classe trabalhadora, da região de Penza. Aos 17 anos, mudou-se para a região do Turquestão Russo, trabalhando como maquinista. Quando se iniciou a Revolução de 1905, Arshinov juntou-se à fação Bolchevique do Partido Social Democrata Russo, editando o jornal Molot.

          Arshinov foi para a Ucrânia e juntou-se aos anarquistas. Liderou uma célula terrorista anarquista e organizou uma série de ataques. Foi preso e condenado à pena de morte pelo homicídio de um patrão, mas conseguiu escapar, fugindo para a França e depois para a Áustria-Hungria, onde fez tráfico de armas e contrabando de propaganda anarquista. Aí, foi preso em 1911 e extraditado para a Rússia, sendo condenado a 20 anos de prisão.

          Na prisão conheceu o anarquista ucraniano Nestor Makhno. Depois da Revolução de Fevereiro (1917), ambos foram libertados devido a uma amnistia geral. Makhno tornou-se o líder de um movimento popular na Ucrânia após a Revolução de Outubro. Arshinov, juntamente com outros anarquistas russos, juntou-se a ele. Seguiu-se um período conflituoso e complexo. Arshinov permaneceu com Makhno até 1921, quando foi para a Alemanha.

          Já em Berlim completou a sua "História do Movimento Makhnovista". Mudou-se então para Paris onde estabeleceu o jornal anarquista Delo Truda. Participou na publicação da "Plataforma Organizadora da União Geral dos Anarquistas", que estabelecia um enquadramento sobre como anarco-comunistas se deveriam organizar.

          Nos anos 30, Arshinov abandonou a orientação anarquista e começou a expressar apoio pelo governo soviético de Stalin. Ele e a mulher decidiram regressar à sua pátria - o que fizeram em 1934. Três anos depois, Arshinov foi preso e executado durante a Grande Purga.

          Trótski, Leon
          Pessoa singular · 1879-1940

          Lev (ou Leon) Davidovich Trótski (né Bronstein, Ianovka, Império Russo (Atual Ucrânia) - Coyoacán, Cidade do México, 7 de novembro [26 de outubro C.Juliano] 1879 – 21 agosto de 1940), foi um revolucionário russo, político e intelectual. Foi uma figura central na Revolução Russa de 1905, na Revolução de Outubro de 1917, na Guerra Civil Russa e no estabelecimento da União Soviética, da qual foi exilado em 1929 - sendo depois assassinado em 1940. Ideologicamente um marxista e leninista, as ideias de Trotsky deram origem a uma vertente do marxismo chamada trotskismo.

          Trotsky juntou-se ao Partido Operário Social-Democrata Russo em 1898, sendo preso e exilado para a Sibéria por causa das suas atividades políticas. Em 1902, fugiu para Londres, onde conheceu Lenin. Inicialmente, tomou o partido Menchevique (contra os Bolcheviques de Lenin) no cisma de 1903, mas declarou-se 'sem fação' em 1904. Durante a revolução de 1905, foi eleito presidente do Soviete de São Petersburgo. Foi de novo exilado para a Sibéria, mas escapou em 1907, indo para o estrangeiro.

          Depois da Revolução de Fevereiro de 1917, juntou-se aos Bolcheviques e foi presidente do Soviete de Petrogrado. Ajudou a liderar a Revolução de Outubro e como Comissário para os Assuntos Externos negociou o Tratado de Brest-Litovsk, pelo qual a Rússia se retirou da I Guerra Mundial. Foi Comissário dos Assuntos Militares de 1918 a 1925, sendo responsável pela construção do Exército Vermelho e pela sua vitória na guerra civil. Em 1922, Lenin formou um bloco com Trotsky contra a crescente burocratização do regime soviético. Em 1923, Trotsky liderava a fação da Oposição de Esquerda.

          Depois da morte de Lenin em 1924, Trotsky emerge como um dos principais críticos de Stalin. Contudo, Stalin consegue triunfar politicamente, e Trotsky é expulso do Politburo em 1926, do partido em 1927, exilado para Alma Ata em 1928 e deportado em 1929. Nesses anos, viveu na Turquia, França e Noruega antes de se estabelecer no México em 1937. No exílio escreveu contra o Estalinismo, defendeu a sua teoria de revolução permanente, e em 1928 fundou a Quarta Internacional. Depois de ser sentenciado à morte, in absentia, nos julgamentos de Moscovo de 1936, foi assassinado por um agente estalinista em 1940.

          Vieira, Alexandre.
          Pessoa singular · 1880 - 1973

          Alexandre Vieira (Porto, 11 de Setembro de 1880 — Lisboa, 26 de Dezembro de 1973) foi um operário gráfico, jornalista e publicista ligado ao movimento operário e ao anarco-sindicalismo, figura marcante na agitação operária e nos acontecimentos revolucionários que caracterizaram a Primeira República Portuguesa e os anos posteriores.

          Foi um destacado militante sindicalista, fortemente empenhado na acção do movimento sindical revolucionário e na luta pela melhoria da condição operária. Foi redactor de vários jornais ligados ao movimento operário, e o primeiro director do periódico operário A Batalha e teve grande actividade na Universidade Popular Portuguesa. Também colaborou na revista Renovação (1925-1926). Defendeu o regime de trabalho das oito horas, e criticou o regime de empreitada que então estava em vigor. Foi o autor de alguns livros, dedicados principalmente à sua profissão, tendo deixado a sua vasta bibliotea ao Sindicato dos Trabalhadores Gráficos do Sul e Ilhas Adjacentes.

          Faleceu em 1973, assassinado pela Polícia Internacional e de Defesa do Estado, devido aos seus esforços contra o regime ditatorial e a favor dos direitos dos trabalhadores.

          Em 1978 foi um dos três tipógrafos mortos pela PIDE que foram homenageados pelo Sindicato dos Trabalhadores Gráficos, em conjunto com Agostinho Fineza e José Moreira. Em 1979 a Câmara Municipal de Lisboa homenageou o sindicalista e historiador dando o seu nome a uma rua no Bairro 2 de Maio.

          Esteve em exilio entre 1928 e 1932, em França.