Democracia (1974-Presente)

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          Afonso, Aniceto.
          Pessoa singular · 1942 -

          Oficial de Artilharia. Fundador do MFA de Moçambique. Em Setembro de 1973, foi colocado na CHERET – QG/RMM, em Nampula

          Antunes, Carlos.
          Pessoa singular · 1938-2021

          Antifascista, fundador das Brigadas Revolucionárias (BR) e do Partido Revolucionário do Proletariado (PRP), Carlos Antunes nasceu em São Pedro (Braga), em 1938. Em 1955 adere ao Partido Comunista Português (PCP), passando quatro anos mais tarde à clandestinidade. Em 1963 vai para a Roménia, onde se junta à Rádio Portugal Livre, e em 1966 instala-se em Paris onde será responsável pela organização do PCP e pela fundação, em 1969, dos Comités de Ajuda à Luta do Povo Português.

          Questões relacionadas com a invasão da Checoslováquia, a guerra colonial e a defesa da luta armada levam a que rompa com o PCP e venha a fundar com Isabel do Carmo as Brigadas Revolucionárias (BR), regressando clandestinamente a Portugal e organizando e participando em várias ações armadas contra o regime, nomeadamente contra o seu aparelho e infraestruturas militares. Uma dessas ações ocorreu em julho de 1971, quando largam em Lisboa dois porcos com trajes de almirante, numa alusão à fraude eleitoral que reelegera Américo Tomás.

          Em 1973, uma cisão na Frente Patriótica de Libertação Nacional leva à criação do Partido Revolucionário do Proletariado (PRP).

          Dirigiu com Isabel do Carmo o jornal “Revolução”, porta-voz do PRP-BR, que foi publicado entre 1974 e 1977, e o jornal “Página Um”, publicação igualmente próxima do PRP, editado de 1976 a 1978.

          Em 1978 Carlos Antunes e Isabel do Carmo, entre outros militantes do PRP, são presos e acusados de vários crimes/ações armadas e de assaltos a bancos. Ao fim de vários anos de prisão preventiva, uma primeira condenação, protestos e greves de fome acabariam por ser absolvidos após julgamento e libertados em 1982.
          -Museum do Aljube

          Pessoa coletiva · 1882-

          Fundada por Casimiro Freire, em 1882, sob o nome Associação de Escolas Móveis pelo Método João de Deus, inspirado no método e na pedagogia de João de Deus. Acompanharam-no nesse projeto várias personalidades da época, como João de Barros, Bernardino Machado, Jaime Magalhães Lima, Francisco Teixeira de Queiroz, Ana de Castro Osório, Homem Cristo, entre outros.

          Em 1908, por proposta de João de Deus Ramos, filho de João de Deus, passou a designar-se "Associação de Escolas Móveis pelo Método João de Deus, Bibliotecas Ambulantes e Jardins-Escolas". João de Deus Ramos fundou em Coimbra, em 1911, o primeiro Jardim-Escola João de Deus. Até 1953, data da sua morte, João de Deus Ramos criou 11 Jardins-Escolas.

          Biggs-Davidson, John
          Pessoa singular · 1918-1988

          Político e deputado britânico do Partido Conservador. Foi membro activo do Conservative Monday Club, um grupo de pressão apoiante do regime de apartheid da África do Sul e da Rodésia, envolvido nos debates sobre a descolonização.

          Bruno, João de Almeida.
          Pessoa singular · 1935-2022

          30 de julho de 1935, Lisboa, Portugal; 10 de agosto de 2022 (87 anos)

          Carmo, Isabel do
          Pessoa singular · 1940-

          Maria Isabel Augusta Cortes do Carmo (Barreiro, 12 de setembro de 1940) é uma médica, professora e ativista antifascista portuguesa. Em 2004 foi condecorada pelo presidente Jorge Sampaio com o grau de grande oficial da Ordem da Liberdade.

          Enquanto estudante de medicina participou nas lutas académicas de 1962. Foi dirigente da Ordem dos Médicos até ao seu encer´ramento pelo Estado Novo em 1972. Foi fundadora e dirigente, em conjunto com Carlos Antunes do grupo Brigadas Revolucionárias (BR), criado em 1970 e mais tarde também do partido político, que lhe servia de fachada, o Partido Revolucionário do Proletariado (PRP), criado em 1973. Posteriormente à revolução de 25 de abril de 1974, durante o Processo Revolucionário em Curso desenvolveu atividade política nas ruas, empresas e fábricas. Em 1978 foi detida sob a acusação de autoria moral da ações armadas, das quais foi mais tarde ilibada e negou sempre ter tido qualquer papel na colocação das bombas. Em 1989, liderou a Comissão Pró-Amnistia Otelo e companheiros

          Correia, Pedro Pezarat.
          Pessoa singular · 1932 -

          Pedro de Pezarat Correia nasceu no Porto em 16 de novembro de 1932. Fez o curso liceal no Colégio Militar e a licenciatura em Ciências Militares na então Escola do Exército em 1954. Oficial general reformado desde 1986.

          Esteve em seis comissões durante a Guerra Colonial (Índia, Moçambique, Angola e Guiné). Participante, desde as suas origens, na movimentação militar que desembocou o 25 de Abril de 1974, integrou o Conselho da Revolução desde a sua criação em março de 1975 até à sua extinção em outubro de 1982 e, nessa qualidade, comandou a Região Militar do Sul.

          Na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra instalou e lecionou a cadeira de Geopolítica e Geoestratégia. Conferencista no IDN, UAL e outros institutos superiores militares. Autor e coautor de muitas dezenas de livros e trabalhos sobre geopolítica e geoestratégia, estratégia e conflitos, 25 de Abril, Guerra Colonial e descolonização. Especificamente na área militar é autor de Centuriões ou pretorianos bem como de Manual de Geopolítica e Geoestratégia.

          Crespo, Vítor Manuel Trigueiros.
          Pessoa singular · 1932 - 2014

          Oficial da Armada. Colaborou na redacção do Programa do Movimento das Forças Armadas. Alto-Comissário em Moçambique (Setembro de 1974 a Junho de 1975). Ministro da Cooperação no VI Governo Provisório (Setembro de 1975 a Julho de 1976) e membro do Conselho da Revolução.

          Esquerda Socialista (Jornal)
          Pessoa coletiva · 1974/09/12 - 1975/07/16

          Esquerda Socialista: Orgão do Movimento de Esquerda Socialista era o jornal semanal do Movimento de Esquerda Socialista com 39 edições numerados (n.º0-38) e um especial sobre o golpe de 11 de Março 1975, saídos entre 1974/09/12 e 1975/07/16, quando foi substituído pelo jornal Poder Popular (nova série), cujo primeiro número saiu em 23 de Julho de 1975. Havia um plano de remodelação do jornal para revista periódica, mas isso nunca aconteceu.

          A primeira redação provisória localizava-se na Rua Garrett 80-4 Lisboa, mais tarde a redação mudou para a rua Rodrigues Sampaio 79, r/c Lisboa. O jornal era composto e impresso pela Renascença Gráfica, S.A.R.L.,
          O primeiro diretor interino foi César Oliveira (nº0 (?) - nº6 (?)) seguido pelo Rogério de Jesus (nº7- nº10) e Augusto Mateus (nº11-38)

          O número 12 (1975-01-14) foi erradamente impresso com n.º11 no cabeçalho. O número 20 (1975-03-18) foi erradamente impresso com n.º18 no cabeçalho.

          Ferreira, José da Silva Pinto.
          Pessoa singular · ?-2013

          Foi Oficial Pára-Quedista. Comandante dos Grupos Especiais de Pára-Quedistas (GEP)

          Ferreira, José Gomes.
          Pessoa singular · 1900 - 1985

          José Gomes Ferreira (Santo Ildefonso, Porto, 9 de junho de 1900 — São João de Brito, Lisboa, 8 de fevereiro de 1985) foi um escritor e poeta português.

          Licenciou-se em Direito em 1924, na Universidade de Lisboa, e foi cônsul na Noruega de 1926 a 1929.

          A partir de 1948, inicia a publicação da sua obra poética quando publicou Poesia I.

          Escreveu em vários géneros literários: crónicas, historietas, intrigas policiais, ensaios, e colaborou nas revistas, jornais e antologias poéticas Presença, Galo, O Diabo, Revista de Portugal, Portucale, Gazeta Musical e de Todas as Artes, Europa, Cadernos do Meio-Dia. Também legendou filmes sob o pseudónimo Álvaro Gomes e compôs música. É autora de Aventuras de João sem Medo (1965).

          Com Poesia III, ganhou, em 1961, o «Grande Prémio da Poesia» atribuído pela Sociedade Portuguesa de Autores. Em 1965, o livro A memória das palavras recebeu o Prémio da Casa da Imprensa. Viria a integrar, em 1978, a direção da Associação Portuguesa de Escritores. Pai do arquiteto Raul Hestnes Ferreira (1931-2018) e do poeta Alexandre Vargas (1952-2018),

          França, João Baptista
          Pessoa singular · 1908-1996

          João Baptista França (23 de junho de 1908, Funchal - fevereiro de 1996, Lisboa) foi um importante escritor português natural da ilha da Madeira. Destacou-se como jornalista, romancista, teatrólogo e dramaturgo.

          Iniciou a sua carreira jornalística no Funchal e colaborou nos jornais madeirenses com crónicas, contos, prosas e poesias. Inicialmente, escreveu para o diário “O Povo”, bem como para o “Independente”, “A Batalha”, “Diário da Madeira” e para os semanários “Comércio do Funchal” e “Ilha”. A revista “Esperança”, o diário humorístico “Re-nhau-nhau” e o “Eco do Funchal”

          Ainda no Funchal, deu os primeiros passos no teatro, sendo amador dramático, escrevendo peças, encenando-as e representando-as ao mesmo tempo que colaborava com o semanário lisboeta “O Diabo”

          Em 1940, começa a sua carreira como jornalista internacional no jornal “O Século”. Ainda na década de 40, escrevia teatro para a rádio, nomeadamente para a “Voz de Lisboa”, “Rádio Peninsular” e “Emissora Nacional”. Paralelamente à sua carreira jornalística conservava a atividade literária, colaborando em semanários e revistas, nomeadamente “Diário Popular”, “Correio das Ilhas”, revista “Panorama” e na secção literária da rádio SPN - Secretariado da Propaganda Nacional, entre outros .

          Em 1944, dá-se a sua “première” no teatro como argumentista / dramaturgo com “O Zé do Telhado”, opereta . O seu primeiro romance – “Romance de uma Corista”, em 1956. Trata-se de uma obra literária que retrata o ambiente dos bastidores teatrais de Lisboa.

          Com a peça “Um Mundo À Parte”, foi distinguido com o prémio Maria Matos. Esta obra, publicada em 1970, viria a passar pela censura oficial do regime. Neste mesmo contexto, a peça de teatro “Há Sol nas Minhas Mãos” foi, também, censurada.

          Gazeta da Semana
          Pessoa coletiva · 1976/04/01 - 1977/01/15

          GAZETA DA SEMANA, semanário, publicou-se de 1 de abril de 1976 e 3 de dezembro de 1976, totalizando 31 edições complementadas por um número especial, em 15 de janeiro de 1977, que pretendeu, sem êxito, relançar o jornal. Teve como diretor João Martins Pereira, e como último proprietário a ÁGUA MOLE – Sociedade Cooperativa para produção de actividades culturais e editoriais, SCAR. Era um jornal da esquerda revolucionaria, sem afiliação partidário.

          O novo semanário era propriedade de João Martins Pereira - secretário de Estado da Indústria e Tecnologia do IV Governo Provisório, em funções durante o “Verão Quente” de 1975 - que também era o diretor; o jornalista Jorge Almeida Fernandes assumia as funções de diretor-adjunto; a redação era constituída por jornalistas do recentemente desaparecido diário República (em 22/12/1975), e contava com a colaboração de Fernando Silva Oliveira Baptista, ministro da Agricultura do IV Governo Provisório, Valentim Alexandre, Alfredo Soveral Martins, Adelino Gomes e Joaquim Furtado, entre outros.

          Teve uma vida breve, 9 meses, e intermitente, pois conheceu duas interrupções, sempre derivadas de «dificuldades económicas», abertamente assumidas: a primeira, entre Agosto e Setembro; a segunda, e derradeira, entre Dezembro de 1976 e Janeiro de 1977. Deixou um legado de 31 números mais 1, um «Número Especial», a sua última batalha pela sobrevivência.
          -Hemeroteca Municipal de Lisboa

          Gomes, Carlos Matos.
          Pessoa singular · 1946 -2025

          Carlos Manuel Serpa de Matos Gomes (Vila Nova da Barquinha, 24 de julho de 1946 – Lisboa, 13 de abril de 2025), também conhecido pelo pseudónimo de Carlos Vale Ferraz, foi um escritor português e um dos Capitães de Abril.Coronel do Exército reformado, fixo a carreira de Cabalaría da Academia Militar. Também foi investigador de História Contemporânea de Portugal.

          Gomes, Francisco Costa
          Pessoa singular · 1914-2001

          Militar e político português. Foi comandante das Regiões Militares de Moçambique (1965-1969) e de Angola (1970-1972). Fez parte da Junta de Salvação Nacional e ocupou o cargo de presidente da república entre 1974 e 1976.

          Meneses, Manuel Amorim de Sousa.
          Pessoa singular · 1921 - 2012

          Deputado à Assembleia Nacional (1961-68). Subchefe e chefe do Estado-Maior da Região Militar e do Comando Chefe de Moçambique (1969-71). Comandante militar em Moçambique, no pós-25 de Abril

          Monteiro, Domingos
          Pessoa singular · 1903-1980

          Domingos Monteiro Pereira Júnior (Barqueiros, Mesão Frio, 6 de novembro de 1903 – Lisboa, 17 de agosto de 1980) foi um advogado, poeta e escritor português.

          Exerceu a advocacia, defendendo vários opositores do regime do Estado Novo. Fundou o Partido da Renovação Democrática, bem como, mais tarde, o Diário Liberal.

          Foi diretor das Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian. Em 1948 fundou a Sociedade de Expansão Cultural que veio a ter uma ação notável na divulgação dos autores portugueses.

          Ainda durante o ensino liceal em Trás-os-Montes, publicou alguns poemas em O Dilúculo, um jornal local. Com apenas dezasseis anos estreou-se com a edição do seu primeiro livro de versos, Orações do Crepúsculo. Este livro foi prefaciado por Teixeira de Pascoaes a quem dedicou o seu segundo livro, Nau Errante, de 1921. Voltaria a publicar poesia com Evasão, de 1953, e, em 1978 publicaria o seu último livro de versos, Sonetos.

          Publicou uma História da Civilização em três volumes e também escreveu nos géneros do ensaio, da crítica e do teatro. Destacou-se na prosa, nomeadamente na escrita de novelas: O Mal e o Bem, O Primeiro Crime de Simão Bolandas com o qual obteve o Prémio Nacional de Novelística e o Prémio Diário de Notícias, e ainda Letícia e o Lobo Júpiter agraciado com o Prémio Nacional de Novelística.

          Também foi tradutor de autores clássicos como Balzac, Dostoievski, Thomas Mann, Maupassant, Poe, Mark Twain,

          Movimento: Boletim Informativo Das Forças Armadas
          Pessoa coletiva · 1974/09/09 - 1975/08/14

          [quinzenal] Boletim Informativo do Movimento das Forças Armadas, dirigido pela Comissão Coordenadora do Programa do MFA. Foram publicados ao todo 25 números, entre 1 de setembro de 1974 e 14 de agosto de 1975, que tinham por objetivo divulgar a situação económica, social, política e militar vivida em Portugal, após o 25 de Abril de 1974. A edição do boletim era da responsabilidade da 5ª Divisão do Estado Maior General das Forças Armadas, e a sua distribuição estava a cargo do jornal O Século.
          -http://casacomum.org/cc/arquivos?set=e_3147

          Namora, Fernando
          Pessoa singular · 1919-1989

          Fernando Namora (Condeixa-a-Nova, 15 de abril de 1919 – Lisboa, 31 de janeiro de 1989) foi um médico e escritor português, autor de uma extensa obra, das mais divulgadas e traduzidas nas décadas de 1970 e 1980.

          Licenciado em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, pertenceu à geração de 40, grupo literário que reuniu indivíduos como Carlos de Oliveira, Mário Dionísio, Joaquim Namorado ou João José Cochofel. Em 1951, mudou-se para Lisboa, empregando-se como médico-assistente do Instituto Português de Oncologia.

          O seu volume de estreia foi Relevos (1937), livro de poesia. Mas já publicara em conjunto com Carlos de Oliveira e Artur Varela, um pequeno livro de contos Cabeças de Barro. Em (1938) surge o seu primeiro romance As Sete Partidas do Mundo que viria a ser galardoado com o Prémio Almeida Garrett.

          Ainda estudante e com outros companheiros de geração funda a revista Altitude e envolve-se ativamente no projeto do Novo Cancioneiro (1941), coleção poética de 10 volumes que se inicia com o seu livro-poema Terra. Em 1982, foi proposto para o Prémio Nobel da Literatura, pela Academia das Ciências de Lisboa e pelo PEN Clube.

          Página Um
          Pessoa coletiva · 1976/05/08 - 1978

          "Página Um" era um jornal da extrema-esquerda ativo durante os anos 1976-1978. Inicialmente era publicado num ritmo quase diário, e semanal a partir de 17 de Fevereiro de 1977. O jornal foi fundado por Isabel do Carmo e Carlos Antunes. O primeiro diretor era Jorge Fagundes, que deixou esse cargo em 21 de Julho de 1977, devido as outras obrigações profissionais. Foi substituído por Rui de Oliveira.