Item 340 - Voz do Operário - Correspondência

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Código de referência

PT-AHS-ICS-PQ-DOC-340

Título

Voz do Operário - Correspondência

Data(s)

  • 1912-1955 (Produção)

Nível de descrição

Item

Dimensão e suporte

31 doc (36 fl.)

Zona do contexto

Nome do produtor

(1890 -)

História administrativa

Com sede no Beco do Froes (hoje rua Norberto de Araújo), ao Menino de Deus, em Lisboa, nasceu, a 11 de Outubro de 1879, o jornal A Voz do Operário pela mão de um outro operário tabaqueiro, Custódio Braz Pacheco.
(...) A 13 de fevereiro de 1883, nasce a Sociedade Cooperativa A Voz do Operário em cujos estatutos se escreveu ser objeto da Sociedade “sustentar a publicação do periódicoA Voz do Operário, órgão dos manipuladores de tabaco, desligado de qualquer partido ou grupo político”; “estudar o modo de resolver o grandioso problema do trabalho, procurando por todos os meios legais melhorar as condições deste, debaixo dos pontos de vista económico, moral e higiénico”; “estabelecer escolas, gabinete de leitura, caixa económica e tudo quanto, em harmonia com a índole das sociedades desta natureza, e com as circunstâncias do cofre, possa concorrer para a instrução e bem-estar da classe trabalhadora em geral e dos sócios em particular”. Para tanto, os 316 sócios da altura comprometiam-se a pagar uma quota semanal de vinte réis, quantia que retiravam dos seus humildes salários.

Por solicitação dos associados, em julho de 1883, a atividade da Sociedade foi alargada à assistência funerária, correspondendo a uma necessidade da classe que se via confrontada com o exorbitante preço dos funerais. “Um jornal e uma carreta funerária, assim começa A Voz do Operário”, escreveu Fernando Piteira Santos.

Em julho de 1887, A Voz do Operário abandonou o Beco do Froes e mudou-se para a Calçada de São Vicente. Contava então com 1.114 sócios, sendo que nem todos eram operários tabaqueiros, o que obrigou a uma revisão dos estatutos, no ano de 1889, que viriam a ser aprovados pelas autoridades no ano seguinte, convertendo-se a Sociedade Cooperativa em Sociedade de Instrução e Beneficência A Voz do Operário.

Nome do produtor

(1876 -)

História administrativa

Instituição fundada em 20 de junho de 1876, com a designação de Sociedade Promotora de Creches, tinha por objetivo receber crianças carenciadas com idades compreendidas entre um mês e quatro anos. A sua primeira creche será inaugurada, em 5 de novembro de 1876, no Largo do Outeirinho da Amendoeira, que contou com a presença do Rei D. Luís. Tinha origem na Maçonaria.

Em 10 de novembro de 1878, transfere os seus serviços e a creche para o Largo da Graça.

Em 26 de abril de 1904, são aprovados os novos estatutos e a instituição passa a denominar-se Sociedade Promotora de Asilos, Creches e Escolas.

Em 1 de janeiro de 1905, é inaugurada a primeira escola-oficina, a Escola-Oficina N.º 1, contendo no seu plano curricular aulas de desenho, modelagem e escultura em madeira.

Em 20 de Junho de 1912, é promulgada por Carta de Lei, uma reforma dos estatutos, e passa a designar-se Sociedade Promotora de Escolas, tendo como um dos seus fins a “manutenção de Escolas e a propaganda por todas as fórmulas de bons métodos educativos“.
A Sociedade Promotora de Escolas passa a ser considerada de utilidade pública, por carta de lei datada de 20 de julho de 1912, publicada em 22 de agosto do mesmo ano.

A partir do Estado Novo, e face aos Decretos-Lei n.º 20181, 7 de Agosto de 1931, e n.º 28081, de 9 de Outubro de 1937, em que determinam o regime de separação dos sexos em todas as escolas do país, a Sociedade Promotora de Escolas opta pelo ensino feminino e determina o encerramento das oficinas. A Escola Oficina N.º 1 passa a ter, então, exclusivamente, ensino primário e inteiramente gratuito.

Após o 25 de Abril, com a reformulação do sistema de ensino básico do país, a Escola Oficina n.º 1 vê os seus alunos serem integrados no ensino oficial.

Nome do produtor

(1905 -1987)

História administrativa

A Escola Oficina n.º 1 de Lisboa (1905-1987) foi a mais emblemática das escolas novas portuguesas, tendo desenvolvido o seu projeto inovador principalmente entre 1907 e 1919. No entanto, a sua existência inscreveu-se num tempo longo, tendo funcionado durante mais de oitenta anos. O modelo pedagógico inovador que a caracterizou foi impulsionado por Adolfo Lima e inspirou-se nos ideais libertários e anarquistas, matriz a partir da qual foram interpretados os princípios da Educação Nova. Esta Escola adotou muitas das práticas inovadoras deste movimento, como o self-government escolar, a valorização dos trabalhos manuais, a educação física e a educação estética. Colocou o aluno no centro do processo pedagógico, visando a sua educação integral. Definiu rituais e normas no quotidiano escolar, assim como práticas de saúde e higiene. A partir dos anos trinta, com o regime político salazarista, perdeu o seu carácter experimental e tornou-se uma escola “normal”, igual a outras escolas oficiais.

Nome do produtor

(1912-?)

História biográfica

Entidade detentora

História do arquivo

Fonte imediata de aquisição ou transferência

Zona do conteúdo e estrutura

Âmbito e conteúdo

Inclui documentos de preparação e respostas a inquérito sobre caixas escolares (Escola Privativa nº 2 e nº 3); bem como serviço da biblioteca

Avaliação, seleção e eliminação

Incorporações

Sistema de organização

Zona de condições de acesso e utilização

Condições de acesso

Condiçoes de reprodução

Idioma do material

    Sistema de escrita do material

      Notas ao idioma e script

      Características físicas e requisitos técnicos

      Instrumentos de descrição

      Zona de documentação associada

      Existência e localização de originais

      Existência e localização de cópias

      Unidades de descrição relacionadas

      Descrições relacionadas

      Nota de publicação

      Marques, J. C. (2020). Um indesejável além-mar: Pinto Quartim e o movimento libertário nos dois lados do Atlântico (1887-1930) [Tese de doutoramento, Iscte - Instituto Universitário de Lisboa]. Repositório do Iscte. http://hdl.handle.net/10071/22783

      Zona das notas

      Nota

      Localização: Caixa 2

      Identificador(es) alternativo(s)

      Pontos de acesso

      Pontos de acesso - Local

      Pontos de acesso de género (tipologias documentais)

      Identificador da descrição

      Identificador da instituição

      Regras ou convenções utilizadas

      Estatuto

      Nível de detalhe

      Datas de criação, revisão, eliminação

      Línguas e escritas

        Script(s)

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