Semanal
Publicou-se regularmente durante três anos. Editado e dirigido por A.M. Gonçalves Viana.
-Pinto Quartim
Comunismo
16 Pessoas, Entidades resultados para Comunismo
Manuel Alpedrinha ( Manuel Augusto da Rosa Alpedrinha) (1905 - 1984)
Antifascista, fundador das Brigadas Revolucionárias (BR) e do Partido Revolucionário do Proletariado (PRP), Carlos Antunes nasceu em São Pedro (Braga), em 1938. Em 1955 adere ao Partido Comunista Português (PCP), passando quatro anos mais tarde à clandestinidade. Em 1963 vai para a Roménia, onde se junta à Rádio Portugal Livre, e em 1966 instala-se em Paris onde será responsável pela organização do PCP e pela fundação, em 1969, dos Comités de Ajuda à Luta do Povo Português.
Questões relacionadas com a invasão da Checoslováquia, a guerra colonial e a defesa da luta armada levam a que rompa com o PCP e venha a fundar com Isabel do Carmo as Brigadas Revolucionárias (BR), regressando clandestinamente a Portugal e organizando e participando em várias ações armadas contra o regime, nomeadamente contra o seu aparelho e infraestruturas militares. Uma dessas ações ocorreu em julho de 1971, quando largam em Lisboa dois porcos com trajes de almirante, numa alusão à fraude eleitoral que reelegera Américo Tomás.
Em 1973, uma cisão na Frente Patriótica de Libertação Nacional leva à criação do Partido Revolucionário do Proletariado (PRP).
Dirigiu com Isabel do Carmo o jornal “Revolução”, porta-voz do PRP-BR, que foi publicado entre 1974 e 1977, e o jornal “Página Um”, publicação igualmente próxima do PRP, editado de 1976 a 1978.
Em 1978 Carlos Antunes e Isabel do Carmo, entre outros militantes do PRP, são presos e acusados de vários crimes/ações armadas e de assaltos a bancos. Ao fim de vários anos de prisão preventiva, uma primeira condenação, protestos e greves de fome acabariam por ser absolvidos após julgamento e libertados em 1982.
-Museum do Aljube
Nasceu em Margão. Casou com Maria Amélia Caldas Xavier. Anarquista no seu tempo de estudante, em Coimbra, pertenceu à Falange Demagógica. Participou no Congresso Anarquista de 1914. Colaborou na publicação Terra Livre. Participou na fundação do Partido Comunista Português. Foi militante esperantista. Foi chefe de gabinete do ministro do Trabalho e Comércio Augusto Dias Silva.
Director da publicação "Moçambique : órgão oficioso da Liga de Defesa e Propaganda da Província de Moçambique".
Dir. Prof. Adolfo Lima ; Sec. Prof. Ernesto Coelho. Lisboa: Empresa Literária Fluminense.
Augustin Frédéric Adolphe Hamon (Nantes, 20 de janeiro de 1862 - Penvénan, 3 de dezembro de 1945) foi um sociólogo, jornalista e filósofo francês, passando ao longo da sua vida pelo anarquismo, o socialismo e o comunismo.
Integrou-se, pelo menos inicialmente, nas correntes do antissemitismo de esquerda, publicando o livro "L'agonie d'une société", juntamente com George Bachot (1889) e colaborando com o jornal antissemita Le Peuple. Embora mais tarde o seu antissemitismo se tornasse mais moderado, fez em 1899, uma crítica positiva ao livro "L'aryno-sémitisme".
Foi delegado para a Bourse du Travail de Nantes no Congresso Internacional Socialista em Londres em 1896. Editou de 1897 a 1903 a revista L'Humanité nouvelle.
Em 1901, casou-se com Henriëtte Rynenbroeck que será sua co-tradutora das obras de George Bernard Shaw. En 1904, decidiu por razões financeiras, estabelecer-se em Port-Blanc, parte de Penvénan. Nessa época, aderiu à SFIO (Section Française de l'International Ouvrière) e ingressou na Maçonaria Francesa. Estava também afiliado às ideias do livre-pensamento.
Durante a I Guerra, exilou-se no Reino Unido, e foi 'lecturer' na London School of Economics and Politcal Science. Regressado a França, nos anos 20, foi redator do jornal La Charrue Rouge, um boletim político local.
Durante a II Guerra, participou na Resistência francesa e aderiu ao PCF (Partido Comunista Francês) em 1945, ano da sua morte.
Paul Lafargue (Santiago de Cuba, 15 de janeiro de 1842, local — Draveil, 25 de novembro de 1911, local) foi um escritor, economista, jornalista e ativista francês. A sua obra mais conhecida é O Direito à Preguiça (em francês: Le Droit à la Paresse). Nasceu em Cuba, tendo ascendência francesa e crioula, mas passou a maior parte da sua vida em França.
Estudou Medicina em Paris, inicialmente defendendo a filosofia positivista. A sua filosofia aproximou-se da visão anarquista de Proudhon, e como anarquista juntou-se à secção francesa da Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT), também conhecida como Primeira Internacional. No entanto, ao aproximar-se de Marx e Auguste Blanqui, começou a afastar-se do anarquismo.
Em 1865, após ter participado no Congresso Internacional de Estudantes em Liège, Lafargue foi banido de todas as universidades francesas e foi para Londres. Foi aí que, ao frequentar a casa de Karl Marx, conheceu a sua filha Laura, com a qual se casou em 1868.
Depois da Comuna de Paris de 1871, a repressão política fez Lafargue fugir para Espanha, onde se instalou em Madrid, contactando com a secção espanhola da Internacional (Federación Regional Española de la Asociación Internacional de Trabajadores - FRE-AIT), dominada pela fação anarquista. Lafargue envolveu-se com a propaganda e a difusão do marxismo.
A partir de 1880, foi editor do jornal socialista francés L’Égalité e começou a publicar o primeiro manuscrito do Direito à preguiça. Mudou-se para Paris em 1882, e juntamente com Jules Guesde e Gabriel Deville começou a dirigir as atividades do Partido dos Trabalhadores Franceses (Parti Ouvrier Français - POF). Em 1891, foi eleito para o parlamento francês, embora estivesse sob custódia policial.
Morreu juntamente com a sua esposa, Laura Marx, num pacto de suicídio mútuo.
Augusto Machado (?-?). Empregado de escritório e jornalista da imprensa operária e comunista: em 1923, redactor principal do jornal A Internacional; colaborador de O Comunista, director e administrador da Biblioteca Cosmopolita – 1ª série de brochuras editada pelo PCP. Segundo Pedro Soares teria sido eleito membro do CC no II Congresso (em 1926), versão contredita por Bento Gonçalves. Em 1927, foi a Moscovo, recebendo aí a ordem de reorganizar o Partido; membro do CC, eleito em 1928 com Manuel Pilar e Júlio Diniz. Em 1929, aquando da reorganização é afastado por inactividade e sectarismo, acusando-o Bento Gonçalves de formar um grupo fraccionário, subestimando a formação de quadros e neglicenciar as questões de organização.
Karl Marx (Trier (Prússia), 5 de maio de 1818 - Londres, 14 de março de 1883) foi um filósofo, economista e socialista alemão. Desenvolveu a teoria do materialismo histórico, analisando a luta de classes no capitalismo, e previu o eventual triunfo do proletariado e a instauração do comunismo. As suas ideias deram origem ao marxismo.
Doutorou-se em filosofia na Universidade de Jena em 1841. Foi fortemente inspirado pelas ideias de Hegel, nomeadamente por obras como A Ideologia Alemã e Grundrisse. Em Paris, escreveu os seus Manuscritos Económicos e Filosóficos. Nessa cidade, conheceu Friedrich Engels, tendo com ele uma relação de amizade que duraria toda a sua vida. Mudou-se para Bruxelas em 1845 tornando-se ativo na Liga Comunista.
Nesse período, escreveu O Manifesto Comunista (1848) em co-autoria com Engels. Sendo expulso da Bélgica e da Alemanha, mudou-se para Londres onde escreveu O 18 de Brumário de Luís Bonaparte (1852) e iniciou a escrita da sua grande obra - Das Kapital (1867-1894). A partir do ano de 1864, Marx esteve envolvido na Primeira Internacional, onde teve um conflito com a fação anarquista liderada por Bakunin.
Fundado no final de 1975, o PCP(R) foi um partido de extrema-esquerda, M-L, só brevemente tocado pelo maoísmo, e que poderia também corretamente chamar-se neo-estalinista e hoxhaísta. De facto, o legado de Stáline continuou a ser reverenciado até à dissolução do partido, o mesmo sucedendo com o de Hoxha. Outra fonte muito importante na construção da utensilagem política do partido (mas presente no movimento M-L em Portugal, desde a FAP/CMLP) foi o dimitrovismo, patente sobretudo na importância concedida à criação de uma frente popular enquanto instrumento indispensável para mobilizar as amplas massas para a tomada do poder e depois para a construção da sociedade socialista. Tudo isto não deve, porém, escamotear o facto de que foram sobretudo os escritos de Lenine que forneceram tanto o modelo de partido como o modelo de revolução. Quando muito, os dissidentes sustentaram – e a história final do partido veio dar-lhes razão – que o modelo organizativo seguido, debaixo do rótulo leninista, fora, de facto, concebido nos tempos de Stáline. Durante a sua existência, o PCP(R) manteve intactas as seguintes crenças. (1ª) A de que era o representante da vanguarda do proletariado, entendida como a única classe decididamente revolucionária até ao fim. Daí a ênfase colocada em assegurar maiorias operárias no CC, à frente dos Comités Regionais e nos Congressos. (2ª) A de que o partido consubstanciava uma elite revolucionária, cuja dedicação à causa implicava, se necessário, o sacrifício da própria vida. Daí a centralidade da questão do “bom porte” na cadeia. (3ª) A de que o centralismo democrático era a trave-mestra na construção e manutenção de um partido revolucionário e disciplinado. Embora todas as cisões que sacudiram o partido fossem acusadas de ter violado o centralismo democrático – nomeadamente, através da constituição de fações – nenhuma delas pôs em causa o princípio leninista, antes dirigiram as suas críticas contra o deturpação estalinista desse princípio. (4ª) A de que a missão do partido era a de conduzir a classe operária, arrastando atrás de si as grandes massas do campesinato e dos trabalhadores urbanos pobres, à conquista do poder de Estado por meios violentos. Daí que o partido, pelo menos, nos primeiros 9-10 anos de existência, desprezasse a democracia “burguesa”, embora procurasse extrair dela todos os benefícios de uma representação parlamentar. Estas crenças eram também perfilhadas pelo PCP, sobretudo as três primeiras, já que o PCP se acomodou mais depressa do que o PCP(R) à democracia parlamentar. Mas o facto de partilhar com o PCP as mesmas crenças, foi uma fonte de crescente ansiedade para o jovem partido. Por um lado, ele precisava subtrair aos “revisionistas” a vanguarda do proletariado; por outro, para o fazer, tinha de se mostrar inflexível no combate ideológico e prático ao 99 “revisionismo”, em geral, e aos dirigentes “revisionistas”, em particular. A duas primeiras cisões do PCP(R) tiveram exatamente por base a tensão entre uma minoria, que pretendia uma aproximação ao PCP, como forma de cumprir essa tarefa, e a maioria, que receava que uma tal aproximação tática colocasse em risco a pureza doutrinária. Na base da última cisão estiveram razões distintas, conquanto o anseio da pureza doutrinária fosse idêntico, se não, mais intenso. Note-se, por último, que todas as cisões deram origem a movimentos que pretendiam o regresso à autenticidade do leninismo e, nas suas fases iniciais, aspirando mesmo a constituir-se em embrião de um futuro verdadeiro partido comunista. Este é um dos traços que distingue a história do PCP(R) da do PCP, onde apenas a última cisão – a Renovação Comunista – se manteve fiel à matriz comunista. Na existência do PCP(R) podemos distinguir quatro fases. Uma primeira, caraterizada por uma certa euforia, nascia da crença de que o mundo atravessava uma época revolucionária e de que a revolução em Portugal poderia ter lugar a curto prazo, desde que o partido estivesse à altura de cumprir essa missão. Sucede-lhe uma segunda fase, onde essa crença numa revolução ao “virar da esquina” esmorece, ao mesmo tempo que se esvanece o propósito da construção de uma ampla frente popular. Esta fase é caraterizada por intensos debates internos, dissidências, cisões e muitos abandonos individuais. Uma terceira fase carateriza-se por uma certa pacificação interna, onde é encontrada uma base operativa suficientemente mobilizadora para manter em atividade uma pequena massa de militantes, que, na segunda metade da década de 80, pouco deveria ultrapassar um décimo da militância do partido nos seus tempos áureos. Apesar dessa redução no número de militantes M-L, a performance eleitoral da UDP não se degradou na mesma proporção (cf. Tabela 2). A última fase inicia-se com o colapso da Albânia socialista – foi este é o grande divisor de águas na história do PCP(R). Embalado por uma certa Shadenfreude durante a Perestroika, que se manteve após a queda do Muro de Berlim, o partido entra, em 1991, mergulhado numa profunda crise. Com o colapso da URSS e do “farol do socialismo” na Terra, o PCP(R) não demorou, porém, a adaptar- se à matriz pós-Guerra Fria, como mostra a tímida aproximação ao PCP, em 1991. Tal aproximação não teve porém continuidade, pois a UDP (agora comunista) sentiu que perderia a sua individualidade e a sua razão de ser se persistisse nessa via, que a transformaria em mais um ingrediente das coligações hegemonizadas pelo PCP. Uma primeira consequência estrutural desta crise de 1991, foi o recuo do estatuto legal de partido para o de associação política. Esta natureza, mais flexível que a do dissolvido PCP(R), permitia que todos os militantes M-L transferissem a sua atividade para as fileiras da UDP. A escassez de recursos para alimentar duas máquinas partidárias ficava desse modo atenuada. Na transição do PCP(R) para a CDP, 100 praticamente tudo permanece, menos – e isto deve ser realçado – o símbolo da foice e do martelo. Note-se, porém, que nem o PCP, nem o MRPP, nem o PCdoB abdicaram da marca por excelência dos comunistas. Uma outra consequência desta primeira metamorfose consistiu no fim da CDP por fusão com a UDP, depois desta ter trocado a matriz democrata-popular pela comunista, passando a reivindicar-se do pensamento de Marx, dos contributos de Lenine, e voltando gradualmente as costas aos legados de Stáline e de Hoxha. Ao contrário, porém, do antigo PCP(R), ou do PCP, a UDP nunca mais usou o hífen, mas somente Marx e Lenine. A última metamorfose ocorre após a criação do BE. A UDP – ainda antes da sua passagem a associação política – repudia por completo o estalinismo, acusa todas as experiências de construção do Socialismo de terem degenerado (URSS, RPC, Albânia) e abandona definitivamente o centralismo democrático.
Apesar de várias vozes, no interior do PCP(R), reclamarem que a UDP retirava visibilidade ao partido, propondo mesmo a sua lenta desativação, com integração dos ativistas mais dedicados nos núcleos de simpatizantes do PCP(R), feito o balanço, parece claro que a UDP (o "partido dos pobres") permitiu levar a mensagem do PCP(R) a uma razoável audiência. Possivelmente, mais vasta do que aquela que seria expectável para um partido intitulado comunista num país onde o Partido Comunista pró-soviético gozava de um elevado prestígio, tanto pelos anos de resistência à ditadura, como pela implantação eleitoral, o controle da maioria dos sindicatos, sobretudo os sindicatos operários, e tendo um líder carismático, como Álvaro Cunhal.
-Pedro Manuel Barreto da Costa
Manuel António Ribeiro (Albernoa, Beja, 13 de dezembro de 1878 - Lisboa, 27 de novembro de 1941) foi um escritor, poeta e uma figura política de relevo na I República Portuguesa. Fundador da Federação Maximalista Portuguesa e dinamizador da fundação do PCP.
Desde novo participou na política defendendo a causa republicana nos jornais de Beja. Quando terminou o liceu ingressou no curso de medicina em Lisboa, onde teve os primeiros contactos com as ideias anarquistas e sindicalistas. Quando se viu obrigado a abandonar os estudos, por falta de recursos económicos, passou a trabalhar para a Editora Guimarães onde conheceu Delfim Guimarães.
Durante a República, aderiu às ideias sindicalistas revolucionárias, ficando conhecido pelo seu debate com Emílio Costa em que argumentava que o "sindicalismo se bastava a si mesmo" e que se tratava de uma doutrina independente do anarquismo.
Com o início da II Guerra, posicionou-se do lado dos Aliados, tomando posição do lado dos signatários do Manifesto dos Dezasseis.
Após a Revolução de Outubro, Manuel Ribeiro aproxima-se das ideias que inspiraram esta revolução, passando a preconizar a necessidade de haver uma fase transitória em ditadura para atingir a revolução operária. Pouco depois, iria organizar a Federação Maximalista Portuguesa, a primeira organização em Portugal com objetivo de seguir os exemplos da revolução bolchevique.
No final de 1920 acabaria detido devido à sua colaboração enquanto diretor do jornal maximalista A Bandeira Vermelha. No seguimento desse acontecimento, figuras como Raul Brandão e Fernando Pessoa chegariam a assinar um abaixo-assinado pela sua libertação.
Pouco tempo após a sua libertação começou aproximar-se do ideário católico e a afastar-se cada vez mais das ideias revolucionárias.
Nos seus últimos anos de vida trabalhou enquanto conservador na Torre do Tombo, onde se dedicou ao estudo da Soror Mariana Alcoforado.
Lev (ou Leon) Davidovich Trótski (né Bronstein, Ianovka, Império Russo (Atual Ucrânia) - Coyoacán, Cidade do México, 7 de novembro [26 de outubro C.Juliano] 1879 – 21 agosto de 1940), foi um revolucionário russo, político e intelectual. Foi uma figura central na Revolução Russa de 1905, na Revolução de Outubro de 1917, na Guerra Civil Russa e no estabelecimento da União Soviética, da qual foi exilado em 1929 - sendo depois assassinado em 1940. Ideologicamente um marxista e leninista, as ideias de Trotsky deram origem a uma vertente do marxismo chamada trotskismo.
Trotsky juntou-se ao Partido Operário Social-Democrata Russo em 1898, sendo preso e exilado para a Sibéria por causa das suas atividades políticas. Em 1902, fugiu para Londres, onde conheceu Lenin. Inicialmente, tomou o partido Menchevique (contra os Bolcheviques de Lenin) no cisma de 1903, mas declarou-se 'sem fação' em 1904. Durante a revolução de 1905, foi eleito presidente do Soviete de São Petersburgo. Foi de novo exilado para a Sibéria, mas escapou em 1907, indo para o estrangeiro.
Depois da Revolução de Fevereiro de 1917, juntou-se aos Bolcheviques e foi presidente do Soviete de Petrogrado. Ajudou a liderar a Revolução de Outubro e como Comissário para os Assuntos Externos negociou o Tratado de Brest-Litovsk, pelo qual a Rússia se retirou da I Guerra Mundial. Foi Comissário dos Assuntos Militares de 1918 a 1925, sendo responsável pela construção do Exército Vermelho e pela sua vitória na guerra civil. Em 1922, Lenin formou um bloco com Trotsky contra a crescente burocratização do regime soviético. Em 1923, Trotsky liderava a fação da Oposição de Esquerda.
Depois da morte de Lenin em 1924, Trotsky emerge como um dos principais críticos de Stalin. Contudo, Stalin consegue triunfar politicamente, e Trotsky é expulso do Politburo em 1926, do partido em 1927, exilado para Alma Ata em 1928 e deportado em 1929. Nesses anos, viveu na Turquia, França e Noruega antes de se estabelecer no México em 1937. No exílio escreveu contra o Estalinismo, defendeu a sua teoria de revolução permanente, e em 1928 fundou a Quarta Internacional. Depois de ser sentenciado à morte, in absentia, nos julgamentos de Moscovo de 1936, foi assassinado por um agente estalinista em 1940.
A União do Povo Africano do Zimbabué (ZAPU) é um partido político zimbabuense fundado em 1961. A nível ideológico, trata-se de uma organização comunista que defendeu o governo da maioria na Rodésia (1965-1979; atual Zimbabué) desde a sua fundação até 1980. Em 1987, funde-se com a União Nacional Africana do Zimbabué – Frente Patriótica de Robert Mugabe após os massacres de Gukurahundi (uma série de massacres de civis Ndebele realizados pelo Exército Nacional do Zimbábue entre 1983 e 1987).