Faro

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              Archer, Maria.
              PT AHS-ICS MArcher · Pessoa singular · 1899 - 1982

              Maria Archer nasceu em Lisboa a 4 de janeiro de 1899. Foi a primeira de seis irmãos e começou cedo, a viajar com os pais e a acompanhá-los - Ilha de Moçambique (1910-13) e Guiné-Bissau (1916-18). Em 1921, vive em Faro com a família e aí casa com Alberto Passos, indo viver para o Ibo – Moçambique. Cinco anos depois regressam a Faro e de seguida vão para Vila Real, tendo o casamento durado apenas dez anos. Em 1932, parte para Angola, ao encontro de seus pais. Em Luanda, publica o seu primeiro livro - Três Mulheres (1935) – com o apoio de Pinto Quartin. Escreve para os jornais e vê-se confrontada com a incompreensão da própria família, designadamente aquando da publicação do romance Aristocratas (1945), uma vez que os elementos autobiográficos chocam os mais próximos de si. Em 1943, escreve com Branca de Gonta Colaço Memórias da Linha de Cascais. No mesmo ano publica uma apresentação sobre os Parques Infantis, a convite de Fernanda de Castro. Participa em várias conferências, em Lisboa e no Porto, e faz várias entrevistas como jornalista. Em 1955, parte para o Brasil, por considerar a censura como intolerável. Os livros Ida e Volta duma Caixa de Cigarros (1938) e Casa Sem Pão (1947) tinham sido proibidos. Conhecedora da situação africana, desde muito cedo compreende a tendência para a emancipação dos povos coloniais, no que se aproxima de Henrique Galvão, quer nas preocupações culturais, quer nas políticas. Acompanha, por isso, o julgamento do antigo fundador da Emissora Nacional, tornado crítico da política de Salazar em Angola, que decorreu no Tribunal Militar de Santa Clara. Defensora dos direitos das mulheres tem na sua escrita a afirmação clara da exigência do necessário reconhecimento de uma igualdade substancial, deixando na sua obra a marca indelével da afirmação da democracia.

              adaptado de A VIDA DOS LIVROS, Guilherme Oliveira Martins, 2022-01

              Esperança, António Assis.
              Pessoa singular · 1892 - 1975

              António Assis Esperança (Faro, 17 de abril de 1892 — Lisboa, 3 de março de 1975) foi um escritor e jornalista português.

              Nasceu na freguesia de S. Pedro, em Faro. Era filho do comerciante Ventura da Cruz Esperança e de Gertrudes da Assunção Esperança. Trabalhou para as publicações Seara Nova, O Diabo e Vértice, Renovação (1925-1926) e dirigiu o jornal de crítica teatral A Crítica. Foi membro do Pen Club e um fundadores da Sociedade Contemporânea de Autores, pertencendo à primeira direção da Sociedade Portuguesa de Escritores (ambas encerradas pelo Estado Novo).

              Em 1943, casou civilmente com Leonor Lidon.

              Em 1946, ganhou o prémio Ricardo Malheiros, atribuído pela Academia de Ciências de Lisboa, pelo romance Servidão.

              O Meridional - Mensário Algarvio
              Pessoa coletiva · 1978-?

              O Meridional iniciou a sua publicação em Abril de 1978, na cidade de Faro. Com sede na Praça Alexandre Herculano, tinha como principal redator Júlio Carrapato.
              Apesar de não apresentar qualquer referência explícita à sua orientação ideológica, o jornal assumia uma linha editorial próxima do anarquismo, distinguindo-se por textos longos e contundentes. Para além disso, publicou entrevistas com diversas figuras de destaque do movimento anarquista, como Juan Gomez Casas (biógrafo de Durruti e primeiro secretário-geral da CNT após a queda do franquismo), Simon Leys e Emídio Santana.