Estatuto das Comissões de Delegados, organização e funcionamento do secretariado das comissões sindicais, admissão de pessoal (retornados das ex-colónias do Banco de Angola).
Comissão de Trabalhadores da CGDRetornados (1975-77)
20 Descrição arquivística resultados para Retornados (1975-77)
Trabalhadores do Banco de Angola, ex-trabalhadores da Caixa, admissão de pessoal (aumentos do Quadro de Pessoal, transferências, horas extraordinárias), comunicados 57/76 e 74/76.
Comissão de Trabalhadores da CGDRepúdio pela maneira como o Ministério das Finanças tem tratado o assunto da admissão de retornados.
Comissão Executiva dos Trabalhadores da CGDAdmissão de pessoal: retornados, assembleia geral de bancários.
Comissão Executiva dos Trabalhadores da CGDPessoal de Limpeza, mapa de densidades, promoções dos trabalhadores, Administradores (José Campelo, Júlio Rodrigues, Jacinto Nunes, Silva Lopes), Assembleia de Delegados (bancários retornados, etc.), Estatutos da Comissão de Trabalhadores, Centenário …
Comissão Executiva dos Trabalhadores da CGDEstatutos da Comissão de Trabalhadores, condições de admissão dos retornados.
Comissão Executiva dos Trabalhadores da CGDAdmissão de bancários desempregados [retornados]: posição do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas.
Comissão Executiva dos Trabalhadores da CGDGeneral Spínola, libertação dos PIDES, retornados bancários (Banco de Angola), SAMS (comparticipações), transferência de pessoal.
Comissão Executiva dos Trabalhadores da CGDAssembleia Geral de Trabalhadores de 11/9/1976 (Regresso do General Spínola, Moção de apoio aos Povo do Chile, novas admissões de pessoal, Decreto- Lei n.º 294/76 - reconversão da administração, descolonização, retornados).
Comissão Executiva dos Trabalhadores da CGDRetornados bancários.
Comissão Executiva dos Trabalhadores da CGDAdmissão de pessoal: ex-trabalhadores do Banco de Angola.
Comissão Executiva dos Trabalhadores da CGDAdmissão de pessoal: ex-trabalhadores do Banco de Angola.
Comissão Executiva dos Trabalhadores da CGDAdmissão de pessoal: retornados, assembleia geral.
Comissão Executiva dos Trabalhadores da CGDAdmissão de pessoal: ex-bancários do Banco de Angola, retornados.
Comissão Executiva dos Trabalhadores da CGDAdmissão de pessoal: retornados, Banco de Angola.
Comissão Executiva dos Trabalhadores da CGDMarques, Isabel Alexandra Baptista. (2017). "Deixar África 1974-1977 : experiência e trauma dos portugueses de Angola e de Moçambique"
Tese de doutoramento, História (Dinâmica do Mundo Contemporâneo), Universidade de Lisboa, com a participação do ISCTE- Instituto Universitário de Lisboa, Universidade Católica Portuguesa, Universidade de Évora, 2017, http://hdl.handle.net/10451/28878
Esta tese propõe-se examinar porque foi o êxodo da descolonização da África portuguesa (iniciado em 1974) sentido e descrito por muitos portugueses que viviam em Angola e em Moçambique como uma experiência psicologicamente dolorosa e procura identificar os factores mais influentes na formulação dos seus sentimentos negativos sobre as consequências deste deslocamento nas suas vidas. Considerando que a partida das colónias representou uma ruptura social e cultural e uma perturbação identitária que causou um trauma transicional nos portugueses radicados que a sentiram como uma ‘amputação existencial’. As crenças, experiências, percepções e estados emocionais relatadas em testemunhos epistolares e institucionais sobre a transição para as independências, o embarque e após a chegada a Portugal permitem assinalar que estas narrativas do êxodo (de memória recente) se fundam em discursos de legitimação, reclamação, vitimização e responsabilização. Os 2 primeiros baseados em crenças, realidades e vivências coloniais como a fixação definitiva, as mitificações luso-tropicalistas, o distanciamento físico e afectivo à metrópole e a forte ligação de pertença e de posse reclamada pelo ‘suor derramado’ e o ‘apego umbilical’ a África. Além do fim de uma realidade de identificação colectiva e de projectos de vida, o ‘sonho africano’ terminou com perdas materiais e danos morais e afectivos geradores de sentimentos de abandono, pânico e indignação. As dificuldades de instalação em Portugal de ordem prática (financeiras e de satisfação de necessidades básicas como alojamento e alimentação) e psicológica (de desajustamento) reforçaram o discurso de vitimização ancorado num sentimento de injustiça e na reclamação numa compensação merecida e acentuaram o de responsabilização dos poderes nacionais, marcado por sentimentos de desconfiança, ressentimento e traição. Após a chegada, estes discursos resultaram do choque causado pelo anátema da sua categorização de ‘retornados’, à época associada a preconceitos estereotipados, da relação conflitual com os residentes e da sua perspectiva judicativa e acusatória sobre o processo de descolonização.
Cinco números da publicação "O Riso do Retornado", revista de cartoons publicada quinzenalmente durante o verão de 1976.
Simpson, DuncanFaria, A. M. & Pires, S. (2013). Os militares do MFA estacionados em África: de fazer a guerra para passar à descolonização. Encontro da Red(e) Ibero-Americana Resistência e(y) Memória (RIARM).; https://repositorio.iscte-iul.pt/bitstream/10071/16071/1/Os%20Militares%20do%20MFA%20estacionados%20em%20%C3%81frica.pdf
É hoje consensual na análise historiográfica da revolução portuguesa de 1974 a identificação não só guerra mas também do “problema colonial” como questões que rapidamente se tornaram no “centro das atenções” do processo conspirativo militar (Rezola, 2007: 35 e nota 4), contrariando uma leitura da preparação do golpe militar que evoluiu das motivações de ordem corporativa dos oficiais de média patente para motivações de ordem mais especificamente política.
Retornados.
Comissão Executiva dos Trabalhadores da CGDMaria Paula Meneses e Catarina Gomes. 2013. "Regressos? Os retornados na (des)colonização portuguesa" in Maria Paula Meneses e Bruno Sena Martins (orgs), As Guerras de Libertação e os Sonhos Coloniais, pp. 59-107; https://estudogeral.uc.pt/bitstream/10316/42480/1/Regressos_Os%20retornados%20na%20des%20coloniza%C3%A7%C3%A3o%20portuguesa.pdf
A ideia de ampliação e renovação imperial, implícita nos versos de Camões, reflete, alguns séculos mais tarde, a manutenção dos propósitos imperiais de Portugal em ‘África’, agora na sequela da ‘perda’ das Índias e do Brasil (Alexandre, 2000). A história é um terreno de disputas; e este fato é particularmente visível na África Austral, onde situações de colonialismo, apartheid e guerras de libertação nacional se mesclaram nas últimas cinco décadas, ao que se seguiram vários conflitos armados, incluindo guerras civis. Neste sentido, a compreensão dos conflitos que marcaram a história do cone austral do continente africano na segunda metade do século XX exige uma abordagem crítica à construção da história – nacional, regional, coletiva, pessoal – e uma análise do porquê de
tantos segredos preservados e de tantos mitos constituídos.